Setubinha

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Município de Setubinha
Bandeira desconhecida
Brasão de Setubinha
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Aniversário 22 de dezembro
Fundação 22 de dezembro 1995
Gentílico setubinhense
Prefeito(a) João Barbosa Neto (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Setubinha
Localização de Setubinha em Minas Gerais
Setubinha está localizado em: Brasil
Setubinha
Localização de Setubinha no Brasil
17° 36' 00" S 42° 09' 32" O17° 36' 00" S 42° 09' 32" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Vale do Mucuri IBGE/2008 [1]
Microrregião Teófilo Otoni IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Novo Cruzeiro, Minas Novas, Malacacheta, Angelândia e Capelinha
Distância até a capital 580 km
Características geográficas
Área 535,738 km² [2]
População 10 885 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 20,32 hab./km²
Altitude 750 m
Clima ameno
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,568 baixo PNUD/2000 [4]
PIB R$ 33 170,280 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 914,02 IBGE/2008[5]
Página oficial

Setubinha é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, localizada no Vale do Mucuri. Sua população estimada em 2008 era de 11.383 habitantes. Foi considerado o município mais pobre de Minas Gerais, segundo dados do IDH do ano de 2000[4]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1788, o Tenente Ignácio Celestino Motta instalou-se na Fazenda Santa Rita, a aproximadamente 22 km de Setubinha. Agostinho Celestino da Motta, era filho do Tenente Ignácio Celestino da Motta, que se casou logo após a instalação nas terras setubinhenses. Após seu casamento, Agostinho Celestino da Motta, construiu um casarão na localidade do Promontório, para morar. Entre os anos de 1849 e 1859, o Tenente Ignácio autoriza a abertura de picadas em direção a Philadelphia (Teófilo Otoni), para as tropas portuguesas passarem. No dia 17 de novembro de 1865, pela lei provincial de Minas Gerais, ficou elevado a distrito de paz a povoação de Santo Antônio de Setubinha da freguesia da cidade de Minas Novas. Em 1866 a lei anterior foi suspensa, criando o distrito de Setubinha em 1895. Em 1870 foram realizadas as Santas Missões (Sacramentos), pelo Padre João de Santo Antônio. Em viagem a Philadelphia (Teófilo Otoni), o Padre João de Santo Antônio, prometeu na volta passar pelo Arraial de Setubinha. Prometeu também permanecer alguns dias, se construíssem uma capelinha. A capelinha foi construída pelos fundadores do Arraial, o Sr. José Silvério da Costa e Ignácio Celestino Motta (Pai de Agostinho Motta, posteriormente chamado Agostinho Barbosa, o chefa da família mais antiga do território setubinhense). Em 1878 o Exmo. e Revmo. Dom João Antônio Sales, bispo de Diamantina, pediu ao então presidente da província de Minas Gerais, conselheiro Senador Francisco de Paula Silveira Lobo, a elevação do Distrito à categoria de freguesia (Lei provincial de Minas Gerais, nº 2592 de 3 de janeiro de 1880). No mesmo ano de 1880, em virtude da lei nº2649 de 4 de novembro, foi esta freguesia desmembrada de Minas Novas e incorporada ao município de Teófilo Otoni. Em 1889, a freguesia foi instalada canonicamente pelo primeiro vigário: Revmo. Sr. Padre Sebastião Pereira da Silva que permaneceu residente em Setubinha até por ocasião da visita pastoral de 1902. Em 1897, o Sr. Antônio Duarte, mais conhecido como "Antônio Cadete" e o Major Manuel Lopes da Silva tomaram a iniciativa de construir uma capela no povoado de Sapé. A praça central de Setubinha, recebeu o nome de"Praça Manuel Lopes da Silva", em homenagem ao major citado anteriormente. Em 1903 foi sucessor do Pe. Sebastião, o Revmo. Sr. Padre Bento de Paula Souza (segundo vigário), que tomou posse da freguesia a 11 de fevereiro de 1903. Auxiliado por uma comissão nomeada ainda pelo Exmo. e Revmo. Sr. Dom João Antônio dos Santos, por ocasião da sua visita pastoral a Setubinha, iniciou as obras de construção da nova matriz. Aos 21 de dezembro de 1905, veio a falecer em Setubinha, o Pe. Bento. Após o falecimento