Fototropismo

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Phycomyces, fungo

Fototropismo ou fototaxia é a designação dada ao movimento dos seres vivos em reação a estimulos luminosos, especialmente das plantas, com destaque para o girassol; em resposta a estímulos luminosos que poderão ser de frente para a fonte de luz (fototaxia positiva), e em sentido oposto a esta (fototaxia negativa) ou perpendicular à direção desta (fototaxia transversal).

Por exemplo, o fototropismo nas plantas é tal que o caule apresenta reação positiva, isto é alonga-se em direcção à luz, e a raiz reacção negativa, conduzindo a um crescimento desta em afastamento da fonte luminosa.

Tropismo cujo agentes excitante é a luz. Os caules aproximam-se da fonte luminosa e, portanto, têm fototropismo positivo. Já as raízes curvam-se em direção oposta à fonte luminosa, apresentando fototropismo negativo. Quando se ilumina um caule de maneira unilateral, na face iluminada ocorre foto destruição de parte do AIA ali existente, o que inibe o crescimento naquela região. Com isso, o lado que permanece no escuro cresce mais, determinando a curvatura do caule em direção à fonte luminosa. Nas raízes, ao contrário, a inativação de parte do AIA presente na face iluminada favorece seu crescimento: daí a curvatura desses órgãos em direção oposta à fonte de luz.


Papel da auxina[editar | editar código-fonte]

Em resposta a um estímulo direcional de luz, a auxina produzida pela planta é transportada lateralmente para o lado sombreado. Assim, na parte aérea o lado sombreado sofre uma aceleração em seu crescimento, provocado pelo estímulo ao alongamento causado pelas auxinas, enquanto o lado iluminado tem seu crescimento inibido. Este crescimento diferencial faz com que a planta se curve em direção à luz, gerando um fototropismo positivo. Já na raiz, a auxina acaba gerando uma inibição no crescimento da área sombreada, causado por uma concentração supraótima, gerando um fototropismo negativo. [1]

Comportamento fototáxico das bactérias roxas[editar | editar código-fonte]

  • Muitas bactérias fotossintéticas podem responder a um gradiente de intensidade de luz, fenómeno conhecido como fototaxia.
  • Este comportamento pode ser demonstrado facilmente projectando um feixe de luz brilhante sobre uma pequena zona debilmente iluminada de bactérias roxas móveis, onde as células estão dispersas uniformemente e movendo-se à sorte. Ao cabo de 10 a 30 minutos a maior parte da povoação está cumulada na zona fortemente iluminada. As células móveis entram na zona iluminada por movimento ao acaso. Uma vez dentro, as bactérias não podem abandonar esta zona devido a sofreram uma mudança brusca na direção do movimento cada vez que atravessam o intenso gradiente de luz que separa a zona brilhantemente iluminada da área escura que a rodeia. As bactérias roxas e todas as bactérias com flagelos polares diferem das bactérias peritricas na maneira que mudam de direção durante uma resposta de taxismo.
  • Em vez de mudar a sua direcção por viragens, invertem bruscamente o sentido de deslocamento.
  • Se uma preparação húmida de bactérias roxas se ilumina, não com luz branca, mas com um espectro produzido por um prisma, as bactérias acumulam-se rapidamente na zona que correspondem às principais bandas de absorção dos seus pigmentos fotossintéticos.
  • Um estudo quantitativo detalhado da eficácia relativa das diferentes longitudes de onda na intensidade da resposta fototáxica tem mostrado que o espectro de acção da fototaxia nas bactérias roxas é exatamente igual ao correspondente na fotossíntese.

Referências

  1. TAIZ, L, ZEIGER, E. Fisiologia Vegetal. Porto Alegre: Artmed, 4ª Ed., 2009

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]