Invasão britânica do Tibete (1903-1904)

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Expedição britânica do Tibete
Meeting with tibetans.jpg
Britânicos e oficiais tibetanos negociando.
Data Dezembro de 1903 – Setembro de 1904
Local Tibete
Desfecho Vitória britânica, tratado imposto,
retorno ao status quo
Combatentes
Reino Unido Reino Unido

Índia Índia britânica

Flag of Tibet.svg Tibete
Principais líderes
Reino Unido Brigadeiro-General James R. L. Macdonald CB
Reino Unido Major Francis Younghusband
Vítimas
202 KIA
411 outras mortes
Desconhecida, alguns milhares

A campanha britânica do Tibete ou expedição britânica do Tibete ou invasão britânica do Tibete de 1903-1904 foi uma expedição de invasão do Tibete pelas forças armadas da Índia britânica a partir de Novembro de 1903 a setembro de 1904, que teve início após o fracasso das negociações entre a Índia britânica e o governo tibetano, e ocorreu no momento de confronto entre a Rússia e a Grã-Bretanha pela supremacia na Ásia Central (Grande Jogo). O objetivo era evitar que o Império Russo interferisse nos assuntos tibetanos e, portanto, criar um Estado-tampão em torno da Índia britânica, um raciocínio semelhante que levou as forças britânicas invadirem o Afeganistão (Ver: influência européia no Afeganistão) vinte anos antes. Foi contra a influência diplomática do Império Russo dirigida ao Tibete que a Inglaterra se voltou, e aproveitou o fato de a Rússia estar militarmente vinculada a Guerra russo-japonesa.

Enquanto forças britânicas foram muito eficazes em alcançar seus objetivos militares, políticamente a invasão foi muito impopular na Grã-Bretanha, onde ela foi quase negada depois da guerra. Os efeitos sobre o Tibete, apesar dos danos e das consequências económicas, também não foram muito significativos, e as mudanças não foram mantidas a longo prazo.

Após a ocupação de Lhasa, em 3 de Agosto de 1904, foram iniciadas negociações com os britânicos, pelo Amban e pelo Dalai Lama antes de fugir nomeando Regentes. O Tratado de 7 de Setembro, pela primeira vez esclareceu que o Tibete ainda ficava sob a suserania do Império Britânico e que não teria relações independentes com países estrangeiros. Apenas os interesses comerciais britânicos foram levados em conta. Mesmo assim em setembro, houve o recuo dos britânicos. A integração do Tibete para o Império Britânico tinha falhado. Além disso, a viúva, Imperatriz Cixi (Tseu-Hi), instituiu o Amban a não assinar o contrato negociado.

Só em Abril de 1906, o Tratado de Lhasa foi confirmado pelo governo chinês que veio para a compensação da guerra dos tibetanos ao Império Britânico. Ficou documentado que o governo chinês mantêm inalterado sua reivindicação de soberania sobre o Tibete.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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  • Gordon T. Stewart: Journeys to Empire . Enlightenment, Imperialism, and the British Encounter with Tibet 1774 - 1904, Cambridge University Press, Cambridge 2009 ISBN 978-0-521-73568-1