Kama Sywor Kamanda

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde Fevereiro de 2008).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Kama Sywor Kamanda

Kama Sywor Kamanda é um escritor e poeta africano de reconhecimento internacional, premiado diversas vezes.


Escritor, poeta, romancista[editar | editar código-fonte]

Escritor congolense de origem egípcia, Kama Sywor KAMANDA se distinguiu por seus contos literários ao mesmo tempo inspirados em suas experiências pessoais, seu imaginário e as tradições e realidades do continente negro. Narrações fantásticas trazidas por um espírito visionário, seus contos são impregnados da cultura e da civilização das terras africanas para transcender, finalmente, o espaço e o tempo e atingir o universal. Eles exprimem, além do imaginário, os mitos e os símbolos da sociedade negro-africana em toda a sua riqueza e diversidade.

Como poeta, ele soube dar um novo sopro e grandeza à poesia contemporânea, graças à riqueza de sua linguagem e ao seu domínio da metáfora. Seus versos são viagens entre o real e o irreal, o imaginário e a razão, o exílio e o enraizamento, a dor e a felicidade, o histórico e o eterno. Ao mesmo tempo clássica e inventiva, sua poesia é ornada de um apelo profundo à harmonia, para além das tormentas dos corpos e dos corações.

Como romancista, KAMANDA não se cansa de trazer consigo sua África e seus sonhos. Ele se revela um verdadeiro resistente face aos poderes totalitários, mas também um cúmplice dos homens e mulheres que lutam em silêncio pelo respeito de seus direitos ou sua sobrevivência e a de seus filhos. Escritor engajado, ele sempre se considerou uma “alma perdida entre os sonhos e as ilusões, as alegrias e as aflições do mundo africano”.

Uma nova nota[editar | editar código-fonte]

“Escritor de paixão, de ritmo, Kamanda traz uma nova nota na sinfonia literária de hoje em dia [...] mestre do pensamento de uma filosofia profunda da vida, vivendo um compromisso no qual implica-se, com todo o seu ser, com o sangue das palavras como testemunhos. [...] Em cada página, seus livros guiam nossos passos para um universo misterioso e atendem a necessidade de fantasias que cada um traz em si.” ~ Marie-Claire De Coninck

Biografia[editar | editar código-fonte]

Kama Sywor Kamanda

KAMANDA, Kama Sywor, poeta, escritor, contador de histórias, dramaturgo; nascido em Luebo, no Congo, em 11 de novembro de 1952. Diploma do Estado em literatura, 1968; diploma em jornalismo, Escola de Jornalismo, Kinshasa, Congo, 1969; diploma em ciências políticas, Universidade de Kinshasa, Congo, 1973; licenciatura em filosofia e humanidades (menção), Universidade de Kinshasa, Congo, 1975; estudos de direito, Universidade de Liège, 1981. Conferencista convidado em várias universidades no mundo e autor de críticas culturais e políticas.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • 1967 – Les Contes des veillées africaines (1985)
  • 1986 – Chants de brumes (1997, 2002)
  • 1986 – Les Résignations (1997)
  • 1987 – Éclipse d’étoiles (1997)
  • 1988 – Les Contes du griot, t. I
  • 1989 – La Somme du néant (1999)
  • 1991 – Les Contes du griot, t. II (La Nuit des griots) (1996)
  • 1992 – L’Exil des songes
  • 1992 – Les Myriades des temps vécus (1999)
  • 1993 – Les Vents de l’épreuve (1997)
  • 1994 – Quand dans l’âme les mers s’agitent (1998)
  • 1994 – Lointaines sont les rives du destin (2000, 2007)
  • 1995 – L’Étreinte des mots
  • 1998 – Les Contes du griot, t. III (Les Contes des veillées africaines, éd. augmentée)
  • 1999 – Œuvre poétique
  • 2000 – Les Contes du crépuscule
  • 2002 – Le Sang des solitudes
  • 2003 – Contes (édition illustrée)
  • 2004 – Contes (œuvres complètes)
  • 2006 – La Traversée des mirages
  • 2006 – La Joueuse de Kora
  • 2006 – Contes africains (Grund)
  • 2007 – Au-delà de Dieu, au-delà des chimères
  • 2008 - Oeuvre poétique (édition intégrale)

Obras traduzidas[editar | editar código-fonte]

  • Inglês: Wind Whispering Soul, 2001 ; Tales, 2001 ;
  • Italiano: Le miriadi di tempi vissuti, 2004 ; La stretta delle parole, 2004 ;
  • Japonês: Les Contes du griot, t. I, 2000 ; t. II, 2005 ;
  • Chinês: Les Contes du griot, t. I, 2003 ; t. II, 2004 ;

e severa outras línguas

Reconhecimento internacional[editar | editar código-fonte]

  • Prêmio Paul Verlaine da Academia Francesa
  • Prêmio Théophile Gauthier da Academia Francesa
  • Prêmio Louise Labé
  • Grande Prêmio Literário da África Negra
  • Menção Especial ‘Poésiades’, Instituto Acadêmico de Paris
  • Jasmim de Prata pela originalidade poética, Sociedade Literária Jasmim de Prata
  • Prêmio Théophile Gauthier da Academia Francesa
  • Prêmio Melina Mercouri, Associação dos Poetas e Escritores Gregos
  • Poeta do Milênio 2000, Academia Internacional dos Poetas, Índia
  • Cidadão de Honra Joal-Fadiouth, Senegal
  • Grande Prêmio de Poesia da Sociedade Internacional dos Escritores Gregos
  • Top 100 dos escritores 2005, Centro Biográfico Internacional, Cambridge
  • Profissional do Ano 2005, Centro Biográfico Internacional, Cambridge
  • Homem do Ano 2005, Instituto Biográfico Americano
  • Certificado de Honra pela contribuição excepcional à francofonia, *Certificado Maurice Cagnon, Conselho Internacional de Estudos Francófonos
  • Diploma de Mestrado com Honra Especial em Escrita, Academia Mundial de Letras, USA
  • Prêmio da Paz Internacional 2006, Convenção Cultural Unida, USA
  • Prêmio Heredia da Academia Francesa

Publicações consagradas à obra do autor (em francês)[editar | editar código-fonte]

  • 1993 – Kama Kamanda au pays du conte (Marie-Claire de Coninck
  • 1994 – Kama Kamanda poète de l’exil (Pierrette Sartin)
  • 1997 – Kama Kamanda, Hommage
  • 2003 – Kama Sywor Kamanda, chantre de la mémoire égyptienne (Isabelle Cata et Frank Nyalendo)
  • 2007 – Regards critiques (Marie-Madeleine Van Ruymbeke Stey, dir.)

“Kamanda traz em si suas raízes. Em si, seu sentimento profundo de ser cantor. E, através de um lirismo muito vasto que se estende pelas páginas, este poeta confessa sua liberdade. Sua identidade, a de um homem negro que sente viver em si suas irmãs e irmãos negros. Trata-se então, antes de mais nada, de uma exaltação de seu povo, de suas febres, de seus dramas, de suas alegrias. Canto subterrâneo que salmodia, canto aéreo que perfura o ar e que clama ao ar dos outros continentes.” Jacques Izoard

Ligações externas[editar | editar código-fonte]