Massacre do Ônibus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

O Massacre do Ônibus (também conhecido como incidente ou massacre de Ayin-el-Remmaneh) é comumente apresentado como a faísca que detonou os conflitos sectários que culminaram na Guerra Civil Libanesa.

História[editar | editar código-fonte]

Em 13 de abril de 1975, no subúrbio cristão de Ayin-el-Remmaneh, no leste de Beirute, pistoleiros não-identificados dentro de um automóvel em alta velocidade abriram fogo contra membros do Partido Kata'ib (mais conhecido como Falanges Libanesas) que deixavam uma cerimônia na igreja maronita. Pierre Gemayel, líder do Kata'ib e patriarca de uma das mais poderosas famílias do Líbano, estava presente e escapou ileso do atentado que deixou quatro mortos e foi imediatamente atribuído a grupos palestinos.

Horas mais tarde, partidários dos Gemayel retaliaram matando 26 militantes da Frente Popular para a Libertação da Palestina-Comando Geral (ou FPLP-CG, uma dissidência radical da Frente) que viajavam em um ônibus em Ayin-el-Remmaneh, após assistirem a uma conferência da FPLP-CG, e estavam a caminho do campo de refugiados palestino de Tel al-Zaatar. Conforme a notícia do assassinato se espalhava, eclodiam confrontos armados entre milícias palestinas e as falanges por toda Beirute. Logo, milícias que integravam o Movimento Nacional Libanês entraram na batalha ao lado dos palestinos.

Numerosas tentativas de cessa-fogo e conversações políticas fracassaram. Episódios esporádicos de violência cresceram até culminarem em uma guerra civil que matou 80 mil pessoas nos dois anos seguintes.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Laffin, John, The War of Desperation: Lebanon 1982-85

Ver também[editar | editar código-fonte]