Farmacodinâmica

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Este artigo apresenta farmacodinâmica, uma área quantitativa da medicina aplicada, matemática, e farmacologia.

Introdução[editar | editar código-fonte]

A Farmacodinâmica [Obs 1] é o campo da farmacologia, de forma mais especifica farmácia aplicada, medicina, e matemática, que estuda os efeitos fisiológicos dos fármacos nos organismos vivos, seus mecanismos de ação e a relação entre concentração do fármaco e efeito. [1] De forma simplificada, podemos considerar farmacodinâmica como o estudo do efeito da droga nos tecidos. Farmacodinâmica geralmente é estudada em junção com farmacocinética.

Dinâmica de Fármacos (farmacodinâmica) pode ser definido de forma simples como “o que fármacos fazem com o corpo”, ao passo que, Cinemática de Fármacos (farmacocinética) pode ser definido como “o que o corpo faz com fármacos”. Uma forma interessante de notar a diferença sutil, mas importante, é recordar que em física, cinemática está relacionado a movimento, sem preocupação com as forças envolvidas, no entanto, dinâmica necessariamente pode evolver estudo de forças que geram movimentos; dinâmica está relacionada à interação. Modelos que evolvem as duas áreas são chamados de modelos PK/PD, do inglês Pharmacokinetics/Pharmacodynamics. De forma adicional, usar-se as abreviações em inglês para cada área em separado: PD e PK, respectivamente, Pharmacodynamics e Pharmacokinetics. Uma forma de traçar as “fronteiras” entre as áreas é usar a seguinte sequência de estados: dose (D), concentração (C), e efeito (E). Modelos PK tentam entender matematicamente desde o processo de administração de medicamentos (Doses) até o processo de aumento da concentração do fármaco no local almejado, como, por exemplo, cérebro humano. Ao passo que, dado a concentração no local de atuação do fármaco, a função que relaciona concentração contra efeito é do domínio dos modelos PD. O alvo da divisão é sempre a junção, modelos PD/PK, ou seja, dado um regime de dose de um fármaco, qual será o efeito? Apesar de simples e trivial a questão, modelos regressivos geralmente usados em e engenharias não é sempre efetivo. O verdadeiro desafio é gerar modelos que realmente representam o que ocorre desde a administração de um fármaco até efeitos perceptíveis. Modelos PK incluem estudos de absorção, distribuição, metabolismo, eliminação, em geral abreviado como ADME (Absorption, Distributions, Metabolism, Elimination). Modelos PD são mais recentes, uma vez que somente com a tecnologia recente se pode estudar interações entre moléculas. Modelos PD são mais complicados por envolveram interação entre receptores, em geral proteínas na membrana celular [2] .

Esquema da relação sinergética entre farmacocinética e farmacodinâmica.

Farmacocinética procura funções do tipo:

 y= f (D)

Onde: y é a concentração no site de ação, f é uma função com valores reais e positivos, e D é a dose (terapia). A dose é um vetor dado que temos grandezas como freqüência, dose, tempo da terapia, e outras grandezas.

Ao passo que farmacodinâmica:

 E= f (y)

onde: E medi o efeito do medicamento, e y é a concentração no ponto de atuação.

O modelos chamados de farmacodinâmicos/farmacocinéticos, abreviados como PK/PD, juntam as duas etapas:

 E= f (f (D))

Farmacodinâmica de algumas drogas (medicamentos)[editar | editar código-fonte]

Fluoxetina[editar | editar código-fonte]

A fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de um tipo de neurotransmissor, a serotonina. Atua através da inibição da sua recaptação na fenda sináptica e dessa forma aumenta a sua concentração.

IMAO[editar | editar código-fonte]

Os IMAO (inibidores da mono-amino-oxidase) são fármacos que aumentam a concentração de monoaminas (como a dopamina e a serotonina) na fenda sináptica. Sua ação se dá através da inibição da monoaminooxidase, enzima responsável pela biotransformação destes neurotransmissores

Notas

  1. pharmakon do grego, significa "remédio" ou mesmo de forma curiosa veneno, e dinâmica do grego, dýnamis, força

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Lees P, Cunningham FM, Elliott J. (2004). "Principles of pharmacodynamics and their applications in veterinary pharmacology". J. Vet. Pharmacol. Ther. 27 (6): 397–414. DOI:10.1111/j.1365-2885.2004.00620.x. PMID 15601436.
  2. JG Pires, R Maggio, C Manes, P Palumbo, On the importance of pharmacokinetics and pharmacodynamics in engineering sciences as an inter- and multidisciplinary field: an introductory analysis. SIMPEP 2014,

Bibliografias[editar | editar código-fonte]

  • KÄLLÉN, A. Computational pharmacokinetics. Chapman and Hall/CRC Biostatistics Series, 2008.
  • KATZUNG, B. G.; MASTERS, S. B.; TREVOR, A. J. Basic and clinical pharmacology. 12th edition. McGraw Hill. 2012.
  • ROSENBAUM, S. E Basic pharmacokinetics and pharmacodynamics: an integrated textbook and computer simulations, John Wiley & Sons, 2011.
  • SHONKWILER, R. W.; HEROD, J. Mathematical biology: an introduction with Maple and Matlab. Undergraduate texts in mathematics. Second Edition: Spring: 2009.

Ver também[editar | editar código-fonte]