Rudolf Schlichter

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Rudolf Schlichter (Calw, 6 de dezembro de 1890Munique, 3 de maio de 1955) foi um artista alemão considerado um dos mais importantes representantes do movimento Neue Sachlichkeit (Nova objetividade).

Após aprender como pintor de esmaltes numa fábrica de Pforzheim acudiu à escola de artes e ofícios de Stuttgart. Posteriormente estudou com Hans Thoma e Wilhelm Trübner na Academia de Karlsruhe. Chamado ao serviço militar durante a Primeira guerra mundial, efetuou uma greve de fome para segurar uma pronta libertação, e em 1919 mudou-se para Berlim onde se uniu ao Partido Comunista da Alemanha e o grupo "novembro".[1] Interveio numa féria dadá em 1920 e trabalhou como ilustrador para vários jornais.

Uma obra principal deste período é o seu Estudo de telhado dadá, uma aquarela que mostrava uma série de figuras no alto de um telhado de cidade. Em torno de uma mesa sentam-se uma mulher com dois homens que levam chapéus de taça. Um dos homens tem uma prótese em lugar de uma mão e o outro, ao que também lhe falta uma mão, parece ao ser olhado detidamente, um manequim. Outras duas figuras com máscaras de gás podem também ser manequins. Uma criança sustém um cubo e uma mulher que leva sapatos altos (parece que Schlichter desenvolveu um fetichismo pelos sapatos))[2] permanece sobre um pedestal, fazendo gestos inexplicáveis.

Em 1925 Schlichter participou na exposição "Neu Sachlichkeit" na Kunsthalle de Mannheim. A sua obra deste período é realista, um exemplo disso é o seu Retrato de Margot (1924) atualmente no Museu Märkisches de Berlim. Representa uma prostituta que frequentemente posou para Schlichter, de pé numa rua abandonada e sustendo um charuto.

Quando Hitler subiu ao poder, as suas atividades ficaram seriamente limitadas. Em 1935 regressou para Stuttgart, e quatro anos mais tarde para Munique. Em 1937 as suas obras foram qualificadas de arte degenerada, e em 1939 as autoridades nazistas proibiram-lhe expor. A sua oficina foi destruída por bombas aliadas em 1942.

No final da guerra, Schlichter voltou a empreender a exposição do seus quadros, que agora tinham um estilo surrealista.

Referências

  1. Michalski, 1994, p. 217
  2. Michalski, 1994, p. 30

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Michalski, Sergiusz (1994). New Objectivity. Colônia: Benedikt Taschen. ISBN 3-8228-9650-0
  • Schmede, Wieland (1978). Neue Sachlichkeit and German Realism of the Twenties . Londres: Arts Council of Great Britain. ISBN 0-7287-0184-7