Movimento dos Atingidos por Barragens

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Manifestação organizada pelo MAB em frente à sede da Eletronorte, em Brasília, no dia 13 de março de 2012. Foto:Elza Fiúza/Agência Brasil

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) é um movimento popular brasileiro, surgido a partir do fim da década de 1970 com o objetivo de organizar os atingidos pela construção de barragens para a defesa de seus direitos[1] [2] [3] .

Origens[editar | editar código-fonte]

O movimento surgiu a partir das mobilizações de agricultores contra a construção de usinas hidroelétricas na região do Alto Uruguai, nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em 1979, quando foram publicados os primeiros estudos de aproveitamento do potencial hidroelétrico da região, uma reunião promovida pela Comissão Pastoral da Terra levou à criação de uma Comissão de Barragens, mais tarde Comissão Regional de Atingidos por Barragens (CRAB).

A luta contra as desapropriações se expandiu nos anos seguintes, com a constituição de comissões regionais. Em 1985, as comissões passaram a atuar sob o nome de Movimento dos Atingidos por Barragens, realizando a sua primeira assembleia em 1986[4] .

Entre os dias 19 e 21 de abril de 1989, foi realizado o I Encontro Nacional de Trabalhadores Atingidos por Barragens, em Goiânia. Em março de 1991, o I Congresso Nacional de Atingidos por Barragens aprovou a fundação formal do MAB[5] .

Atuação[editar | editar código-fonte]

As reivindicações do MAB incluem a criação de uma política nacional de direitos dos atingidos. O movimento defende a formação de um fundo de auxílio, para reparar os prejuízos das pessoas afetadas pela construção de barragens.

A organização é contrária à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e outras barragens na Amazônia[6] .

Em 15 de março de 2012, integrantes do MAB assinaram com o governo federal um acordo de 15 itens, prevendo a criação conjunta de um cronograma de ações para o reassentamento de famílias cadastradas[7] .

Todos os anos os militantes promovem o Dia internacional de luta contra as barragens, celebrado em 14 de março[8] .

Referências

  1. FOSCHIERA, Atamis Antonio. A luta dos atingidos por barragens no Brasil: o caso dos atingidos pela usina hidrelétrica de Barra Grande. Anais do IV Simpósio Lutas Sociais na América Latina ISSN: 2177-9503
  2. Governo se compromete a promover política de direitos dos atingidos por barragens. Agêncvia Brasil, 15 de março de 2012
  3. No Recife, Movimento dos Atingidos por Barragens ocupa sede da Chesf. G1, 13 de março de 2012
  4. REIS, Maria José. O Movimento dos Atingidos por Barragens: atores, estratégias de luta e conquistas. Anais do II Seminário Nacional Movimentos Sociais, Participação e Democracia. UFSC, 2007
  5. VAINER, Carlos B. Águas para a vida, não para a morte. Notas para uma história do Movimento de Atingidos por Barragens no Brasil
  6. Movimento dos Atingidos por Barragens ocupa a tribuna. Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina, 14 de março de 2012
  7. Secretaria-Geral estabelece acordo com Movimento dos Atingidos por Barragens. Portal Brasil, 16 de março de 2012
  8. Integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens acampam na Chesf. Jornal do Coomercio, 13 de março de 2012

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Página oficial
  • Acordo assinado com a secretaria-geral da Presidência da República em 15 de março de 2012