The Catcher in the Rye

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The Catcher in the Rye
À Espera no Centeio (PT)
O Apanhador no Campo de Centeio (BR)
Autor (es) J. D. Salinger
Idioma inglês
País Estados Unidos
Género romance
Editora Little, Brown and Company
Lançamento 1951
Edição portuguesa
Editora Quetzal
Lançamento 2011
Páginas 240
ISBN 9789725649749
Edição brasileira
Tradução Álvaro Alencar, Antônio Rocha, Jório Dauster
Editora Editora do Autor
Lançamento 1965[1]
Páginas 207
ISBN 85-87575-01-5

The Catcher in the Rye (O Apanhador no Campo de Centeio, no Brasil / À Espera no Centeio ou Uma Agulha num Palheiro, em Portugal) é um romance do escritor americano J. D. Salinger. Publicado inicialmente em formato de revista, entre 1945-1946[carece de fontes?], nos Estados Unidos, foi posteriormente editado no formato de livro (capa dura) em 1951, tornando-se um dos romances mais lidos no país.

Originalmente publicado para adultos, desde então se tornou popular entre jovens leitores por lidar com temas tipicamente adolescentes como confusão, angústia, alienação, linguagem e rebelião. Foi traduzido para quase todas as principais línguas do mundo. Cerca de 250,000 cópias são vendidas todo ano, com um total de vendas de mais de 65 milhões. O protagonista e anti-herói do romance, Holden Caulfield, se tornou um ícone da rebelião adolescente.

O livro foi incluído na lista dos 100 melhores romances da língua inglesa escritas desde 1923 da Times em 2005, e foi nomeado pela Modern Library e seus leitores como um dos 100 melhores livros da língua inglesa do século 20. Tem sido frenquentemente censurado nos Estados Unidos e em outros países pelo uso liberal de palavras de baixo calão e retrato de sexualidade e dilemas adolescentes. Também lida com questões complexas de identidade, pertencimento, conexão e alienação.

História[editar | editar código-fonte]

O livro narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, um jovem de dezessete anos vindo de uma família abastada de Nova Iorque. Holden, estudante de um reputado internato para rapazes, o Colégio Pencey, volta para casa mais cedo no inverno, depois de ter recebido más notas em quase todas as matérias e ter sido expulso da escola. No regresso para casa, decide fazer um périplo, adiando, assim, o confronto com a família. Holden vai refletindo sobre a sua curta vida, repassando sua peculiar visão de mundo e tentando definir alguma diretriz para seu futuro. Antes de enfrentar os pais, procura algumas pessoas importantes para si, como um professor, uma antiga namorada, sua irmãzinha, e, junto a eles, tenta explicar e inclusive entender a confusão que passa pela sua cabeça.

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O romance se passa em dezembro de 1949. A história começa com Holden Caulfield descrevendo encontros que teve com os alunos e professores do Pencey Prep, em Angerstown, Pensilvânia. Ele os critica por serem superficiais, ou, como ele diria, “falsos”.

Depois de ser expulso da escola por seu mau desempenho acadêmico, Holden arruma suas coisas e deixa a escola no meio da noite, depois de um embate físico com seu colega de quarto, Ward Stradlater. Ele pega um trem para a cidade de Nova Iorque, mas ainda não quer voltar para sua família, instalando-se, ao invés disso, no decadente Hotel Edmont.

Lá, ele passa uma noite dançando com três jovens turistas, tendo, posteriormente, um desajeitado encontro com uma jovem prostituta chamada Sunny. Sua atitude para com ela muda no minuto em que ela entra no quarto, pelo fato de ela parecer ter a mesma idade dele. Por isso, Holden se torna desconfortável com a situação, e quando ele diz a ela que tudo o que quer é conversar, ela se irrita com ele e decide ir embora. Entretanto, ele faz questão de pagá-la pelo seu tempo. Sunny e Maurice, seu cafetão, voltam ao quarto de Holden, mais tarde, para exigir mais dinheiro do que foi inicialmente acordado. Apesar do fato de Sunny levar cinco dólares da carteira de Holden, Maurice dá-lhe um soco no estômago.

