Teoria da mente

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Teoria da mente é a habilidade de atribuir estados mentais - crenças, intenções, desejos, conhecimento, etc - à si próprio e aos outros, e de compreender que os outros possuem crenças, desejos e intenções que são distintas da sua própria.1 Déficits nessa função acontecem em pessoas com autismo, esquizofrenia, déficit de atenção 2 , bem como consequência do entoxicação cerebral decorrente de abuso de álcool 3 . Embora existam abordagens filosóficas aos questionamentos levantados por essas discussões, a Teoria da Mente como tal é distinta da Filosofia da Mente

Definição da Teoria da Mente [editar]

A Teoria da Mente é uma teoria na medida em que a mente não é diretamente observável 4 . O pressuposto que outros tem uma mente é chamado de teoria da mente porque cada humano só pode intuir a existência de sua própria mente através de instrospecção, e ninguém tem acesso direto à mente de outra pessoa. Normalmente é aceito que outros possuem mentes pela analogia com a própria mente, e baseado na natureza recíproca da interação social, como observado na atenção compartilhada5 , uso funcional da linguagem6 e a compreensão das emoções e ações dos outros7 Possuir uma teoria da mente permite se possa atribuir pensamentos, desejos e intenções aos outros, predizer ou explicar suas ações e pressupor suas intenções. Como definido originalmente, a teoria da mente permite compreender que estados mentais podem ser a causa - e consequentemente serem utilizados para explicar e predizer - do comportamento dos outros8 . Ser capaz de atribuir estados mentais aos outros e compreendê-los como causa do comportamento implica, em parte, que uma pessoa seja capaz de compreender a mente como um "gerador de representações"9 10 . Se uma pessoa não possui a teoria da mente completamente desenvolvida, isto pode ser um sinal de comprometimento cognitivo ou de desenvolvimento. airment.

Teoria da mente parece ser uma habilidade potencial inata em humanos, mas é necessária experiencias sociais durante muitos anos para ativá-la. Diferentes pessoas podem desenvolver teorias da mente mais ou menos efetivas. Empatia é um conceito relacionado, significando a experiência de reconhecimento e compreensão dos estados mentais, incluindo crenças, desejos e particularmente emoções dos outros, frequentemente caracterizada como a habilidade de "compreender o ponto de vista do outro". Estudos neuro-etológicos de comportamentos animais recentemente desenvolvidos sugerem que mesmo roedores podem exisbir habilidades éticas ou empáticas 11 . Teorias neo-Piagetianas sobre o desenvolvimento cognitivo mantém que a teoria da mente é um produto da habilidade hypercognitiva dos humanos para registrar, monitorar e representar seu próprio funcionamento 12 .

O número de pesquisadores da teoria da mente em diferentes populações (humanas e animais, adultos e crianças, com desenvolvimento normal e atípico) cresceu rapidamente nos últimos 40 anos desde o trabalho de Premack e Woodruff "Does the chimpanzee have a theory of mind?" 13 , assim como cresceram as diferentes teorias da mente. O emergente campo de discussão da neurociência social também começou a se interessar por este tipo de debate, imaginando os seres humanos em atividades que necessitam da compreensão de uma intenção, crença ou outro estado mental.

Uma explicação alternativa para a Teoria da Mente (ToM) é fornecida dentro do Behaviorismo e possui evidências empíricas significativas para uma explicação funcional tanto da perspectiva da fala quanto da empatia. A abordagem mais desenvolvida dentro do behaviorismo é a chamada "Relation Frame Theory". De acordo com essa visão da empatia e da fala, estas estão em relação direta com um complexo sistema de habilidades relacionais baseadas na discriminação e respostas verbais à relações ainda mais complexas sobre o si próprio, os outros, espaço e tempo, e a transformação destas funções através de relações estabelecidas 14 15 16

Referencias [editar]

  1. Premack, D. G.; Woodruff, G. (1978). "Does the chimpanzee have a theory of mind?". Behavioral and Brain Sciences 1 (4): 515–526. doi:10.1017/S0140525X00076512
  2. Korkmaz B (May 2011). "Theory of mind and neurodevelopmental disorders of childhood". Pediatr. Res. 69 (5 Pt 2): 101R–8R. doi:10.1203/PDR.0b013e318212c177. PMID 21289541
  3. Uekermann J, Daum I (May 2008). "Social cognition in alcoholism: a link to prefrontal cortex dysfunction?". Addiction 103 (5): 726–35. doi:10.1111/j.1360-0443.2008.02157.x. PMID 18412750
  4. Premack, D. G.; Woodruff, G. (1978). "Does the chimpanzee have a theory of mind?". Behavioral and Brain Sciences 1 (4): 515–526. doi:10.1017/S0140525X00076512
  5. Baron-Cohen, S. (1991). Precursors to a theory of mind: Understanding attention in others. In A. Whiten (Ed.), Natural theories of mind: Evolution, development and simulation of everyday mindreading (pp. 233-251). Oxford: Basil Blackwell.
  6. Bruner, J. S. (1981).Intention in the structure of action and interaction. In L. P. Lipsitt & C. K. Rovee-Collier (Eds.), Advances in infancy research. Vol. 1 (pp. 41-56). Norwood, NJ: Ablex Publishing Corporation.
  7. Gordon, R. M. (1996).'Radical' simulationism. In P. Carruthers & P. K. Smith, Eds. Theories of theories of mind. Cambridge: Cambridge University Press.
  8. Premack, D. G.; Woodruff, G. (1978). "Does the chimpanzee have a theory of mind?". Behavioral and Brain Sciences 1 (4): 515–526. doi:10.1017/S0140525X00076512.
  9. Courtin, C. (2000). "The impact of sign language on the cognitive development of deaf children: The case of theories of mind". Cognition 77: 25–31
  10. Courtin, C.; Melot, A.-M. (2005). "Metacognitive development of deaf children: Lessons from the appearance-reality and false belief tasks". Journal of Deaf Studies and Deaf Education 5 (3): 266–276. doi:10.1093/deafed/5.3.266. PMID 15454505.
  11. de Waal, Franz B.M. (2007), "Commiserating Mice" (Scientific American), 24 June 2007
  12. Demetriou, A., Mouyi, A., & Spanoudis, G. (2010). The development of mental processing. Nesselroade, J. R. (2010). Methods in the study of life-span human development: Issues and answers. In W. F. Overton (Ed.), Biology, cognition and methods across the life-span. Volume 1 of the Handbook of life-span development (pp. 36-55), Editor-in-chief: R. M. Lerner. Hoboken, NJ: Wiley
  13. Premack, D. G.; Woodruff, G. (1978). "Does the chimpanzee have a theory of mind?". Behavioral and Brain Sciences 1 (4): 515–526. doi:10.1017/S0140525X00076512.
  14. Hayes, S. C., Barnes-Holmes, D., & Roche, B. (2001). Relational frame theory: A post-Skinnerian account of human language and cognition. New York: Kluwer Academic/Plenum
  15. Rehfeldt, R. A., and Barnes-Holmes, Y., (2009). Derived Relational Responding: Applications for learners with autism and other developmental disabilities. Oakland, CA: New Harbinger.
  16. McHugh, L. & Stewart, I. (2012). The self and perspective-taking: Contributions and applications from modern behavioral science. Oakland, CA: New Harbinger