Sergio Ramírez

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Sergio Ramírez, na Miami Book Fair International, 2011.

Sergio Ramírez Mercado (Masatepe, Masaya, 5 de agosto de 1942) é um escritor, advogado, jornalista e político nicaraguense. Foi vice-presidente do seu país entre 10 de janeiro de 1986 e 25 de abril de 1990, durante o mandato de Daniel Ortega.

Integrou-se à oposição ao governo de Anastasio Somoza e, em 1977, liderou o Grupo de los Doce, formado por intelectuais, empresários, sacerdotes e dirigentes civis que apoiavam a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN).

Antes e depois do triunfo da Revolução Sandinista, em 19 de julho de 1979, fez parte da Junta de Governo de Reconstrução Nacional, presidiu o Conselho Nacional de Educação e fundou o Editorial Nueva Nicaragua (ENN) em 1981.

En 1984 foi eleito vice-presidente Nicarágua como companheiro de chapa de Daniel Ortega. Nas eleições de 25 de fevereiro de 1990, o poder passaria a Violeta Barrios de Chamorro, presidente eleita e líderda Unión Nacional Opositora (UNO).

De 1990 a 1995 liderou a bancada sandinista na Assembleia Nacional da Nicarágua. Em 1991 foi eleito membro do Diretório Nacional da FSLN. No Parlamento, Ramírez promoveu a reforma da Constituição de 1987, para dar-lhe um conteúdo mais democrático. Estas reformas, aprovadas em 1995, selaram suas diferenças com a cúpula dirigente da FSLN, partido ao qual Ramírez renunciou naquele mesmo ano para fundar o Movimento Renovador Sandinista(MRS) do qual foi candidato presidencial nas eleições de 1996. Desde então retirou-se da atividade política partidária.

O escritor é um crítico do governo de Daniel Ortega (em seu segundo mandato, 2007-2012) e por isso foi oficialmente vetado, no final de 2008, como autor do prefácio da antologia de Carlos Martínez Rivas que seria publicada pelo jornal espanhol El País em 2009, na sua coleção dedicada aos grandes poetas de língua espanhola do século XX. O jornal considerou o veto "inaceitável" e decidiu cancelar a publicação.1 Vários escritores, dentre os quais Gabriel García Márquez, Carlos Fuentes e Tomás Eloy Martínez, assinaram um manifesto, protestando contra o "ato de censura oficial". 2

Referências

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