Doula

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Uma doula (à esquerda) com mãe e seu recém-nascido

Uma doula (pronúncia: /ˈdla/) é uma assistente de parto sem formação médica. Cabe à doula proporcionar informação, acolhimento, apoio físico e emocional às mulheres durante a gravidez, o parto e o pós-parto.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra doula, cuja pronúncia correta é "dúla", tem sua origem no termo grego clássico δούλη ("dúli"), que significa "escrava"1 . Desde a Antiguidade, esta palavra designa uma criada doméstica ou escrava. Na Grécia atual a palavra tem conotação negativa e as profissionais são atualmente denominadas "assistentes de parto".

Quem primeiro utilizou o conceito de doula na sua concepção moderna foi a antropóloga Dana Raphael, para referir-se às mulheres que ajudavam às novas mães durante a lactância e o cuidado ao recém-nascido nas Filipinas.

As doulas não podem ser consideradas parteiras, pois não realizam procedimentos médicos como auscultação fetal, medição de pressão e exame de toque do colo uterino. Sua função intraparto é de dar apoio físico e emocional à mulher em trabalho de parto.

Durante a gestação, fornecem informações baseadas em evidências científicas para evitar cesáreas indesejadas ou desnecessárias, proporcionar uma experiência positiva de parto e reforçar o vínculo mãe/bebê. São figuras importantes na retomada do parto fisiológico, natural, humanizado.

Visão geral[editar | editar código-fonte]

Desde os primórdios da humanidade, acumulou-se um conhecimento empírico, fruto da experiência de milhares de mulheres auxiliando outras mulheres na hora do nascimento de seus filhos. Com a hospitalização do parto nas últimas décadas, as mulheres, desenraizadas e isoladas, perderam esse apoio psicossocial. Como parte do processo de integração desses conhecimentos tradicionais milenares com os progressos científicos contemporâneos, vem surgindo, no frio cenário do parto hospitalar, a figura da doula.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o ministérios da Saúde de vários países, entre eles o Brasil (portaria 28 de maio de 2003), reconhecem hoje a profissão de doula. Pesquisas realizadas na última década demonstraram que, sob a supervisão de uma doula, o parto evolui com maior tranqüilidade e rapidez e com menos dor e complicações tanto maternas como fetais. Com a difusão da nova profissão, poderá também ocorrer uma substancial redução de custos para os sistemas de saúde, graças à redução do número de intervenções médicas e do tempo de internação de mães e bebês.

Na América do Norte, por exemplo, estima-se que existam atualmente de 10 a 12 mil doulas. No Brasil, a demanda de mulheres e instituições que solicitam esse serviço, ainda que bem menor, também vem crescendo significativamente. Mais de cem doulas atuam no atendimento individual à mulher (particular, acompanhando partos em casa, casa de parto e maternidades) e outras tantas como voluntárias em hospitais do SUS.

Referências

  1. Mander, R. Supportive care and midwifery. [S.l.]: John Wiley & Sons, 2001. 113–33 p. ISBN 0632054255

Ver também[editar | editar código-fonte]

Dra. Ágnes Geréb, uma médica ginecologista húngara participante do movimento de retorno ao parto domiciliar assistido examina os batimentos cardíacos do feto durante o trabalho de parto.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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