Eugen Drewermann

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Eugen Drewermann em 1999

Eugen Drewermann (20 de junho de 1940) é um teólogo alemão, ativista pela paz, crítico da Igreja Católica e ex-sacerdote católico. A sua obra escrita está traduzida em mais de 12 línguas.

Drewermann nasceu em Bergkamen, perto de Dortmund, filho de um luterano e uma católica. Ficou conhecido na Alemanha pelo seu trabalho em favor de uma forma pacifista do Cristianismo, a qual, segundo ele, exigiria uma integração da psicologia do profundo na exegese e teologia. Estudioso de filosofia, teologia, psicanálise e estudos religiosos comparados, criticou as interpretações dos milagres feitas de forma literal pela Igreja Católica Romana, entre as quais o nascimento virginal de Jesus e a Ressurreição de Jesus como supersticiosas e medievais. Deslocou-se a Roma para aprofundar as histórias bíblicas do ponto de vista simbólico, de modo a que entender de que modo estão presentes na atualidade no espírito dos seus leitores. As opiniões polémicas de Drewermann em relação a dogmas da Igreja Católica conduziram a uma carta do então Cardeal Joseph Ratzinger em 1986 [1] ao arcebispo de Drewermann, Johannes Joachim Degenhardt.

A luta trouxe Drewermann à luz do público e culminou em 1991, após a publicação de uma crítica radical do que ele considerou ser o ideal clerical defendido pelo Vaticano, afirmando que era psicologicamente cruel e mentalmente escravizante (Kleriker: Psychogramm eines Ideals [Clero: Psicograma de um ideal]). O arcebispo Degenhardt de Paderborn na Conferência Episcopal Católica da Alemanha entrou num vívido debate com Drewermann, que foi seguido atentamente pelos meios de comunicação e pelo público. Em consequência, em 7 de outubro de 1991, o arcebispo desautorizou-o do ensino no seminário de Paderborn e, no ano seguinte, retirou-lhe a licença de pregação.

Drewermann é emissor de fortes e controversas opiniões em assuntos políticos. Foi contra a Guerra do Golfo, a Guerra do Iraque, a participação alemã na NATO no conflito do Afeganistão, e contra os raids de Israel durante a Guerra do Líbano de 2006. Em nome do movimento pacifista alemão, pediu a abolição do cargo de Walter Mixa como bispo militar da Bundeswehr.[2] Drewermann assina frequentemente pelas posições do partido pós-comunista Linkspartei[3] e discursa em conferências e protestos de cariz político esquerdista.[4]

Drewermann deixou a Igreja Católica no dia dos seus 65 anos, em 20 de junho de 2005, decisão que anunciou na televisão.[5]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Eugen Drewermann
Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Eugen Drewermann

Livros sobre Drewermann[editar | editar código-fonte]

  • Beier, Matthias (2006). A Violent God-Image: An Introduction to the Work of Eugen Drewermann. Continuum International. ISBN 0-8264-1835-X.
  • Beier, Matthias (2010). Gott ohne Angst: Einführung in das Denken Drewermanns. Patmos. ISBN 3-491-72543-7.

Referências

  1. A Violent God-Image: An Introduction to the Work of Eugen Drewermann, p. 17.Beier, M. (2006).
  2. [1] Discurso na marcha pela paz de Bremen em 2008
  3. [2] Chamada à votação no Linkspartei 2005
  4. Linker Protest [3] Spiel mir das Lied vom Sozialismus Die Linke hat in Bad Doberan zur Kapitalismuskritik geladen. Eugen Drewermann predigt, Oskar Lafontaine schaukelt sich auf, und die Menge singt dazu (Play it again, the song of capitalism. The lefts invites to critizie capitalism in Bad Doberan. Drewermann preaches, Lafontaine gets in the mood and the crowd sings along). Em [[Focus (revista alemã)|]] - por Iris Mayer, Focus-online, 04.06.07
  5. Menschen bei Maischberger: 2005 - Schluss mit lustig? ARD-Sendung vom 13. Dezember 2005