Epóxi

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Wikitext.svg
Este artigo ou seção precisa ser wikificado (desde fevereiro de 2013).
Por favor ajude a formatar este artigo de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo.
Question book.svg
Esta página ou se(c)ção não cita fontes fiáveis e independentes (desde Novembro de 2011). Por favor, adicione referências e insira-as no texto ou no rodapé, conforme o livro de estilo. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Estrutura química do polímero epóxi

Uma resina epóxi[1] ou poliepóxido é um plástico termofixo que se endurece quando se mistura com um agente catalisador ou "endurecedor". As resinas epóxi mais frequentes são produtos de uma reação entre epicloridrina e bisfenol-a. Existem ainda as resinas a base de bisfenol F e resinas epóxi Novolac.

Existem hoje diversas empresas no mundo[2] que se especializaram em formular produtos com características próprias para cada necessidade do usuário. Os agentes de cura[3] mais comuns são as poliamidas, poliaminoamidas, aminas alifáticas, aminas ciclo-alifáticas, aminas aromáticas, adutos de aminas, anidridos, polimercaptanas e polissulfetos.

História[editar | editar código-fonte]

As primeiras tentativas comerciais de preparo da resina através da epicloridrina aconteceram em 1927 nos Estados Unidos. O mérito da primeira síntese de uma resina baseada no bisfenol-a foi compartilhado entre o Dr. Pierre Castan da Suíça e o norte-americano Dr. S. O. Greenlee em 1936, com a sua exploração comercial em 1938, com o declínio na produção na Segunda Guerra Mundial. Depois desta época, não houve mais problemas relativos a escassez de matéria-prima. [4]

O trabalho do suíço foi licenciado pela empresa química Ciba-Geigy, também Suíça, que se converteu rapidamente, num ano, numa das 3 maiores fabricantes mundiais de resina epóxi, encerrando os negócios nos finais dos anos 90, e transferindo sua marca à Vantico que posteriormente foi adquirida pela Huntsman. O trabalho do Dr. Greenlee foi desenvolvido para uma pequena empresa que, posteriormente, foi comprada pela Shell e então adquirida pela Hexion que hoje faz parte da Momentive

As maiores empresas que atualmente produzem as resinas époxi são: Dow Química, Huntsman, Momentive e Nan-ya. Hoje existem fabricantes mundiais em quase todos os continentes do mundo. No Brasil temos produtos vindos de diversos lugares como China, Korea, Itália, Republica Tcheca, Arábia Saudita, Índia, Tailândia, Estados Unidos e Suíça, entre outros.

Produção[editar | editar código-fonte]

As resinas epóxi tem diversos gêneros,cada um de acordo com a produção de um tipo de substância de epóxi, sendo as classificadas como: a epóxi novolacas, epóxi cíclicas, epóxi acíclicas alifáticas e epóxi fenóxi, sendo abaixo a sua explicação sobre cada um dos processos para a produção:

Epóxi novolacas[editar | editar código-fonte]

A produção da epóxi novolaca é feita pela polimerização de condensação dos grupos de hidroxila de uma resina de fenol-formaldeído com epicloridrina, muito similar as resinas de bisfenol F. Devido ao seu alto índice de cross-linking, possui maior resistência térmica, química e elevada dureza.

Epóxi cíclicas alifáticas[editar | editar código-fonte]

Para a obtenção deste produto é dada pela reação das substâncias: dióxido de vinil-ciclo-hexano e o dióxido de diciclopentadieno e por sua reatividade mais próxima entre as substâncias é possível a produção de ciclos de carbono no epóxi, assim, caracterizando este produto. Sua principal característica é resistência a ação do UV

Epóxi Bromadas

são obtidas através da reação do tetrabromo bisfenol A com epicloridrina. A principal utilização dela, é para sistema onde se necessite de características de retardância a chama, como laminados elétricos.

Epóxi acíclicas alifáticas[editar | editar código-fonte]

Epóxi fenóxi[editar | editar código-fonte]

Aplicação[editar | editar código-fonte]

O epóxi é um material de múltiplas aplicações em diversos setores industriais como domésticos, em especial na indústria da construção civil, aeronáutica e química ,sendo eles:

Aplicações do epóxi por setor consumidor:
Indústria Aplicações
Indústria Química Produção de tintas para revestimentos de tubos, manutenção industrial e de embalagens alimentícias, tintas em pó, produção de artigos esportivos, bijuterias e catalisadores.
Indústria Elétrica e Tecnológica Placas de circuito impresso (como a mainboard do computador), encapsulamentos de componentes eletrônicos, geradores eólicos, transformadores a seco e isoladores.
Indústria Aeronáutica Consumo de adesivos para colagem de metais (pela necessidade de resistência), utilização de laminados a base de epóxi, como material de matriz estrutural com o reforço de fibras de vidro, carbono e aramida (Kevlar).
Indústria da Construção Civil Reformas de parquetes, revestimento de concreto, metais, madeira em geral, de pisos industriais e decorativos, tambores e tanques com produtos químicos, recuperação estrutural, lábios poliméricos, reforço com fibra de carbono, chumbadores químicos, etc.
Dados: [5] [6] [7]

Também na biologia, o epóxi solúvel em água [8] [9] são normalmente utilizados para microscópios eletrônicos para a observação de amostras no plástico para que eles possam ser secionado (fatias finas) com um micrótomo. [10]

Referências

  1. Handbook of Epoxy Resins.
  2. Resinas Epóxi..
  3. Epoxy Resins:Chemistry and Technology.
  4. Vários Autores, Escrito o Capítulo Epoxies (EP) por Calhleen A. Jonhson e Gleen Hilton, Engeeering Plastics, Volume 2,Editora ASM Internacional,1987,Páginas 240-241.
  5. Vários Autores, Escrito o Capítulo Epoxies (EP) por Calhleen A. Jonhson e Gleen Hilton, Engeeering Plastics, Volume 2,Editora ASM Internacional,1987,Páginas 240-241.
  6. D.C. Miles e J.H. Briston,Tradução Caetano Belliboni, Tecnologia dos Polímeros, Editora Polígono, São Paulo, SP, 1° Edição, 1975, Páginas 121-125.
  7. Sikarwar, Rahul S.; Raman Velmurugan, Velmuri Madhu. (December 2012). "Experimental and analytical study of high velocity impact on Kevlar/Epoxy composite plates". Central European Journal of Engineering 2 (4): 638–649. DOI:10.2478/s13531-012-0029-x.
  8. Stäubli, W.. (1963). "A new embedding technique for electron microscopy, combining a water-soluble epoxy resin (Durcupan) with water-insoluble Araldite". The Journal of Cell Biology 16 (1): 197. Rockefeller Univ Press. DOI:10.1083/jcb.16.1.197.
  9. Kushida, H.. (1963). "A Modification of the Water-miscible Epoxy Resin "Durcupan" Embedding Method for Ultrathin Sectioning". Journal of Electron Microscopy 12 (1): 72. Japan Society Microscopy.
  10. Luft, J.H.. (1961). "Improvements in epoxy resin embedding methods". The Journal of biophysical and biochemical cytology 9 (2): 409. Rockefeller Univ Press. DOI:10.1083/jcb.9.2.409.
Ícone de esboço Este artigo sobre Química é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.