Museu (poeta)

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Na mitologia grega, Museu (em grego antigo Μυσαῖος / Musaĩos) é um personagem lendário associado a Orfeu. Poeta e músico, era filho de Eumolpo e da Lua,[carece de fontes?] ou filho de Antiophemus,[1] [2] e discípulo [carece de fontes?] (ou imitador)[2] de Orfeu, segundo algumas versões, e filho do próprio Orfeu, segundo outras. A mitologia narra que foi criado pelas ninfas.

Não se sabe ao certo onde nasceu, se em Atenas, na Trácia ou em Elêusis. Seu nome é associado a esta última cidade por alguns autores por ter presidido aos mistérios de Elêusis.

É considerado um dos fundadores da escola órfica. A tradição atribui a Museu oráculos,[3] [4] hinos, uma Titanomaquia e um Hino a Deméter,[5] [6] além de outras composições. Dessas obras só foram conservados alguns fragmentos poéticos de conteúdo teogônico e mitológico.

Seus cantos sagrados eram tidos como contendo as verdades fundamentais da moral e da sociedade. Atribuíam-lhe, como a Orfeu, um grande papel no desenvolvimento da poesia e da civilização.

Na Eneida de Virgílio é visto na região dos bem-aventurados pelo troiano Eneias, que desceu à morada dos mortos para encontrar seu pai Anquises. A Sibilia, que acompanha o herói troiano, pergunta a Museu onde Anquises pode ser encontrado, e o poeta dá alguns detalhes sobre a vida nesses lugares e lhes indica o caminho a seguir (Eneida, VI, 666-678).

Museu morreu de velhice, e foi enterrado em Atenas, no local chamado de Museu, um morro oposto à Acrópole, dentro da cidade, onde hoje se encontra um monumento para um homem da Síria.[7] [Nota 1]

Notas e referências

Notas

  1. O monumento, que existia à época de Pausânias e sobreviveu até os dias atuais, é o túmulo de Gaius Julius Antiochus Epiphanes Philopappos, príncipe do Reino de Comagena

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Giorgio Colli, La sapienza greca, Milão, Adelphi, 1977, vol. I, pp. 43–45, 292-319, 425-430.