Luís de Brito e Almeida

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Luís de Brito e Almeida
Nacionalidade Portugal Português

Luís de Brito e Almeida (Portugal, século XVI — ?) foi governador das capitanias do norte do Brasil (ao norte de Porto Seguro, com sede na Bahia) de 1572 a 1576 e de todo o Brasil em 1577.

Empreendeu diversas bandeiras (desfazendo o mito de que as bandeiras eram exclusividade de São Vicente, tal como certa viciada pseudo-historiografia tenta impor nos livros oficiais do mainstream) pelo interior do Brasil, para descoberta e mineração de pedras preciosas. Fundou a cidade de Santa Luzia na Bahia, dando início à Capitania de Sergipe, se envolvendo em diversas contendas com os nativos da região. Mas a conquista do Sergipe efectiva via fundação de São Cristóvão só se deu na época espanhola, com a hinterlandização do primeiro caminho por terra entre o Nordeste Oriental (principalmente Olinda) e Salvador. Tentou a conquista da grande reentrância fluvio-marítima (a maior de todo o Nordeste Oriental e Setentrional ou Costa Norte Oriental - seguindo o mesmo padrão das duas urbes reais anteriores que tentaram tapar as brechas dos semi-vazios frente aos colonos olindenses e vicentinos, conquistando as formações costeiras mores que eram tidas como estratégicas e cruciais para a penetração do interior pelas bacias e rios principais destas zonas) pouco a norte do extremo leste do mainland, mas acabou derrotado visto que ali o domínio das feitorias da América Francesa era muito mais sólido que no incipiente Rio de Janeiro, que mesmo a uma distância maior de Salvador foi facilmente abordado e conquistado, ao contrário do que ocorreu a norte de Salvador e Olinda. Mas também nesse caso somente a anexação de Portugal por Castela alteraria o curso da história frente aos embates entre América Portuguesa e feitorias da América Francesa, mas com desastrosas perdas no Índico para a Cia neerlandesa das Índias e do Índico posteriormente. No entanto livros da divisa entre os séculos XVI e XVII mostram que os ibéricos investiram mais pesado da conquista e solidificação do seu poderio euro-americano no Atlântico Central por que essa zona já se mostrava mais vantajosa que o leste, visto que os custos para se manter praças no Índico eram mais caros, pois ali a população nativa predominava e tinha alto grau de civilização, exigindo excessivos tributos para manter as alianças em contraste com o Atlântico Central, onde os colonos predominavam sobre os nativos em vastas áreas no sentido militar e portanto as despesas eram muito menores, gerando ágio muito maior nestas praças e menos prejuízos.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • VICENTE, "História do Brasil, 1500-1627" de 1982 com 437 páginas, citado na página 140.
  • "Grande enciclopédia portuguesa e brasileira" de 1936, citado na página 60.