Perdigão (Minas Gerais)

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Município de Perdigão
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 12 de dezembro
Fundação 12 de dezembro de 1953
Gentílico perdigonense
Prefeito(a) Constantinos Dimitrios Bilalis Neto (PTC)
(2013–2016)
Localização
Localização de Perdigão
Localização de Perdigão em Minas Gerais
Perdigão está localizado em: Brasil
Perdigão
Localização de Perdigão no Brasil
19° 57' 10" S 45° 05' 02" O19° 57' 10" S 45° 05' 02" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Oeste de Minas IBGE/2008 [1]
Microrregião Divinópolis IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Araújos, Divinópolis, Nova Serrana e Santo Antônio do Monte
Distância até a capital 150 km km
Características geográficas
Área 249,845 km² [2]
População 8 912 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 35,67 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,794 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 58 333,398 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 7 520,10 IBGE/2008[5]
Página oficial

Perdigão é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 6.303 habitantes. A cidade de Perdigão localiza-se no Alto São Fancisco, a 150 km da capital Belo Horizonte.

História[editar | editar código-fonte]

Onde fica a gruta havia um cruzeiro que foi o marco do início da religiosidade da cidade. Perdigão, antiga Vila Saúde e demais cidades vizinhas teve seu início com a povoação dos índios Cataguases . Com a divisão das Capitanias Hereditárias, a Capitania de Minas, do Ouro e São Paulo foi uma das mais ricas, até ser desmembrada uma da outra no ano de 1720.

As Capitanias eram dividas em comarcas que por sua vez eram dividas em termos com uma sede instalada em uma vila. A Vila Saúde, incluído o distrito de “Cercado” era da aplicação de Nossa Senhora da Piedade do Pitangui.

Para facilitar a povoação e a colonização o governo aplicou a concessão de Sesmarias terreno inculto ou abandonado, concedido aos sesmeiros para serem cultivados. Com a desbravarão das terras, os bandeirantes iam abrindo “picadas” ligando grandes vilas e nos locais onde havia maior aceitação, perto de água e terras férteis era concedida a posse a um sesmeiro.

A Vila Saúde era uma encruzilhada natural de várias picadas que se tornaram estradas, perto de águas consideradas curativas. Nessas encruzilhadas naturais era fincado um cruzeiro num local bem visível, onde um padre benzia, celebrava uma missa e onde automaticamente já surgia uma casa, uma venda, e uma pequena estalagem que servia de pouso para os viajantes cansados, os tropeiros e cometas, que transportavam suprimentos de um local à outro; comprando de um lugar, vendendo em outro e vice e versa. A estalagem, primeiras casas da Vila Saúde foram construídas na descida no “Morro do Buraco”, no atual “pasto” nos descendentes de Luís Ferreira da Cruz, perto de uma mina de águas cristalinas que ali nascia.

A cruz foi fincada com os braços abertos para essas casas bem no alto do morro, no local onde hoje se encontra a “Gruta Nossa Senhora da Saúde” e lá permaneceu até o ano de 1949, por ordem do padre da época, Monsenhor Alfredo Dorh, foi arrancado e doado a dona “Inhazé” que o fincou no alto de um morro em seu terreno. Por causa das afamadas águas curativas, a vila ganhou nome de “Saúde” e como padroeira Nossa Senhora da Saúde.

Com o aumento da população a igreja foi construída por volta de 1710 no mesmo local da matriz atual. Uma santa, a primeira imagem de Nossa Senhora da Saúde veio de Portugal e foi instalada na igreja matriz que foi demolida nos primeiros anos da década de 1950, por ordem do bispo Dom Manuel Nunes Coelho. O cemitério era afixado no adro da matriz, ou seja, ao seu lado. A igreja do Rosário, toda feita de madeira, imperava na segunda praça, sendo demolida nos anos 60 para a construção do atual Centro Social.

Economia[editar | editar código-fonte]

Sua economia ganhou destaque na produção de calçados; tendo hoje devidamente registradas 102 fábricas.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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