Nau dos insensatos
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A nau dos insensatos é uma antiga alegoria muito usada na cultura ocidental em literatura e pinturas. Imbuída de um senso de autocrítica, ela descreve o mundo e seus habitantes humanos como uma nau cujos passageiros perturbados nem sabem nem se importam para onde estão indo. Em composições literárias e artísticas dos séculos XV e XVI, o motivo cultural da nau dos insensatos era uma paródia da arca de salvação (como a Igreja Católica era classificada).
Michel Foucault, que escreveu Folie et Déraison. Histoire de la Folie à l'Âge Classique, via na nau dos insensatos um símbolo da consciência viva do pecado e do mal na mentalidade medieval e nas paisagens imaginativas da Renascença (no sentido esboçado acima e compendiado pelo Elogio da Loucura de Erasmo e Narrenschiff de Sebastian Brandt).
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Na cultura popular [editar]
Nau dos Insensatos também pode se referir a:
Na arte [editar]
- A Nau dos Insensatos, uma pintura de Hieronymus Bosch
- Narrenschiff ("Nau dos Insensatos"), sátira escrita em 1494 por Sebastian Brant (ou Brandt)
- Ship of Fools, romance de 1962 escrito por Katherine Anne Porter
- Ship of Fools, filme de 1965 baseado no romance.
Na música [editar]
O tema da "nau dos insensatos" é usado com freqüência na música popular. Em língua inglesa, vários grupos e intérpretes gravaram composições com o título "Ship of Fools", incluindo:
- Alphaville
- John Cale
- The Doors
- Dr. Strangely Strange
- The Grateful Dead
- Erasure
- Yngwie Malmsteen
- Robert Plant
- Scorpions
- Secret Chiefs 3
- Bob Seger
- Brand New
- Ron Sexsmith
- Soul Asylum
- Tuxedomoon
- Van der Graaf Generator
- World Party
- Sarah Brightman
- Yuki Kajiura
Em língua portuguesa, há pelo menos uma música com o título "Nau dos Insensatos", gravada por Lulu Santos.
Ligações externas [editar]
- BRANT, Sebastian The Ship of Fools. Introdução de Edwin Hermann Zeydel.
- Saúde Mental: Produção e Assistência por Julio Cesar Silveira Gomes Pinto. Visitado em 31 de janeiro de 2008.
- Reflexões sobre A História da Loucura de Michel Foucault por Priscila Piazentini Vieira. Visitado em 31 de janeiro de 2008.