Sexto Élio Peto Catão

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Sexto Élio Peto Cato (em latim, Sextus Aelius Paetus Catus),[1] foi um cônsul da República Romana eleito em 198 a.C. É conhecido atualmente pela sua interpretação da Lei das Doze Tábuas, conhecida graças aos comentários de Cícero. Élio Peto Cato procedia de uma proeminente família plebeia aristocrática. Seu pai foi pretor e o seu irmão maior, Públio Élio Peto, também foi cônsul.

Família[editar | editar código-fonte]

Sexto Élio Peto foi aparentemente o filho mais novo de Quinto Élio Peto, pretor, um dos muitos senadores mortos na batalha de Canas em agosto de 216 a.C. Outros membros da gens Elia que chegaram a altos cargos foram Públio Élio Peto, cônsul em 337 a.C., e Caio Élio Peto, cônsul em 286 a.C.[2] Ambos os cônsules puderam ter sido os seus antepassados ou familiares colaterais, se bem que a conexão não é mencionada pelo historiador Tito Lívio.

O irmão maior de Peto ocupou o cargo de mestre da cavalaria (magister equitum) em 202 a.C., sendo cônsul ao ano seguinte. Outros membros da família, incluindo o próprio filho de Públio, ocuparam o consulado em anos posteriores.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Há poucos dados em relação à carreira política de Sexto Élio Peto Cato, ou de como adquiriu o cognome adicional Cato. Tito Lívio menciona que foi edil curul em 200 a.C., encarregando-se da importação de grão desde a África.

Peto Cato ascendeu depressa até atingir o consulado e o censorado[3] . Esta ascensão não se devia à morte do seu pai ou aos sucessos do seu irmão, senão aparentemente à sua atitude para o Direito. O seu apelido Cato ("listo"), poderia ser um reconhecimento frente da sua capacidade jurídica. Levando em conta que Tito Lívio não menciona em nenhuma ação militar, poderia ser que Élio Peto tivesse abandonado a sua carreira pública para se dedicar por completo ao estudo do Direito. Poderia tratar-se do primeiro jurista profissional da história de Roma[3] . Não é claro se os juristas precedentes eram ou não profissionais, ou se se tratava de um trabalho adicional, mas um pater familias romano, ou até mesmo os seus filhos maiores, normalmente defendiam os clientes da sua família em questões legais. É possível que a Segunda Guerra Púnica provocasse que patronos demais estiveram fora de Roma, e que não pudessem encarregar-se destes assuntos.

O seu irmão Públio Élio Peto tinha sido cônsul três anos antes, em 201 a.C., e fora eleito censor em 199 a.C. Os seus sucessos puderam ser um fator influente para que Sexto conseguisse o consulado em 198 a.C., mas seria finalmente ensombrecido pela figura do seu colega consular, Tito Quíncio Flamínino.

Sexto não se distinguiu militarmente durante o seu consulado. Todas as honras, incluindo as das campanhas militares na Macedônia e Grécia, foram para o novo colega consular Tito Quíncio Flamínino. Os seus esforços militares na sua própria província não se viram recompensados com o sucesso.

Apesar de tudo, seria eleito censor em 194 a.C. com Caio Cornélio Cetego, possivelmente graças ao respeito obtido no seu trabalho como jurista, e possivelmente também pelo respeito obtido pelo seu irmão maior, que ocupou também a censura.

Carreira como jurista[editar | editar código-fonte]

É provável que tanto Sexto Élio Peto Cato como o seu irmão Públio fossem juristas. Sexto foi o autor da obra Commentaria tripartita ou tripertita , que estuda e comenta as disposições contidas na Lei das Doze Tábuas, e discute alguma ação legal para cada uma das normas. Outra obra chamada Ius Aelianum discute unicamente ações legais.[4] Esse trabalho foi gabado pelo próprio Cícero, e é sabido que ainda existia em vida do seu amigo Tito Pompônio Ático, que faz referência a ela. É desconhecido o momento no qual a obra desapareceu.

Cícero fez grandes elogios deste jurisconsulto e Quinto Ênio dedicou-lhe o seu célebre verso: Egregie cordatus homo Catus Aelius Sextus.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cícero, De republica, I, 18
  • De oratore, I, 45, 48
  • De legibus, II, 23
  • Manuel Dejante Pinto de Magalhães Arnao Metello e João Carlos Metello de Nápoles, "Metelos de Portugal, o Brasil e Roma", Torres Novas, 1998
  • Anthony Everitt, "Cicero", Random House, 2001.

Referências

  1. Informação sobre a carreira e as obras de Sextus Aelius Paetus extraídas da página web da Universidade de Oxford através da caché de Google ou de Jurists rep2. Acedido 13 de junho de 2009.
  2. [1]
  3. a b dicionário de Oxford de juristas romanos
  4. Contudo, outra fonte (William Smith's 1875 Dictionary), insiste em que ambas as obras eram somente uma: Commentaria tripartita ou Ius Aelianum, também chamada Tripertita [2]; a obra, segundo esta fonte, aparentemente continha a Lei das Doze Tábuas, uma interpretação da mesma e as Legis Ationes.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]