do Pe. Bento, ficou encarregado da freguesia, o Revmo. Pe. Carlos dos Santos de Oliveira, sendo empossado a 15 de fevereiro de 1906. O Revmo. vigário de Sete Poços, Pe. Frei Gaspar de Módica, reconstruiu a matriz em 1908. Em 1912 o Revmo. Pe. Sebastião Ayala, foi nomeado vigário (4º vigário), permaneceu somente 2 meses. Foram de novo encarregados da freguesia, os Revmos. Padres Capuchinhos de Itambacuri. Além dos Revmos. Padres Capuchinhos, tiveram autorização de ministrar os sacramentos nesta freguesia, o Revmo. Pe. Vigílio Riiz do Vale, vigário de Capelinha-MG e Pro-Vigário de Malacacheta. Em 1913, foi construída a atual Capela do Sapé, pelo Revmo. Pe. Frei Francisco e Antônio de Módica. O mesmo Revmo. Vigário Frei Francisco, iniciou a capela de Santa Bárbara e a do São José, no povoado de Palmeiras, Barra do Soturno. A capela de Santa Bárbara foi construída pelo Sr. Pedro Antunes, auxiliado pelo povo, iniciada em 1918 e inaugurada em 1920 pelo Revmo. Pe. Boa Ventura, vigário de Malacacheta em 1921. O mesmo Revmo. Vigário Padre Frei Boa Ventura inaugurou a Capela de São José em Palmeiras, a qual em 1920, foi construída pelos Senhores Pio Ramos da Cruz e irmãos, que também separaram 1 hectare de terra da sua propriedade para o patrimônio da Capela. Em 1922, foi nomeado o 5º vigário de Setubinha, o Revmo. Pe. Francisco Antônio Maria de Souza, mais conhecido como Cônego de Souza. Não existem registros sobre o 6º vigário de Setubinha, apenas sabe-se que o mesmo tomou posse em 21 de julho de 1939, após a morte do Cônego de Souza. Já o 7º vigário, Pe. Mateus, foi nomeado vigário cooperador da freguesia de Setubinha e Lufa, pelo Exmo. E Revmo. Dom Frei José de Haas. Também foi nomeado pároco, Frei Ubaldo Verdegal, na paróquia de São Bento (atual cidade de Novo Cruzeiro). Em maio de 1943, foi iniciada a restauração da Matriz. Entre os dias 29 e 30 de setembro de 1943,o Padre Jorge realizou uma visita a Fazenda Promontório construída pelo Exmo. Sr. Agostinho Celestino da Motta. Na época da visita, Agostinho Motta já havia falecido e a fazenda pertencia a sua neta, Exma. Senhora Ana Mariana Esteves Motta, mais conhecida como Dona Donita, casada com o Sr. Antônio Barbosa Sena. Pe. Jorge foi nomeado por provisão do Revmo e Exmo. Dom José de Haas, vigário ecônomo da freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Setubinha, de 18 de junho até 31 de dezembro de 1944. No dia 31 de julho de 1944, o Pe. Jorge celebrou uma Missa na casa do Sr. Francisco Gonçalves de Sousa. Ficou deliberado a se construir no local, uma capela em honra a Santo Antônio. Entre os anos de 1954 e 1955, foi nomeado vigário, o Pe. Tito de Ree. Porém, em 1957, Pe. Tito se ausentou por motivo de doença, e Pe. Jorge Lopes, se tornou substituto em abril de 1957. De 7 à 9 de março de 1961, aconteceu a última visita do Bispo Diocesano de Araçuaí, a fim de despedir-se deste distrito que passa para a recém-criada Diocese de Teófilo Otoni. Entre os dias 14 e 17 de junho de 1962, o novo bispo, Dom Frei Quirino Adolfo Schmitz visita Setubinha pela primeira vez. Houve neste período de tempo a 1º tentativa de emancipação de Setubinha, que fracassou. Em 1994, o então vereador Teófilo Barbosa Neto encontrou pessoas influentes na política, que o ajudaram a emancipar o distrito. Téo Barbosa foi prefeito de Setubinha durante oito anos(1º: 1996-2000; 2º: 2001-2004). Em 2005, após vencer as eleições do ano anterior, toma posse o segundo prefeito de Setubinha: Luciano Antônio Mahmud Nédir. Luciano esteve a frente da prefeitura de Setubinha durante quatro anos(2005-2008). No dia 11 de Abril de 2007, o Revmo. Pe. Ageney Gomes Bredoff toma posse como administrador paroquial da igreja Imaculada Conceição de Setubinha. Logo após ser empossado, foram iniciadas as obras de reforma da Igreja Matriz. No dia 01/01/2009, tomou posse na Câmara Municipal de Setubinha o atual prefeito, João Barbosa Neto que já exerce seu segundo mandato.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. a b Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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