Massacre de Hama

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Vista parcial da cidade depois do ataque do governo

O Massacre de Hama (em árabe: مجزرة حماة) ocorreu em 2 de fevereiro de 1982, quando as Forças Armadas da Síria bombardearam a cidade de Hama, contra uma sublevação comandada pela Irmandade Muçulmana.

O massacre, realizado pelo exército sírio supostamente sob comandante Geral Rifaat al-Assad, irmão mais novo do presidente Assad, efectivamente terminou a campanha iniciada em 1976 por grupos islâmicos sunitas, incluindo a Irmandade Muçulmana, contra o regime de Assad, cujos líderes assim como o presidente Assad eram da seita Alauita.

Segundo a imprensa oficial síria, rebeldes anti-governamentais iniciaram a luta, "lançando-se sobre os nossos companheiros enquanto dormiam nas suas casas e mataram eles, as mulheres e crianças, mutilando os corpos dos mártires nas ruas, como cães raivosos". "As forças de segurança tiveram que enfrentar esses crimes e ensinar os assassinos uma lição"[1]

A Anistia Internacional estima entre 10.000 e 25.000 pessoas mortas em Hama.[2] [3]

A grande maioria dos as vítimas eram civis.[4]

Cerca de 1.000 soldados sírios foram mortos durante a operação terreste e grande parte da cidade antiga foi destruída. Juntamente com o eventos do massacre do Setembro Negro na Jordânia,[5] o ataque tem sido descrito como:

"um dos piores atos individuais por qualquer governo árabe contra seu próprio povo no Oriente Médio moderno".
Robin Wright, Dreams and Shadows: the Future of the Middle East, Penguin Press, 2008, pp. 243-244.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. [New York Times. 24 Feb 1982. Siria explica revolta da Hama]
  2. Hama Rules - The New York Times
  3. The Massacres of Hama: Law Enforcement Requires Accountability Syrian Human Rights Committee, February 1, 2005
  4. Fisk, Robert. 1990. Pity the Nation. London: Touchstone, ISBN 0-671-74770-3.
  5. The Media; Freedom or Responsibility: The War in Lebanon, 1982: A Case Study, Julian J. Landau, (NY 1984), pagina 67