Paratexto

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Paratexto (do grego para: ao lado de, perto de) é um texto que acompanha o texto principal.[1] Pode ser uma estrutura, dispositivo ou convenção que se encontra no limite do texto principal de uma obra. Estes servem como elementos de mediação entre o leitor e o livro. Esta complexa mediação é feita através de: títulos, prólogos, prefácios, epígrafes, notas ou comentários, capas, frontispícios, índices, bibliografias, entre outros.

De acordo com a nossa contemporaneidade e exigências de uma era de informação, "agora o paratexto não se encontra no interior ou exterior: encontra-se em ambos; encontra-se no seu limite".[2]

Gérard Genette (que cunhou o termo) define o paratexto nos seus limites em que este é se pode considerar como uma fronteira entre o texto impresso e a leitura e interpretação, desse mesmo texto.[3]

Tipologias[editar | editar código-fonte]

Capa[editar | editar código-fonte]

A capa impressa (de papel, cartão ou outro material) é algo bastante recente, esta é datada do início do século XIX. A capa nos dias correntes são compostas pelos mais diversos elementos e referências, mas obrigatoriamente terão que constar o nome do autor, o título da obra e o logótipo do editor.

Alguns dos elementos que podem constar na capa são os seguintes: nome ou pseudónimo do autor; título; género; dedicatória; um pequeno resumo biográfico do autor; a assinatura do autor; uma ilustração, número da edição, data, preço, ISBN, etc.

A capa, para além do seu propósito mais basilar que é compilar o conteúdo e referenciar a obra, hoje converte-se em mais um veículo publicitário. Em que os seus elementos, estruturação e imagem são concebidos pelo propósito de uma estratégia de marketing de forma a aumentar as vendas.

Please-insert[editar | editar código-fonte]

O please-insert (le prière d'insérer), pelo menos em França é referenciado com uma tipologia mais moderna. Este de uma forma simples é um encarte que contem informações sobre o trabalho (obra/livro) e que é particularmente direcionado aos críticos.

Título[editar | editar código-fonte]

O título é o nome do livro. É o nome "dado" por um autor a uma determinada obra. O sem-título é a possibilidade de podermos não intitular uma obra.

Frontispício[editar | editar código-fonte]

Página de rosto de Plinius maior's Naturalis Historia

O frontispício é o anglicismo para home page. Este na sua forma mais clássica incorpora os mais relevantes conteúdos. Mas o principal, é que este é a "cara" da obra/livro. Pode, também, ser designado por: página de rosto, folha de rosto, portada ou só rosto.

É estruturado de uma forma especifica que enumera a essência da obra e por vezes do seu autor ou mesmo editor. Pode conter os seguintes elementos: título, autor, editor, ilustração, tipo, volume, edição, localização e ano.

Índice[editar | editar código-fonte]

O índice representa a possibilidade de síntese. Este é o indexador de conteúdos, já que este nos indica o caminho para diversas interpretações da obra.

Notas Comentários[editar | editar código-fonte]

A designação de Genette para este paratexto assume a noção de hipertexto ou de fronteiras que revela o sistema de ideias e organização da leitura e perceção do conteúdo.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

A bibliografia é a descrição material, sistemática e histórica de livros e outros materiais gráficos enquanto objetos físicos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa: paratexto priberam.pt (2011). Visitado em 3 de julho de 2011.
  2. Genette (1987), "Paratexts: thresholds of interpretation", 1997, Cambridge University Press.
  3. Genette, Gérard [1989]: Paratexte. Das Buch vom Beiwerk des Buches. Frankfurt/M.; Nova Iorque: editora Campus 1992. ISBN 978-3-59334617-5.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]