Pé torto

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Pé torto
Pé torto eqüinovaro
Classificação e recursos externos
CID-10 M21.5, Q66.8
CID-9 736.71, 754.5-754.7
OMIM 119800
DiseasesDB 29395
eMedicine radio/177 orthoped/598
MeSH D003025
Star of life caution.svg Aviso médico

Pé torto é uma malformação congénita em que o se encontra torcido. Há muitas variedades de pé torto, consoante os graus relativos dos seus três componentes, equino, inversão e cavus. As causas não se encontram perfeitamente esclarecidas, mas há sem dúvida um factor genético. Outros casos de pé boto pensa-se serem devidos a pressão exercida pelo útero da mãe nos pés do bebé durante a gravidez.

A forma mais freqüente e mais grave de pé boto é o desvio em equinovarus, em que o calcanhar está virado para cima e para dentro, enquanto o resto do pé se torce para baixo e para dentro. A arcada do pé está mais escavada do que o normal e pode haver um atraso do desenvolvimento da musculatura da perna do mesmo lado. O pé boto equinovarus afecta duas vezes mais crianças do sexo masculino do que do sexo feminino e em 50% dos casos ocorre nos dois pés.

Causas[editar | editar código-fonte]

Existem diferentes causas para o pé torto:

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Pied bot, varus équin (bilateral).jpg

O tratamento do pé torto equinovarus, que deve iniciar-se imediatamente após o parto, consiste em repetidas manipulações do pé e do tornozelo durante várias semanas. No intervalo entre as manipulações, o pé deverá ser mantido na posição correcta por meio de uma imobilização por aparelho de gesso, tala metálica o ligadura adesiva. Se este processo não resultar, está indicada a operação cirurgica para seccionar ligamentos e tendões que estejam encurtados, imobilizando-se depois em aparelho de gesso durante pelo menos três meses. O tratamento iniciado depois dos dois anos já não consegue devolver ao pé a sua posição normal, mas a função pode ser melhorada por meio de uma osteotomia cuneiforme do tarso, uma transplantação de tendão de um osso para outro ou alongamento de tendão.

Outros tipos de pé boto podem ser normalmente corrigidos por meio de repetidas manobras de estiramento do pé, forçando-o até à posição normal. Por vezes, é necessária a imobilização em aparelhos de gesso sucessivos, que vão fixando os ganhos obtidos pela manipulação.