Gravidez na adolescência

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A Gravidez na adolescência, como o próprio nome define, consiste na gravidez de uma adolescente. Apesar de a Organização Mundial de Saúde considerar a adolescência como o período de dez (período onde a mulher tem a sua primeira menstruação geralmente) a vinte anos na vida de um indivíduo, cada país especifica a idade em que seus cidadãos passam a ser considerados adultos (a chamada maioridade legal) ainda podendo ser influenciados localmente por fatores culturais.

Como fator fundamental para a ocorrencia da gravidez está a ocorrencia da menarca, o primeiro período menstrual, que ocorre próximo aos 12,5 anos, embora este valor varie de acordo com a etnia [1] e peso. A média de idade da ocorrencia da menarca tem e continua diminuido como o passar dos anos. Mesmo a fertilidade levando a gravidez precoce, ainda há uma série de fatores que influenciam, tanto sociais e pessoais. Mundialmente, as taxas de gravidez na adolescência varia entre 143 para 1000 na África sub-saariana, a 2,9 para 1000 na Coréia do Sul.[2] [3]

Grávidas na adolescência enfrentam muitas das mesmas questões obstetrícia que as das mulheres entre os 20 e 30 anos. Com isso, abre-se a problemática da maternidade monoparental que apresenta particular incidência na gravidez adolescente.

É importante que quando diagnosticada a gravidez a adolescente comece o pré-natal, receba apoio da família e do seu contexto social, tenha auxílio e acompanhamento psicológico e obstetra adequados à situação.

A gravidez na adolescência envolve muito mais do que problemas físicos, pois há também problemas emocionais, sociais, entre outros. Uma jovem de 14 anos, por exemplo, não está preparada para cuidar de um bebê, muito menos de uma família. Entretanto, o seu organismo já está preparado para prosseguir com a gestação, já que, a partir do momento da menstruação, a maturidade sexual já está estabelecida.

Outra polêmica, é o de mães solteiras, por serem muito jovens os rapazes e as moças não assumem um compromisso sério e na maioria dos casos quando surge a gravidez um dos dois abandona a relação sem se importar com as consequências. Este é apenas um dos motivos que faz crescer consideravelmente a cada ano o número de pais e mães jovens e solteiros.[4]

Taxa de adolescentes gravidas por cada 1000 mulheres com idade entre 15–19, 2000–2009[5]

Alguns especialistas afirmam que quando a escola promove explicações e ações de formação sobre educação sexual, há uma baixa probabilidade de gravidez precoce e um pequeno índice de doenças sexualmente transmissíveis.

Referências

  1. National Research Center for Women and Families. "Are Bisphenol A (BPA) Plastic Products Safe for Women and Children?". Página visitada em 2009-07-22.
  2. Treffers, P.E. (November 22, 2003). Teenage pregnancy, a worldwide problem. Nederlands tijdschrift voor geneeskunde, 147(47), 2320-5. Retrieved July 7, 2006.
  3. UNICEF. (2001). A League Table of Teenage Births in Rich NationsPDF (888 KiB). Retrieved July 7, 2006.
  4. Brandão, Mônica (02 de dezembro de 2011). A mãe solteira e as questões legais (em português). Abril. Bebe.com. Página visitada em 05 de agosto de 2014.
  5. Live births by age of mother and sex of child, general and age-specific fertility rates: latest available year, 2000–2009 — United Nations Statistics Division – Demographic and Social Statistics

Ligações externas[editar | editar código-fonte]