Pinedjem I

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Pinedjem I foi Sumo Sacerdote de Amon, em Tebas no Egito Antigo de 1070 a.C. a 1032 a.C. e o governante de facto do sul do Egito, a partir de 1054 a.C. Ele era filho do Sumo Sacerdote Piankh. Contudo, muitos Egiptologistas acreditam hoje que a sucessão do Sacerdócio de Amon tenha, na verdade, sido transmitida de Piankh para Herihor, e deste para Pinedjem I.[1] [2] De acordo com a nova hipótese, Pinedjem I era jovem demais para suceder no Sumo Sacerdócio de Amon quando Piankh morreu. Em vez disso, Herihor interveio para assumir a função. Depois da morte de Herihor, Pinedjem I finalmente assumiu o posto que um dia fora de seu pai Piankh. Essa interpretação é apoiada pelas decorações do Templo de Khonsu em Karnak, onde as representações que retratam Herihor na parede são imediatamente seguidas pelas de Pinedjem I sem que Piankh estivesse entre eles, e também pela longa carreira de Pinedjem I que serviu como Sumo Sacerdote de Amon em Tebas e, mais tarde, como Rei de Tebas.

Ele herdou uma base de poder político e religioso em Tebas. Pinedjem reforçou seu controle sobre o Médio e Alto Egito e confirmou a virtual independência de seu reino em relação à 21ª Dinastia baseada em Tanis. Ele se casou com Henuttawy, princesa filha de Ramsés XI, para cimentar suas relações com outras famílias poderosas da época. O filho deles, Psusennes I, tornou-se Faraó em Tanis, acabando com um só golpe com as diferenças entre as duas famílias. Na prática, contudo, os monarcas da 21ª Dinastia e os Sacerdotes de Tebas nunca foram mesmo muito diferentes em termos de poder político, já que respeitavam a autonomia política uns dos outros.

Por volta do aniversário de 15 ou 16 anos de Smendes, Pinedjem I proclamou-se Faraó do Alto Egito [3] e seu papel sacerdotal foi herdado por seus dois filhos, Masaharta and Menkheperre. A filha dele, Maatkare, assumiu a posição de Divina Adoradora de Amon.

A múmia de Pinedjem foi encontrada em cache em Deir el-Bahri.

Referências

  1. John H. Taylor, "Nodjmet, Payankh and Herihor: The Early Twenty-First Dynasty Reconsidered," in Proceeding of the Seventh International Congress of Egyptologists, 3-9 September 1995, ed. C.J. Eyre, Leuven 1998. pp.1143-1155
  2. Arno Egberts, "Hard Times: The Chronology of 'The Report of Wenamun' Revised", Zeitschrift fur Ägyptischen Sprache 125 (1998), pp.93-108
  3. Taylor, op. cit., p.1148