Nau dos insensatos

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A Nau dos Insensatos, retratada numa xilogravura alemã de 1549.

A nau dos insensatos é uma antiga alegoria muito usada na cultura ocidental em literatura e pinturas. Imbuída de um senso de autocrítica, ela descreve o mundo e seus habitantes humanos como uma nau cujos passageiros perturbados nem sabem nem se importam para onde estão indo. Em composições literárias e artísticas dos séculos XV e XVI, o motivo cultural da nau dos insensatos era uma paródia da arca de salvação (como a Igreja Católica era classificada).

Michel Foucault, que escreveu Folie et Déraison. Histoire de la Folie à l'Âge Classique, via na nau dos insensatos um símbolo da consciência viva do pecado e do mal na mentalidade medieval e nas paisagens imaginativas da Renascença (no sentido esboçado acima e compendiado pelo Elogio da Loucura de Erasmo e Narrenschiff de Sebastian Brandt).

Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Nau dos Insensatos também pode se referir a:

Na arte[editar | editar código-fonte]

Na música[editar | editar código-fonte]

O tema da "nau dos insensatos" é usado com freqüência na música popular. Em língua inglesa, vários grupos e intérpretes gravaram composições com o título "Ship of Fools", incluindo:

Em língua portuguesa, há pelo menos uma música com o título "Nau dos Insensatos", gravada por Lulu Santos.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]