Sham el-Nessim

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Sham el-Nessim (em árabe: شم النسيم, literalmente "cheirando o ar" ou "respirando o ar"; em copta: Ϭⲱⲙ‘ⲛⲛⲓⲥⲓⲙ, transl. shom en nisim) é um feriado egípcio que data desde pelo menos 2700 a.C.. É um feriado público que ocorre anualmente durante a Segunda-Feira de Páscoa, no dia seguinte ao Domingo de Páscoa da Igreja Ortodoxa Copta.

De acordo com o Serviço Estatal de Informação do Egito, o nome do feriado vem da antiga estação das colheitas no Antigo Egito, chamada Shemu - que significa um dia de 'Criação'. De acordo com os anais do autor grego Plutarco, os antigos egípcios costumavam oferecer peixe salgado, alface e cebolas às suas divindades neste dia. Segundo Mohammed Ibrahim Bakr, ex-diretor da Autoridade de Antigüidades egípcia, explica:

"O festival da primavera coincidia com o equinócio vernal, e os antigos imaginavam que aquele dia representava o início da Criação. A data do Sham el-Nessim não era fixa; ao invés disso, ela era anunciada a cada ano na noite anterior ao festival realizado ao pé da Grande Pirâmide. A festa do 'Shemu', que significa 'renovação da vida', posteriormente foi corrompido, durante o período cóptico, para a forma 'shamm' ("cheirar" ou "respirar") e a palavra 'nessim' ("brisa") foi adicionada. Os antigos egípcios celebraram pela primeira vez a festa do Shamu em 2700 a.C., próximo ao fim da terceira dinastia."

Em seu livro Manners and Customs of the Modern Egyptians ("Costumes e tradições dos egípcios modernos"), de 1834, o orientalista Edward William Lane escreveu:

"Uma tradição chamada de 'Shemm en-Nessem' (ou "O Cheirar do Zéfiro") é observado no primeiro dia do Khamaseen. Bem cedo na manhã daquele dia muitos cidadãos do Cairo caminham ou se deslocam para o campo, por vezes em barco, quase sempre rumo ao norte, para sorver o ar ou, como dizem, cheirar o ar, que naquele dia eles crêem possuir um efeito maravilhosamente benéfico. A maior parte das pessoas faz suas refeições no campo ou no rio. Neste ano sofreram com um vento quente e violento, acompanhando por nuvens de areia, em vez do neseem; porém muitos, assim mesmo, se dirigiram à região para 'cheirá-lo'."

O Sham el-Nessim é celebrado tanto por cristãos como por muçulmanos, e é considerado um festival mais nacional que religioso. Alguns dos seus principais aspectos são:

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