Recepção (armazém)

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A recepção (AO 1990: recepção[1] ou receção)[2] é uma actividade de armazém e tem como principal objectivo assegurar que o vendedor entregou ao armazém o produto certo, em boas condições, nas quantidades certas e no momento certo. O departamento de recepção tem como actividades principais a marcação do momento de entrega dos materiais na doca, descarregar os materiais do veículo transportador, contar o produto, verificar a qualidade do produto, identificar o SKU, entrar com o produto no inventário e transferi-lo para a zona de armazenagem (Mulcahy, 1994, p. 4.1).

Actividade de recepção[editar | editar código-fonte]

Os problemas podem ocorrer no planeamento da recepção de materiais no armazém, se as transportadoras logísticas que intervêm nesta actividade não forem devidamente escolhidas. A posição das transportadoras e as suas características, são factores importantes que influenciam a recepção, de tal modo que as transportadoras são vistas como parte integrante do armazém. Sub consequentemente todas as tarefas da transportadora são incluidas no planeamento da recepção. A actividade de recepção começa quando a transportadora entra na propriedade do armazém e acaba quando a mesma sai do armazém (Tompkins et al., 1996, p. 394-395).

As actividades necessárias para a recepção são:

  • Identificar o veículo de transporte;
  • Bloquear as rodas do veículo;
  • Verificação do selo do veículo;
  • Posicionar e fixar a dockboard;
  • Paletizar ou encaixotar conforme for apropriado;
  • Descarregar o veículo;
  • Preparar a contagem do material recebido;
  • Comparar a contagem com guia de remessa;
  • Separar artigos na categoria vendável ou não vendável:
  • Libertar o veículo;
  • Preparar o relatório dos produtos recebidos;
  • Despachar os artigos.

Os requisitos do armazém para a recepção são:

  • Área suficiente para estacionamento e manobras dos veículos;
  • Existência de dockboards;
  • Área suficiente para paletizar ou contentorizar;
  • Área suficiente para colocar artigos antes de os despachar;
  • Escritório para guardar documentos e elaborar relatórios.

Algumas características importantes do armazém para a recepção:

  • Fluxo de materiais linear entre os veículos, zona de ordenação de mercadoria e áreas de armazenagem;
  • Fluxo contínuo sem paragens (congestionamentos) excessivos;
  • Uma área concentrada de operações, que minimize a movimentação de materiais e aumente a eficiência da supervisão;
  • Movimentação eficiente de materiais;
  • Operações seguras;
  • Minimização de estragos;
  • Fácil de limpar.

Princípios da recepção[editar | editar código-fonte]

Os seguintes princípios servem como guia da actividade de recepção por forma a dar-lhe uma maior dinâmica.Estes pretendem simplificar o fluxo de material através da recepção e garantir que através do mínimo trabalho os requisitos são satisfeitos. Os princípios da recepção são (Tompkins et al., 1996, p. 397-400):

