Heteronímia

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Heteronímia[nota 1] (heteros = diferente; + ónoma = nome) é o estudo dos heterónimos, isto é, estudo de autores fictícios (ou pseudoautores) que possuem personalidade. Ao contrário de pseudónimos, os heterónimos constituem uma personalidade. O criador do heterónimo é chamado de "ortónimo".

Sendo assim, quando o autor assume outras personalidades como se fossem pessoas reais.

O maior e mais famoso exemplo da produção de heterónimos é do poeta português Fernando Pessoa. Ele criou os heterónimos Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro, entre muitos outros. Também criou o semi-heterónimo Bernardo Soares. Antes de Fernando Pessoa, o caso mais célebre de heteronímia foi o do escocês James Macpherson, autor dos Cantos de Ossian.

Outros autores que usaram o recurso da heteronímia: Brian O'Nolan, Kent Johnson, Romain Gary, Soren Kierkegaard e Stephen King, que criou o heterónimo Richard Bachman. Na literatura brasileira contemporânea existem duas referências de uso de heterónimos: Bruno Tolentino - com o seu alter-ego Sóror Katharina[1] - e Raimundo de Moraes, que assina seus poemas através dos personagens Aymmar Rodriguéz e Semíramis.[2]

Gramática (Morfologia)[editar | editar código-fonte]

No estudo das palavras dentro da gramática a heteronímia[3] ocorre quando masculino e o feminino são representados por vocábulos completamente diferentes, por terem radicais diferentes. Ex: homem - mulher; bode - cabra; genro - nora; zangão - abelha; compadre - comadre

Notas

  1. Termo criado por Fernando Pessoa.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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