Nelson Rufino

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Nelson Rufino, (Salvador, 12 de setembro de 1942) é um compositor brasileiro de sambas. Dentre os principais intérpretes dos seus sambas, pode-se citar Roberto Ribeiro e Zeca Pagodinho.

Biografia:

Nascido há 12 de setembro do ano de 1942, na Curva Grande, Bairro do Garcia, em Salvador, Bahia, virginiano tímido e introspectivo, sonhava em ser jogador de futebol. Mas a vida me reservava outro caminho. Filho de S. Genésio e D. Chiquinha, (“a mulher que me pariu”, “Minha mãe me deu a cantoria do Recôncavo Baiano e meu pai a postura de um rei”), compus minha primeira música inspirado pela saudade de minha mãe, já que nesta época morava no Rio de Janeiro, após receber uma carta da minha irmã mais velha que ao finalizar a correspondência frisava: “Nelson, ou você volta ou mamãe morre de tédio”, pois que era o filho caçula, xodó e dengo de D. Chiquinha. E assim nasceu “Bahia, meu 1º travesseiro”, e meu irmão Porrotó, junto com a vizinha Mariinha, dos tempos de infância do bairro onde nasceu, ao tomarem conhecimento, trataram de anunciar que ‘agora Nelsinho é compositor’.

A minha trajetória iniciou-se nas Quadras das Escolas de Samba de Salvador, mais precisamente, “Filhos do Tororó”. Com apenas 22 anos, trouxe o 1º Campeonato a esta agremiação carnavalesca com o samba enredo “Postais da Bahia”, quando o movimento do samba era muito forte neste Estado. Em 1966 desfilei mais um samba enredo: “Fatos da Independência da Bahia” e em 69, “Jorge Amado em 4 Tempos”, composto em parceria com Walmir Lima. Ainda na década de 60, passei a namorar Blocos de Carnaval: o “Apaches do Tororó”, fundado em 1969, foi a agremiação para qual compus o meu 1º Samba de Bloco, “Blusão do Ano Passado”, conquistando o 1º Festival de Samba do Bloco, em 1971.

Nesta época era muito comum chamar ‘samba de meio de ano’, as composições que não pertenciam a Blocos ou Escolas de Samba. Comecei assim a ter a ansiedade de fixar-me no Rio de Janeiro, a Grande Vitrine da Música Popular Brasileira, onde pudesse compor sambas não só para o Carnaval, mas para serem ouvidos o ano inteiro, o que pouco tempo depois eu conseguiria conquistar.

Já morando no Rio de Janeiro, em 1970 tive minha primeira música gravada, “Alerta Mocidade”, na voz de Eliana Pitmann. Cinco anos depois já estaria circulando no celeiro dos grandes compositores brasileiros. Ao lado de Edil Pacheco e Alcione, gravava “Aruandê”. Precisamente um ano depois, em 1971, começaria o início do que gosto de intitular, a consagração. Em 1976, Roberto Ribeiro gravou “Tempo Eh”, com Zé Luís gravou “Rose” e com Ederaldo Gentil e o conjunto ‘Nosso Samba’, “Jandirá” e “A Verdade dos Seus Olhos”. Determinantemente, aí começava, de verdade, a minha carreira de compositor.

Contei com muitos parceiros de nomes consagrados do samba brasileiro em minhas composições, e a quem tenho que agradecer sempre: Jorge Aragão, Almir Guineto, Adauto Magalho, Délcio Luiz, Sereno (do Grupo ‘Fundo de Quintal’), bem como Martinho da Vila, Roberto Ribeiro e Zeca Pagodinho, que foram também intérpretes, dentre outros.

Além de Roberto Ribeiro, que eternizou algumas de minhas composições, como “Tempo Eh” (1976), “Todo Menino é Um Rei” (1978) e “Vazio” (1979) e foi para mim o ponto de partida da minha carreira nacional, tive músicas gravadas por grandes nomes da MPB, como: Martinho da Vila, Beth Carvalho, Emílio Santiago e até internacionais como Paul Murriat, que regravou “Vazio” num de seus discos. A partir do ano de 2000, veio o tempo de Zeca Pagodinho descobrir minhas composições, passando a gravá-las e tornando-as sucessos imortais, como: “Verdade” e “Dono da Dor”, e mais recentemente, “Pago pra Ver”, “Cadê Meu Amor”, “Uma Prova de Amor”, entre outras menos conhecidas, o que trouxe de volta a valorização do trabalho por um público maior e mais diversificado.

Na década de 90, aqui na Bahia, criei um movimento de samba chamado “Alerta Geral”, que saía às quintas-feiras de Carnaval. Desde então, este é o dia dedicado aos Blocos de Samba de Salvador (‘Quinta do Samba’), que depois daí multiplicaram-se nesta Capital. No momento da criação deste movimento, eu tinha a certeza de estar resgatando toda a força e tradição deste ritmo entre meus conterrâneos. Nos dias de hoje, ainda envolvido com o Carnaval, tenho a alegria de ter fundado o Bloco ‘Amor e Paixão’ e tanto este como as outras agremiações, têm trazido grandes nomes do samba nacional para se apresentarem em seus desfiles, ando valor aos grupos da terra, principalmente, e arrastando multidões pelas ruas de Salvador.

DISCOGRAFIA:

1975 – “Bahia de Todos os Sambas” (LP) – disco inteiramente baiano, gravado no Rio de Janeiro;

1992 – “Viva Meu Povo” (LP);

1996 – participação no disco “Casa de Samba nº 1” – (projeto da Universal Music que reunia diversos sambistas);

2000 – “A Verdade de Nelson Rufino” (coletânea de grandes sucessos gravadas com a participação de grandes nomes da MPB como Emílio Santiago, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Reinaldo, Will Carvalho e outros, lançado pelo Selo Som Livre);

2003 – “Cadê Meu Amor”

2010 – “Minha Vida”

“Obrigado Senhor pela Vida. Obrigado Senhor pelos meus Versos. Obrigado PAI.”Texto em itálico

Fonte: http://www.facebook.com/pages/Nelson-Rufino/176193425770792?id=176193425770792&sk=info

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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