Poliestilismo

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Poliestilismo é o uso de múltiplos estilos e/ou técnicas de composição musical, e é visto como uma característica pós-moderna, de vanguarda.

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…sendo caracterizada pela capacidade de absorver diferentes tradições e expressar-se particularmente através de uma escrita poliestilística – mistura de estilos – altamente individual e refinada, capaz de unir o passado, o presente e o futuro, o local e o universal.[1]

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Marco Aurélio Scarpinella Bueno, in Schnittke - Música para todos os tempos, sobre Schnittke e o Poli-Estilismo

Alfred Schnittke foi o seu pioneiro, e com isso trouxe um novo caminho, de traço muito original, para composição contemporânea, absorvendo materiais do passado, do presente e pensando-se no futuro, com as respectivas aquisições da Vanguarda dodecafônica, que se revelou como uma forma muito pessoal e inovadora para a composição de Século XX.[2]

Alguns proeminentes compositores contemporâneos, comummente inclinados para o poliestilismo são Ciarán Farrell, Lera Auerbach, Yitzhak Yedid, Sofia Gubaidulina, George Rochberg, Alfred Schnittke, Django Bates e John Zorn.

No entanto, Sofia Gubaidulina, entre outros, rejeitaram o termo como não aplicável ao seu trabalho.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Scarpinella Bueno, Marco Aurélio, Schnittke - Música para todos os tempos, Algol Editora, 2007, ISBN 978-85-60187-05-8
  2. http://www.lojaclassicos.com.br/detalhe.asp?isbn=978-85-601-8705-8&cat=03
  3. Vera Lukomsky, "Sofia Gubaidulina: […] Interview," Perspectives of New Music 1998, pp. 22-26