  • Não receber
Para alguns materiais, a melhor recepção acontece quando a mercadoria não chega a ser recebida.Fazer com que o vendedor faça o envio directo dos materiais para o cliente, poupa tempo e trabalho laboral associados à recepção.Um exemplo disso são encomendas grandes e volumosas que ocupem muito espaço no armazém.
  • Pré-receber
Quando se está na doca de recepção, a actividade que ocupa mais tempo e mais espaço dá-se aquando do recebimento, pois existe a necessidade de manter o material para identificação do produto, designação do local de armazenagem, entre outros. Em alguns casos a informação sobre os materiais que estão a chegar pode ser enviada directamente do vendedor na altura da expedição, pode estar guardada num smart card que vem com a encomenda ou então através de mecanismos de rádio frequência colocados ao longo do percurso.
O objectivo da recepção é preparar o material mais rapidamente para ser expedido.A maneira mais rápida e produtiva é o cross-docking, pois a expedição é feita a partir da doca de recepção.Material paletizado com um SKU por palete, caixas soltas empilhadas no chão e mercadoria reservada por clientes são excelentes candidatos ao cross-docking.
  • Arrumar directamente para locais de maior movimento ou de reserva
Quando o material não pode ser cross-docked pode-se poupar alguma movimentação de material, eliminando a paragem para recepção e pondo o material directamente em locais de picking ou de reserva.
  • Ordenar em locais de armazenamento
Se o material tiver de ser ordenado para armazenamento pode-se proporcionar locais de armazenamento para receber o material, minimizando assim o espaço necessário para a ordenação.
  • Desfazer e movimentar as cargas eficientemente
O maior tempo disponível para preparar um produto para ser expedido acontece durante a recepção, pois assim que a encomenda do produto seja recebida não resta muito mais tempo para essa preparação. O processamento dos materiais deve ser sempre feito com antecedência possível. Estas actividades incluem:
  • Reembalagem nas quantidades mais vendidas.
  • Marcar e colocar etiquetas.
  • Medir o volume e pesar para planeamento de armazenagem e transporte.
  • Separar os materiais recebidos para serem armazenados eficientemente
Tal com o picking por zona e em sequência são estratégias eficazes para melhorar a produtividade do picking, os materiais recebidos podem ser separados de maneira a serem retirados do armazém, ou por zona, ou por sequenciação.
  • Combinar arrumações com retiradas do armazém sempre que possível
Ao combinar estas duas actividades, estamos a reduzir o número de viagens que os veículos industriais fazem vazios. Esta técnica é especialmente usada para paletes.
  • Nivelar a utilização de recursos na recepção
Esta nivelação pode acontecer, recebendo a horas diferentes e fazendo as conferências de material em períodos de menor movimento. Comunicando com os fornecedores as empresas melhoraram o acesso a informações sobre o momento em que são enviados os materiais. Podem, assim, usar esses dados para coordenar o momento de recepção e para informar os seus próprios clientes sobre a expedição.
  • Minimizar ou eliminar os percursos a pé, fazendo mover os materiais e não as pessoas
Uma estratégia eficaz para aumentar a produtividade do picking, especialmente quando tem de ser efectuada uma grande variedade de tarefas nos materiais (embalar, contar e etiquetar), é colocar os stocks no local do picking. A mesma estratégia deve ser aplicada na recepção, por ser uma actividade que também envolve movimentação de cargas.

Planejamento do espaço para a recepção[editar | editar código-fonte]

As tarefas necessárias para a determinação do espaço necessário para a recepção são (Tompkins et al., 1996, p. 402-407):

  • Determinar o que é que é recebido. Informações sobre o quê, quando e quanto vai ser recebido podem ser obtidas a partir de relatórios de recepções anteriores (no caso de existirem), ou caso sejam recepções que nunca tenham tido lugar naquele armazém, são feitos estudos de mercado para obter informações sobre o número de carregamentos e de encomendas esperadas. A partir destas informações escolhem-se as transportadoras de acordo com as especificações desejadas.
  • Determinar o número e o tipo de docas. Se o número de chegadas á doca seguir uma distribuição regular (Poisson) e se estas não variarem com o tempo, devem ser feitas análises para determinar o número e tipo de docas. Se o número de chegadas á doca variar com a hora, dia da semana ou com o número de camiões à espera, devem ser feitas simulações para esse calculo.
  • Determinar os requisitos de espaço dentro do armazém para a recepção. O espaço interior do armazém têm de ter em conta locais tais como:
    • Espaços de conveniência pessoal;
    • Escritórios;
    • Espaços para guardar equipamentos de manutenção e transporte de material para movimentação de cargas;
    • Locais para acondicionar dispositivos para colecta e tratamento do lixo;
    • Locais de descanso;
    • Espaço para guardar paletes e materiais para embalar.

Tendências que visam a melhoria da recepção[editar | editar código-fonte]

Tendências que visam a melhoria da actividade de recepção (Mulcahy, 1994, p. 4.2):

  • Política Just in time;
  • Computadores, códigos de barra e GPS;
  • Novos equipamentos para descarregar e carregar;

Referências[editar | editar código-fonte]

  • TOMPKINS, James A. et al. - Facilities plaining. 2ª ed. Nova Iorque: John Wiley & Sons, 1996. ISBN 978-0-471-00252-9
  • MULCAHY, David E. - Warehouse distribution and operations handbook. Nova Iorque: McGraw-Hill, 1994. ISBN 978-0-07-044002-9
  1. ILTEC. recepção. Portal da Língua Portuguesa. Página visitada em 3 de fevereiro de 2011.
  2. ILTEC. receção. Portal da Língua Portuguesa. Página visitada em 3 de fevereiro de 2011.

Ver também[editar | editar código-fonte]