Jardim da Estrela

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Uma das entradas do Jardim da Estrela
De fronte a uma das entrada do jardim, a Basílica da Estrela

O Jardim da Estrela, mais tarde renomeado Jardim Guerra Junqueiro, foi criado em meados do século XIX, em frente à Basílica da Estrela, em Lisboa, nuns terrenos de António José Rodrigues, sendo a iniciativa da sua construção devido a António Bernardo da Costa Cabral, com o apoio de D. Maria II, Manuel José de Oliveira e a um donativo de quatro contos de um português do Brasil, Joaquim Manuel Monteiro. Os trabalhos de construção tiveram início no ano de 1842, sendo interrompidos entre 1844 e 1850, devido à conturbada situação política, e reiniciados neste ano, sob orientação dos jardineiros Jean Bonnard e João Francisco. O jardim foi oficialmente inaugurado a 3 de Abril de 1852. Na segunda metade do século XIX, o Passeio da Estrela esteve na moda e na altura possuía elementos que já não existem, como estufas, quiosques e um pavilhão chinês. Nos anos 70 do século XIX, existia um leão na sua jaula que havia sido doado por Paiva Raposo, vulgarmente conhecido por Leão da Estrela, que estava instalada num pavilhão próximo da entrada da Avenida Pedro Álvares Cabral.

Aos fins-de-semana os patos e carpas do lago deliciam-se com o comer que algumas famílias levam, o jardim dispõe também de um café e de belíssimos canteiros. Um dos pontos centrais do jardim é o coreto verde de ferro forjado, onde os músicos tocam nos meses de Verão. Foi construído em 1884 e encontrava-se originalmente no Passeio Público antes da construção da Avenida da Liberdade. O coreto foi transferido para o jardim no ano de 1936.

O jardim foi construído ao estilo dos jardins ingleses, de inspiração romântica. Possui 4,6 hectares.

O jardim possui vários elementos de estatuária:

Junto a uma das entradas que dão para a Avenida Pedro Álvares Cabral, existe um elemento escultural em madeira, denominado Tronco Esculpido, efectuado precisamente de parte inferior de um tronco de árvore.

O jardim encontra-se aberto ao público todos os dias, das sete horas da manhã até à meia-noite.

Localização e envolvente[editar | editar código-fonte]

O jardim localiza-se na freguesia da Lapa, estando delimitado a norte pela rua José Anastácio Rosa e rua de São Jorge, a oeste pela rua da Estrela, a leste pela rua do São Bernardo e finalmente a sul pela calçada da Estrela e Largo da Estrela.

No Cemitério Inglês, a norte dos jardins, encontra-se o túmulo de Henry Fielding, romancista e dramaturgo inglês que morreu em Lisboa aos 47 anos e cuja última obra, publicada postumamente, conta a sua viagem a Portugal numa tentativa inútil para recuperar a saúde.

Possui seis entradas, destacando-se duas que remetem a um dos extremos da Avenida Pedro Álvares Cabral (Monumento a Pedro Álvares Cabral) e duas que dão para o Largo da Estrela. As entradas são compostas por portões de ferro forjado, sendo o jardim delimitado com gradeamento do mesmo material.

Possui dois parques infantis e um jardim de infância da Santa Casa da Misericórdia. Junto à entrada para o Largo da Estrela, existe um Centro de Dia. No centro do jardim, a Câmara Municipal de Lisboa disponibiliza um quiosque da Biblioteca Municipal. Na zona leste do jardim existe um miradouro.

Fauna e flora[editar | editar código-fonte]

Junto ao vários lagos do jardim podem ser encontrados patos-reais, cisnes e gansos. Outras aves existentes são os pavões, os periquitos -de-colar (Psittacula krameri) e periquitos-da-guiné (Poicephalus senegalus).

Das espécies vegetais encontradas no jardim, destacam-se as seguintes:

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ARAÚJO, Norberto de, 1889-1952 - Peregrinações em Lisboa. Lisboa : Parceria António Maria Pereira, [s.d.], vol. 11, p. 47
  • Guia dos Parques, Jardins e Geomonumentos de Lisboa - Câmara Municipal de Lisboa (2009) - páginas 110-119

Ver também[editar | editar código-fonte]