Povos do Deserto do Saara

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Vários povos árabes e berberes habitam o Deserto do Saara, o maior deserto do mundo, localizado no Norte de África. São beduínos (ou nómadas). Os homens são altos, não muito musculados, mas muito ágeis. Já as mulheres têm o rosto fino e a tez castanha-clara. Quase 100% destes povos são muçulmanos. Têm como língua oficial o árabe, mas, no entanto, existem muitas línguas berberes.

Berabish[editar | editar código-fonte]

São originários do Mali. Habitam em tendas de pele de cabra negra. Criam e comercializam camelos, ovelhas, cabras e vacas. Durante a estação das chuvas, deslocam-se com o gado pelo deserto. No Verão estabelecem-se junto de fontes de água.

As famílias são grandes e são os homens que ditam a autoridade. Desprezavam a agricultura e tinham vergonha de trabalhar por contem de outrem. No entanto, começaram a tornar-se sedentários. São cerca de 106 mil.

Maure[editar | editar código-fonte]

Habitam a região que vai do sul de Marrocos até ao Senegal e Mali. A maioria dos 127 mil Maures vive na Mauritânia.

São nómadas e usam camelos para transportar carga. Dantes a exportação de cola era a actividade mais importante, agora criam gado.

Povos da Argélia[editar | editar código-fonte]

Os Shawiya habitam nas montanhas do Aurés e Hodna, no noroeste da Argélia. Adoptaram o islamismo depois da conquista árabe nos séculos VII e VIII. São um grupo numeroso já que este é constituído por 1,7 milhões de indivíduos.

Dedicam-se à agricultura e à criação de gado. Assinalam as sementeiras, as colheitas e o nascimento dos animais com cerimónias mágicas e religiosas.

Os Chaamba deslocam-se pelo centro do país. São perto de 100 mil. Habitam em tendas negras, tecidas com pêlos de cabras.

Antigamente consideravam degradante trabalhar para terceiros mas, a necessidade de melhorar as condições de vida e de saúde, obrigou-os a mudar de mentalidade e de hábitos.

Os Mzabi são berberes que se refugiaram no norte da Argélia, para escaparem às perseguições religiosas. Não são nómadas nem rurais como os outros beduínos, habitam sim em áreas urbanas. Os árabes e as tribos vizinhas consideram-nos muçulmanos rigorosos. Durante o período colonial, submeteram-se voluntariamente ao domínio francês. Actualmente, aceitam o domínio argelino.

Os Wargla são um povo pequeno, pois contam apenas 5000 membros. São conhecidos pela habilidade na cerâmica, metalurgia, marcenaria e bordados.

Nefusa[editar | editar código-fonte]

Habitam as montanha do norte da Líbia. A oliveira, a figueira e a palmeira garantem-lhes a subsistência. Também criam ovelhas e cabras.

São considerados muçulmanos heréticos, pois no credo não colocam o profeta Maomé ao lado de Alá. As suas mesquitas não estão voltadas para Meca.

São pobres e muitos deles emigraram. Os 167 mil que restam sofrem pressões do Governo e correm o risco de perder a identidade cultural.

Beduínos[editar | editar código-fonte]

A maioria da população do Egipto vive ao longo das margens do Nilo. Apenas os 1,1 milhões de Beduínos arriscam viver no deserto. Criam carneiros e cabras e moram em tendas feitas de pêlo de cabra. Para preservar a identidade, só permitem o casamento dentro do grupo.

Dierma[editar | editar código-fonte]

São um povo populoso, com 1,5 milhões de indivíduos, que habitam no Níger. A maior parte vive da agricultura mas também criam galinhas. Outro gado só é consumido nas cerimónias religiosas e festivas. Cada aldeia é uma família alargada.

Praticam a poligamia e por isso têm muitos filhos. Além do Islão, praticam religiões tradicionais.

Reguibates[editar | editar código-fonte]

Apesar de serem apenas 250 mil, são o grupo mais influente em partes da Argélia, Mali, Mauritânia e na sua terra natal, o Sara Ocidental, que querem ver independente. A Frente Polisário é o rosto político e militar do seu desejo de autodeterminação. Foram colonizados pelos Espanhóis e anexados por Marrocos.

Mouros[editar | editar código-fonte]

Existem os mouros brancos e os mouros negros. Os primeiros escravizaram os segundos, sendo os brancos a maioria, com 1,2 milhões de indivíduos. Criam todo o tipo de animais. Os que vivem perto do mar criam somente ovelhas e cabras.

A maioria vive na Mauritânia, mas estão espalhados pelo sul de Marrocos até ao Senegal e Mali.

Povos do Chade[editar | editar código-fonte]

Os Shuwa são um milhão. Dedicam-se à pastorícia e vivem dos animais. Durante a estação seca, vão para sul, para a zona dos rios. Aproveita o leite, a carne, a gordura (para fazer medicamentos), o couro (para fabricar roupas e tendas) e os ossos 8 para produzir ornamentos e armas).

Enterram os mortos em direcção a Meca, a cidade santa do Islão. No entanto, também acreditam em espíritos maus e que as pessoas se podem transformar em animais.

Os Teda são um povo pobre com 29 mil membros. Dedicam-se ao comércio de tâmaras, milho, cabras, camelos e sal e são também guerreiros. Distinguem-se dos outros grupos por terem cabelos e pele escuros. Os homens exercem o poder na sociedade, mas em casa são as mulheres que mandam. Elas transportam um punhal que não hesitam em usar se alguém as atacar ou ofender. As famílias e os lãs trabalham em conjunto, ajudando-se uns aos outros em tudo. A autoridade suprema é o homem mais velho. São muçulmanos, mas conservam traços da religiões tradicionais, como o medo de que, se jurarem em falso, morrerão pouco tempo depois.

Tuaregues[editar | editar código-fonte]

Os tuaregues são um grupo étnico da região do Sahara, da Argélia e do norte do Mali, do Níger, do sudoeste da Líbia e do Chade. Falam Línguas berberes e preservaram uma escrita peculiar, o tifinar.

Os tuaregues são uma civilização bem curiosa. Estima-se que existam entre 100000 e 3,5 milhões nos vários países que partilham aquele deserto.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Revista Audácia - Fevereiro de 2006
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