Livro digital

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Um livro digital (livro eletrónico/eletrônico ou o anglicismo e-book) é qualquer conteúdo de informação, semelhante a um livro em formato digital que pode ser lido em equipamentos eletrônicos tais como computadores, PDAs, Leitor de livros digitais ou até mesmo celulares que suportem esse recurso.[1]

Os formatos mais comuns de Ebooks são o PDF, HTML e o ePUB. O primeiro necessita do conhecido leitor de arquivos Acrobat Reader ou outro programa compatível, enquanto que o segundo formato precisa de um navegador de Internet para ser aberto. O Epub é um formato de arquivo digital padrão específico para ebooks.

Por ser um dispositivo de armazenamento de pouco custo, e de fácil acesso devido à propagação da Internet nas escolas, pode ser vendido ou até mesmo disponbilizado para download em alguns portais de Internet gratuitos.

Origem e evolução[editar | editar código-fonte]

É preciso destacar de antemão que não existe um consenso sobre quem é o inventor do primeiro livro digital. O primeiro livro digital pode ser considerado o Index Thomisticus, um índice anotado dos trabalhos de Tomás de Aquino, feito por Roberto Busa no final da década de 1940. Esse fato é muitas vezes omitido, talvez porque o texto digitalizado era (pelo menos inicialmente) uma forma de criar um índice e concordância, ao invés de uma edição publicável.[2]

Michael Hart (à esquerda) e Gregory Newby (à direita) do Projeto Gutenberg, 2006

O mais forte candidado a criador do e-book foi Michael Stern Hart ao digitalizar a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América em 1971[3] . Hart foi também o fundador do Projeto Gutenberg, o mais antigo produtor de livros electrónicos do mundo.

Linha do Tempo[editar | editar código-fonte]

  • 1971: Michael Hart lidera o projecto Gutenberg que procura digitalizar livros de domínio público para oferecê-los gratuitamente.
  • 1993: Zahur Klemath Zapata registra o primeiro programa de livros digitais. Digital Book v.1, DBF.
  • 1993: Publica-se o primeiro livro digital: Do assassinato, considerado uma das belas artes, de Thomas de Quincey.
  • 1995: Amazon começa a vender livros através da Internet.
  • 1996: O projecto Gutenberg alcança os 1.000 livros digitalizados. A meta é um milhão.
  • 1998: São lançados ao mercado os leitores de livros electrónicos: Rocket ebook e Softbook.
  • 1998-1999: Surgem sítios na Internet que vendem livros electrónicos, como eReader.com e eReads.com.
  • 2000: Stephen King lança seu romance Riding Bullet em formato digital. Só pode ser lído em computadores.
  • 2002: As editoras Random House e HaperCollins começam a vender versões electrónicas dos seus títulos na Internet.
  • 2005: Amazon compra Mobipocket na sua estratégia sobre o livro electrónico.
  • 2006: Acordo entre Google en a Biblioteca Nacional do Brasil para digitalizar 2 milhões de títulos.
  • 2006: Sony lança o leitor Sony Reader que conta com a tecnologia da tinta electrónica.
  • 2007: Amazon lança o Kindle.
  • 2008: Adobe e Sony fazem compativéis suas tecnologias de livros electrónicos (Leitor e DRM).
  • 2008: Sony lança seu PRS-505.
  • 2009: Barnes & Noble lança o Nook.
  • 2010: Apple lança o iPad.

Vantagens em relação ao livro tradicional[editar | editar código-fonte]

A principal vantagem do livro digital é a sua portabilidade. Eles são facilmente transportados em disquetes, CD-ROMs, pen-drives e cartões de memória.

Como se encontra no formato digital, pode ser transmitido rapidamente por meio da Internet. Se um leitor que se encontra no Japão, por exemplo, e tiver interesse em adquirir um livro digital vendido nos Estados Unidos ou no Brasil, pode adquiri-lo imediatamente e em alguns minutos estará lendo tranquilamente o seu ebook.

