Economia pós-escassez

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Pós-escassez é uma forma alternativa de economia ou engenharia social, em que bens, serviços e informação são universalmente acessíveis.[1] Isso exigiria um sofisticado sistema de reciclagem de recursos, em conjunto com sistemas tecnologicamente automatizados capazes de converter matérias-primas em produtos finais.

O problema da escassez[editar | editar código-fonte]

A escassez é o problema econômico fundamental de ter aparentemente necessidades e desejos humanos ilimitados, em um mundo de recursos limitados. Afirma que a sociedade tem insuficiência de recursos produtivos para satisfazer todas necessidades e desejos humanos. Alternativamente, a escassez implica que nem todos os objetivos da sociedade podem ser buscados ao mesmo tempo; um bem tem que ser escolhido sobre o outro. Portanto, o termo "economia pós-escassez" pode ser um pouco paradoxo. Citando o ensaio de 1932 de Lionel Robbins, ciência da economia é "a ciência que estuda o comportamento humano como uma relação entre finalidades e recursos escassos com usos alternativos."[2]

Economia, em qualquer e todas as formas se baseia na suposição de condições de escassez natural ou artificialmente imposta, muito menos do que o suficiente para abastecer todos. O estudo da economia e seu controle e transações diárias de negócios dizem-lhe como cada variação do Sistema de Preço faz uma ideologia de como dividir essa escassez. Você vai encontrar a economia definida em termos de escassez em cada livro didático sobre o assunto, geralmente no capítulo de abertura. Sem escassez, e alguns deles francamente admitem, não haveria a necessidade da economia

. John A. Waring, "Tecnocracia e Humanismo" , Seção 3 Newsletter , fevereiro 1985, N ° 18 e mar 1985, No. 19.

Entretanto, na economia marxista, a escassez é dita periférica. Os desejos humanos na prática não são assumidos como infinitos, mas variáveis e fundamentalmente condicionados.[3] A escassez, ao contrário, é secundária na questão da diferença de distribuição dentro de uma sociedade devido à classe social, principalmente entre a classe produtora (exemplo: escravos, camponeses, proletariado) e a classe que acumula riquezas através da exploração do trabalho dos outros (exemplo: proprietários de escravos, senhores de terra, burguesia).[4]

Meios[editar | editar código-fonte]

Tecnologia especulativa[editar | editar código-fonte]

A maioria das visões de sociedades pós-escassez assumem a existência de novas tecnologias que tornam muito mais fácil para a sociedade produzir quase todos os bens em grande abundância, dado matérias-primas e energia. Formas mais especulativas de nanotecnologia (como montadores moleculares ou nanofábricas) levantam a possibilidade de dispositivos que podem fabricar automaticamente quaisquer bens específicos dadas as instruções corretas, matérias-primas e energia necessárias. [5] Mesmo antes que esse nível de tecnologia possa ser alcançado, Fab Labs e automação industrial avançadas poderiam ser capazes de produzir a maioria dos bens físicos que as pessoas desejam, com uma quantidade mínima de trabalho humano necessário.[5]

Quanto às matérias-primas e a energia necessárias para esses sistemas de produção automatizados, máquinas auto-replicantes de mineração automatizada poderiam andar livremente no cinturão de asteroides ou outras áreas de espaço com enormes quantidades de matérias-primas inexploradas poderiam fazer com que os preços desses materiais despencassem. Novas fontes de energia, tais como a energia de fusão ou satélites de energia solar poderiam fazer o mesmo para a energia, especialmente se as usinas/satélites de energia pudessem ser construídas de uma forma altamente automatizadas, assim, seu número seria limitado apenas por matérias-primas e energia.[5]

Veja Também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Robert Chernomas. (1984). "Keynes on Post-Scarcity Society." In: Journal of Economic Issues, 18(4).
  2. Robbins, Lionel. An Essay on the Nature and Significance of Economic Science. London: Macmillan and Co., Limited, 1945. , p. 16
  3. Marx, Karl, trans. Moore, Samuel e Edward Aveling, ed Engles, Friedrich. "Capital, vol. 1". Progress Publishers, Moscovo: 1887. Disponível em marxists.org: http://www.marxists.org/archive/marx/works/1867-c1/ch01.htm
  4. Engels, Friedrich e Marx, Karl, trans Moore, Samuel. "O Manifesto Comunista". Progress Publishers, Moscou: 1888. Disponível em marxists.org: http://www.marxists.org/archive/marx/works/1848/communist-manifesto/index.htm
  5. a b c Engines of Creation (texto completo, consulte também Motores da Criação) - Drexler, Eric K., Anchor Books, 1986