Robert-Jasper Grootveld

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Robert Jasper Grootveld (1964)

[1] Robert Jasper Grootveld foi um dos principais responsáveis pela composição do cenário da [[contracultura]] na Europa da década de sessenta, que contava com o movimento Provos, originado em Amsterdam, como expoente dos movimentos libertários europeus. Grootveld, foi influenciado pelas ideias antiautoritárias de seu pai, um anarquista que apontava os verdadeiros inimigos do homem como sendo o : KKKKK (Kerk, a igreja; Kapital, o capital; Kroeg, o bar; Kazerne, a caserna e Kommenie, uma importante fábrica holandesa). Mas foi após um insight, gerado por um tipo de exercício peculiar (ficar de cabeça para baixo para estimular a oxigenação do cérebro e alcançar um estado mental próximo a iluminação provocada pelo LSD), que Grootveld percebe que a venda livre de cigarros e sua propaganda relacionada a um estilo de vida prazeroso, não passa de mais um embuste das grandes corporações, pois a indústria do tabaco omite o fato de que o cigarro provoca câncer e é aí que entra mais uma letra "K" para o repertório de Grootveld, K de kanker, que em neerlandês significa câncer. Além desse novo "K" inserido em seu repertório, surgiu outro, o "K" relacionado à principal fábrica holandesa de cigarros, a Kerkhof, sendo que esta palavra ironicamente também significa cemitério. A partir de então, em meados da década de sessenta, Grootveld, torna-se um profeta antifumo, utilizado -se do happening para iniciar uma campanha antitabagismo, na qual ao invés de expor os problemas causados pelo cigarro, o happening executado por Grootveld tinha por objetivo colocar a si próprio como o problema, pois durante seus happenings, Robert Jasper Grootveld não pára de fumar, mas também não consome seus próprios cigarros, sua missão é pedir cigarros a todos os fumantes que pode encontrar no caminho, para que eles tenham seus estoques esgotados. Para Grootveld, as grandes companhias americanas produtoras de cigarros se utilizam da propaganda e da mídia em geral para criarem seus consumidores, por conta disso, Grootveld passa a pixar cartazes publicitários de cigarros com tinta preta, escrevendo a palavra "kanker", ou simplesmente, a letra "K". Foi preso várias vezes. Construiu um templo antitabaco e uma drugstore chamada "Africanesse Marijuana" que vendia maconha abertamente no centro de Amsterdam.


Referências

  1. GUARNACCIA, Matteo. Provos: Amsterdam e o nascimento da contracultura. São Paulo: Conrad livros, 2001.