Outra vantagem é o preço. Como seu custo de produção e de entrega é inferior, um livro digital de alto padrão, como os encontrados em sítios especializados, pode chegar as mãos do leitor por um preço até 80% menor que um livro impresso, quando não for gratuito. Deve-se lembrar que o livro digital não precisa entrar em filas de impressão em gráficas, como ocorre tradicionalmente. Assim, uma vez prontos para distribuição, basta entrar em redes on-line de venda e distribuição[4] .

Mas um dos grandes atrativos para livros digitais é o fato de já existirem softwares capazes de os ler, em tempo real, sem sotaques robotizados e ainda converter a leitura em uma mídia sonora, como o MP3, criando audiobooks.

Direitos autorais[editar | editar código-fonte]

Assim como um livro tradicional, o livro digital é protegido pelas leis de direitos autorais. Isso significa que eles não podem ser alterados, plagiados, distribuídos ou comercializados de nenhuma forma, sem a expressa autorização de seu autor. No caso dos livros digitais gratuitos, devem ser observadas as regras e leis que regem as obras de domínio público ou registros de códigos abertos para distribuição livre.

A existência de leitores associado com vários formatos, a maioria especializados em um único formato, fragmentos do mercado do livro eletrônico. Em 2010, a e-books continuou a ganhar quota de mercado para a versão em papel. Alguns editores de livros eletrônicos já começaram a distribuir os livros que estavam em domínio público. Ao mesmo tempo, os autores de livros que não foram aceitos pelos editores ofereceram seus trabalhos online para que possam ser comprados e lidos. Além disso, a cópia e distribuição de livros protegidos por direitos autorais é muito menor do que a diferença com os discos. O motivo é demográfico, o complexo processamento digital e uma maior variedade de gostos e públicos. [5]

Apesar de a existência de direitos autorais garantir a rentabilidade dos livros, um estudo conduzido pela Universidade de Ilinois em Julho de 2013 mostrou que títulos protegidos tendem a acabar no esquecimento durante as décadas seguintes até que sejam reencontrados, após caírem em domínio público.[6]

Formatos[editar | editar código-fonte]

Escritores e editores possuem uma grande variedade de formatos à disposição quando se trata de e-books, cada um com suas vantagens e desvantagens. Os formatos mais populares são mostrados a seguir junto com os leitores de e-books que podem lê-los:

Leitor Formato
Amazon Kindle, Kindle Fire (color), Kindle Touch, Kindle Touch 3G AZW, PDF, TXT, non-DRM MOBI, PRC
Nook Simple Touch, Nook Tablet EPUB, PDF
iPad EPUB, IBA (livros multitouch criados com o iBooks Author), PDF
Sony Reader PRS-350, PRS-650, PRS-950 EPUB, PDF, TXT, RTF, DOC, BBeB
Kobo eReader, Kobo Touch, Kobo Arc EPUB, PDF, TXT, RTF, HTML, CBR (comic), CBZ (comic)
PocketBook Reader, PocketBook Touch EPUB DRM, EPUB, PDF DRM, PDF, FB2, FB2.ZIP, TXT, DJVU, HTM, HTML, DOC, DOCX, RTF, CHM, TCR, PRC (MOBI)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. MOTA, M. O.; GOMES, D. M. O. A. Uma análise do comportamento do consumidor na adoção de inovação tecnológica: uma perspectiva brasileira dos livros eletrônicos. Revista de Negócios, v. 18, n. 4, p. 3-16, 2013, disponível em <http://www.spell.org.br/documentos/ver/17691/uma-analise-do-comportamento-do-consumidor-na-adocao-de-inovacao-tecnologica--uma-perspectiva-brasileira-dos-livros-eletronicos/i/pt-br>, acesso em 23/04/2014.
  2. [1] PRIEGO, Ernesto. Father Roberto Busa: one academic's impact on HE and my career. The Guardian. Acessado em 14 de Setembro de 2013.
  3. Michael S. Hart (em inglês)
  4. http://nishizawa.com.br/?p=503
  5. eBooks: la guerra digital global por el dominio del libro – By Chimo Soler (Historiador)
  6. [2] FREITAS, Eber. Copyright criou uma geração de livros esquecidos. Acessado em 14 de Setembro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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