Farol da Ponta da Ribeirinha

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Farol da Ponta da Ribeirinha
Farol da Ribeirinha (1996)
Localização Ribeirinha, Ilha do Faial,  Açores,  Portugal
Coordenadas 38° 35′ N 28° 36′ W
Construção 1919 (torre original)
Inauguração 1999 (farolim actual)[1]
Altura 5 m
Altitude 136[2] m
Ótica original lentes de Fresnel 2ª ordem (700mm)
Ótica Lanterna ML 300 mm
Alcance luminoso 12 milhas náuticas
Lâmpada 12V / 50 W
Luz característica Fl(3) W 20s[2]
№ nacional 854
internacional D-2692
№ da NGA 113-23344[3]
№ da ARLHS AZO-020[4]

O Farol da Ponta da Ribeirinha localiza-se na Ponta da Ribeirinha, Ribeirinha, Ilha do Faial, nos Açores, em Portugal.

A torre original e edifícios anexos encontram-se em ruínas em resultado do Sismo de 9 de Julho de 1998.

Actualmente, nas proximidades da torre original, está activo um farolim, instalado numa coluna metálica, branca, com 5 metros de altura.[2] [3]

História[editar | editar código-fonte]

Farol da Ribeirinha, Ribeirinha, destruído pelo terramoto de 1998.
Farol da Ribeirinha, destruído pelo terramoto de 1998, vistas.

O Farol original consiste numa torre quadrangular de alvenaria forrada de azulejo branco com 14 metros de altura. Tem anexo um edifício de um pavimento, que servia para habitação dos faroleiros.[4] Começou a ser construído em Maio de 1915, tendo sido inaugurado em 1 de Novembro de 1919. Em resultado do sismo de 1998, tanto a torre como os edifícios anexos sofreram graves danos, que levaram à sua desactivação. O sismo teve origem numa falha tectónica submarina, a cerca de 5 km da Ponta da Ribeirinha, tendo o seu epicentro a cerca de 16 Km a NNE da cidade da Horta, com magnitude 5,8 na escala de Richter e com intensidade máxima de VIII (Escala de Mercalli Modificada).[5] [6]

Em sua substituição, foi montada em 1999 uma lanterna ML de 300 mm numa coluna cilíndrica de ferro galvanizado com 25,4 cm de diâmetro e 5 metros de altura. Possui uma lâmpada de 12V / 50W, alimentada a energia solar, que lhe garante um alcance de 12 milhas náuticas, apresentando uma luz com uma caraterística de grupos de três relâmpagos brancos, com um período de 20 segundos.

Previa-se então a demolição da torre original,[1] o que não se veio a concretizar, graças a acção da Liga dos Amigos do Farol que em 2001 apresentou um abaixo-assinado com o objectivo preservar o património e reconstruir o farol, para que se pudesse restituir a dignidade a um marco importante da história da freguesia e da ilha. Pretende-se criar na Ribeirinha um espaço digno para expor a lanterna e a respetiva ótica de cristal.[7] Algumas peças mais antigas deste farol foram confiadas à Casa do Povo da Ribeirinha, onde podem ser visitadas.

Dados cronológicos[editar | editar código-fonte]

  • 1883 - O Plano Geral de Alumiamentos e Balizagem, previa já a instalação de um farol de 4ª ordem
  • 1891 - De novo era defendida a instalação de um farol de 4ª ou 5ª ordem pelo conselheiro Almeida de Ávila
  • 1902 - Uma comissão voltava a defender a construção do farol, desta vez de 6ª ordem
  • 1915 - É encomendada à casa Barnier, Bérnard & Turenne um aparelho ótico de 2ª ordem, (700 mm de distância focal), que viria a equipar o futuro farol
  • 1919 - 1 de Novembro, entrada em funcionamento da torre inicial, com fonte de luz proveniente de um bico de nível constante com um alcance de 28 milhas náuticas
  • 1937 - Passou a usar o sistema de incandescência por vapor de petróleo, atingindo um alcance de 34 milhas náuticas
  • 1958 - Electrificado com grupos de geradores electrogéneos, e lâmpada de 3 000 W
  • 1973 - 23 de Novembro, abalos sísmicos[5] provocaram danos, posteriormente reparados; a lâmpada era então de 1 000 W com um alcance de 28 milhas náuticas
  • 1998 - 9 de Julho, farol muito danificado por abalo sísmico[6] , o que causou a sua inoperabilidade[2]
  • 1999 - Aviso de demolição definitiva do farol e substituição pelo novo farolim[1]
  • 2001 - Abaixo-assinado da Liga dos Amigos do Farol a favor da reconstrução do Farol da Ribeirinha[7]
  • 2007 - Criação da associação Amigos do Farol da Ribeirinha[8]
  • 2009 - Intervenção de remoção de entulhos para garantir melhores condições de segurança[9]

Outras informações[editar | editar código-fonte]

  • Outras designações: Farol da Ribeirinha, Farolim da Ribeirinha

Referências

  1. a b c Aviso aos Navegantes 323/99. Instituto Hidrográfico (1999). Página visitada em 3 de Dezembro de 2009.
  2. a b c d Aviso aos Navegantes 189/05. Instituto Hidrográfico (2005). Página visitada em 3 de Dezembro de 2009.
  3. a b Ponta da Ribeirnha (em inglês). NGA - National Geospatial-Intelligence Agency NGA List of Lights - Pub. 113 - Aid No. 23344 (26 de setembro de 2009). Página visitada em 31 de agosto de 2010.
  4. a b Russ Rowlett (26 de março de 2009). Ribeirinha (em inglês). The Lighthouse Directory. Página visitada em 3 de Dezembro de 2009.
  5. a b Relembrar o terramoto de 9 de Julho de 1998. Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos (9 de Julho de 2008). Página visitada em 3 de Dezembro de 2009.
  6. a b 1998.Julho - Faial, Pico, S. Jorge. Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos (2009). Página visitada em 3 de Dezembro de 2009.
  7. a b Ata de reunião ordinária. Câmara Municipal da Horta (22 de Março de 2001). Página visitada em 3 de Dezembro de 2009.
  8. O Nosso Farol. Junta de Freguesia da Ribeirinha (6 de Novembro de 2007). Página visitada em 3 de Dezembro de 2009.
  9. Acesso ao Farol da Ribeirinha Com Mais Segurança. Faial Digital (9 de Fevereiro de 2009). Página visitada em 3 de Dezembro de 2009.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Aguilar, J. Teixeira de, 1945-; Nascimento, José Carlos Nascimento, fotogr.; Santandreu, Roberto, 1948-, fotogr.. Onde a Terra Acaba: História dos Faróis Portugueses. 2ª ed. Lisboa: Pandora, 2005. 324 p. ISBN 972-8247-03-6
  • Portugal. Ministério da Marinha. Direcção de Faróis. Faróis de Portugal. 2ª ed. Lisboa: Ciência Viva, 2005. 110 p. ISBN 972-97805-9-5
  • FURTADO. Eduardo Carvalho Vieira. Guardiães do Mar dos Açores: uma viagem pelas ilhas do Atlântico. s.l.: s.e., 2005. 298p. mapas, fotos. ISBN 972-9060-47-9
  • Faial, Açores: Guia do Património Cultural. Edição Atlantic View – Actividades Turísticas, Lda., 2003. ISBN 972-96057-1-8 p. 70.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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