Insurreição do Queimado

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São José do Queimado é um distrito do município de Serra, Espírito Santo. fica a sudoeste do município. Foi o local onde ocorreu a maior revolta levantada pelos negros escravizados do estado do Espírito Santo. A revolta está registrada em livros como: "A Insurreição de Queimado" do escritor Afonso Cláudio de Freitas Rosa (que viria, mais tarde, se tornar um grande Político e Governador do Estado)[desambiguação necessária] e "História da Serra" do historiador capixaba Clério José Borges.


História[editar | editar código-fonte]

Em março de 1849, São José do Queimado foi palco de uma Inssurreição (as classes dominantes usavam esse nome para se referir à Revolta) que foi uma das maiores rebeliões a favor da libertação, ou seja, da alforria dos negros escravizados na província do Espírito Santo, e uma das maiores na época em que ocorreu, ou seja, no Período Imperial do Brasil.

Por muitos anos a população rica e abastada da cidade de Serra e do Espírito Santo tentaram, de certa forma, diminuir a importância do fato histórico ocorrido no distrito de São josé do Queimado, menosprezando a luta dos escravos pela liberdade. Atualmente pessoas da sociedade capixaba, ricos ou pobres; negros ou brancos, sabem da grande importância histórica e cultural da Revolta orquestrada pelos negros.

Naquela localidade sempre ocorreu fugas de escravos, porém, a Insurreição do Queimado foi uma revolta que durou até Elisiário, um dos líderes do Movimento, ter sido preso cinco dias depois do início da Insurreição, no dia 23 de março. Cerca de trezentos negros participaram do levante; eles iam de fazenda em fazenda clamando a todos os escravos o apoio ao movimento.

O missionário Capuchinho italiano, Frei Gregório José Maria de Bene, não aceitava a escravidão, ele fez ligação com os escravos que contrariavam os grandes fazendeiros da região, que usavam da mão de obra escrava para trabalhar nas lavouras de Café, Milho entre outras culturas.

A ideia do Frei Gregório[editar | editar código-fonte]

Frei Gregório ansiava pela construção de uma grande Igreja na povoação de São José do Queimado. Tendo lançado a pedra fundamental da tal Igreja em 15 de agosto de 1845, havia um número expressivo de pessoas na reunião. Frei Gregório Maria de Bene, conclamou os negros a participarem da construção da obra monumental, falou ele que posteriormente iria junto aos seus donos para que dessem a alforria de cada um dos negros. Na verdade, Frei Gregório não prometeu dar a liberdade, e sim prometeu pedir aos senhores para que fosse dada a alforria. O padre foi um verdadeiro defensor da liberdade dos escravos.

Há quem pense que a expressão Conto do Vigário, teria se originado da atitude do Frei Gregório Maria De Bene. Mas tal ideia é falsa, na verdade a expressão “Conto do Vigário” refere-se a um “falso” padre que começou a pedir dinheiro a várias pessoas, numa cidade do interior do Brasil, e tempo depois fugiu..

Missionário tido como herói[editar | editar código-fonte]

O historiador Wilson Lopes de Resende, em obra de 1949, com o título "A Insurreição de 1849 na Província do Espírito Santo", tece elogios ao Frei Gregório. Diz o historiador que o frade foi um desses heróicos missionários catequistas que sempre foram contra a escravidão. Em razão de sua participação a favor dos escravos, Padre Gregório foi preso pela força policial no dia 20 de março e depois foi expulso do Espírito Santo.

Os 5 Líderes da Revolta[editar | editar código-fonte]

Os 5 líderes da revolta foram:

1- Elisiário(o zumbi); 2- Francisco, o Chico Prego; 3- João; 4- João, o Pequeno; 5- Carlos peitos de homens.

Festejos de São José[editar | editar código-fonte]

Foi nessa data, 19 de Março, data em que a Igreja Católica comemora a Festa de São José, que os escravos iniciaram a revolta. O padre estava rezando a Missa, às 3 horas da tarde, quando os escravos, exaltados, invadiram a Igreja aos gritos de "Liberdade, Liberdade". frei Gregório acabou por abandonar o altar e se trancou na sacristia da Igreja, sem qualquer comunicação com os escravos.

Fuga dos escravos da prisão[editar | editar código-fonte]

No dia 7 de dezembro de 1849, após serem presos pela força policial, cinco presos conseguiram fugir da prisão. Como lá não foi encontrado sinal de arrombamento, a fuga foi atribuída a um milagre de Nossa Senhora da Penha. Os negros fugiram para as mata do Mestre Álvaro e do Mochuara e alguns chegaram a construir um quilombo na região de Cariacica. Numa clara alusão ao herói Zumbi dos Palmares, Elisiário tornou-se uma lenda, sendo cognominado o Zumbi da Serra.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cláudio, Afonso. "A Inssurreição do Queimado", 1884, Vitória- Espírito Santo.
  • Borges, Clério José. "História da Serra", 2009, Editora CTC, Serra- Espírito Santo.
  • Jornal "A Gazeta", 16/07/2009, Vitória- Espírito Santo, Brasil.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]