Pneumoperitônio

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Pneumoperitônio
Raio X de tórax frontal. A bolha de ar abaixo do hemidiafragma direito (no lado esquerdo da imagem) é um pneumoperitônio
Classificação e recursos externos
CID-10 K66.8
CID-9 568.89, 770.2
DiseasesDB 31511
eMedicine radio/562
MeSH D011027
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Pneumoperitônio é a presença de ar na cavidade abdominal. Pode ser uma condição patológica, devida à perfuração de vísceras ocas, mas pode também ser uma técnica cirúrgica.

Pneumoperitonio natural[editar | editar código-fonte]

Muitas vezes, a pefuração de seções do trato gastrintestinal dá origem a pneumoperitonio, no entanto, outras causas de pneumoperitônio têm sido descritas, destacando-se a peritonite espontânea por bactérias produtoras de gás, o pós-operatório de cirurgias abdominais e doenças diversas (pneumomediastino, pneumatose intestinal, esclerodermia.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

  • Dor abdominal
  • Distensão abdominal

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico é habitualmente realizado pela radiografia (tórax e abdome), sendo o achado mais freqüente a presença de ar intraperitoneal no quadrante superior direito do abdome. O pneumoperitônio torna-se radiologicamente evidente quando a quantidade de ar no abdome oscila entre 30–90 cm.

Pode-se observar na radiografia o sinal de Rigler, que é a visualização das paredes dos intestinos. No exame físico pode-se observar o sinal de Jobert, que é o aparecimento de hipertimpanismo na região hepática.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento pode ser realizado a base de antibioticoterapia, laparoscopia.

O pneumoperitonio como técnica cirúrgica[editar | editar código-fonte]

Para a realização da videolaparoscopia é criado um espaço na cavidade abdominal e pélvica,para que permita a inserção, dos instrumentos e a manipulação sobre os órgãos internos abdominais e pélvicos.

O pneumoperitônio é realizado com uma agulha denominada Veress. É uma agulha longa de 12 cm a 18 cm de comprimento e de calibre que oscila de 2mm a 3mm.

A agulha é ligada a uma mangueira de CO2 e o abdome é insuflado com o Gás,com ele a parede abdominal é afastada das víceras,dando formação ao campo operatório permitindo a vizibilização das estruturas intracavitárias.

A região da cicatriz umbilical é a mais indicada para fazer a introdução da agulla, pois tem menos tecido subcutâneo, está mais aderida ao peritônio e é menos vascularizada.

Há novas técnicas, desenvolvidas recentemente, para tentar minimizar os riscos da introdução às cegas da agulha de Veress, que pode lesar estruturas nobres no interior da cavidade abdominal.

Uma destas técnicas é a chamada, laparoscopia aberta, na qual é realizada uma incisão com bisturi, desde a pele até o peritônio, na cicatriz umbilical, e introduzido sob visão direta.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]