Holden, então, procura por uma antiga namorada, Sally Hayes, convidando-a para ver um musical. Sally aceita o convite bastante animada, e então eles se reúnem para o programa. Depois do musical, Holden e Sally vão patinar no gelo; enquanto tomavam café-da-manhã, Holden subitamente convida Sally para fugir com ele, mas ela recusa. A resposta dela esvazia o humor de Holden, que rapidamente faz o comentário: “Você me é mesmo um pé no saco, se quer saber a verdade”, ele diz a ela, arrependendo-se imediatamente. Sally vai embora enquanto Holden a segue, implorando para que ela aceite suas desculpas. Eventualmente ele desiste e vai embora.

Holden passa o total de três dias na cidade e seu tempo é largamente caracterizado por grande bebedeira e solidão. Em certo ponto ele acaba em um museu, no qual ele contrasta sua vida com a dos esquimós nas vitrines. De até onde ele se recorda, as estátuas nunca mudaram. Tais preocupações podem ter se originado em grande parte devido à morte de seu irmão, Allie. Eventualmente, ele foge para o apartamento de seus pais enquanto estes estão fora para visitar sua irmã mais nova, Phoebe, que é a única pessoa com a qual Holden parecer ser capaz de se comunicar. Phoebe vê seu irmão como um herói, e ela é ingenuamente desconhecedora de que a visão de Holden dela é praticamente a mesma. Holden compartilha uma fantasia na qual ele pensa: ele se vê como o único guardião de inúmeras crianças correndo e brincando em um vasto campo de centeio na beira de um precipício. Seu trabalho é pegar as crianças se elas vagarem perto da beira – ele é o "apanhador no campo de centeio". Holden acredita que ser um "apanhador no campo de centeio" significa salvar as crianças contra a perda de sua inocência.

Depois de deixar o apartamento de seus pais, Holden vai visitar um aposentado e muito estimado professor de Inglês, o Sr. Antolini, no meio da noite, que dá conselhos e lhe oferece um lugar para dormir. O Sr. Antolini diz a Holden que a marca do homem maduro é viver humildemente por uma causa, ao invés de morrer nobremente por ela, o que vai de encontro à ideia de Holden se tornar um "apanhador no campo de centeio", uma figura heróica que simbolicamente salva as crianças de "uma louca queda de um penhasco" e ficar expostas aos males da vida adulta. Holden fica chateado quando acorda no meio da noite e encontra o Sr. Antolini tocando sua cabeça de um jeito que ele acha esquisito. Há especulação sobre o Sr. Antolini fazer um avanço sexual sobre Holden, mas é deixado para o leitor decidir. Holden deixa a casa do professor e gasta sua última tarde vagando pela cidade. Posteriormente, ele se questiona se sua interpretação das ações do Sr. Antolini era correta.

Holden toma a decisão de seguir para o Oeste; quando menciona este plano para Phoebe, ela decide se juntar a ele. Holden rejeita a decisão da irmã, que fica chateada. Holden então decide não mais ir embora. Holden tenta reverter o humor dela levando-a para o zoológico do Central Park. Ele percebe seu erro enquanto ela anda no carrossel que fica dentro do zoológico. Enquanto assistia Phoebe, Holden percebe que ele não pode ser o "apanhador no campo de centeio" e que ele, sim, precisa de ajuda.

Na conclusão do romance, Holden decide não mencionar sobre o presente, considerando-o inconsequente. Ele alude "ficar doente" e viver em um hospital mental, menciona que frequentará outra escola em setembro. Holden diz que surpreendentemente se encontrou sentindo falta de dois de seus ex-colegas, Stradlater e Ackley, e até mesmo de Maurice, o cabineiro-cafetão. As últimas palavras do romance são "Nunca conte nada a ninguém. Se você o fizer, começará a sentir falta de todos".

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Fatos[editar | editar código-fonte]

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  • O assassino de John Lennon, Mark David Chapman, carregava este livro consigo no dia em que cometeu o crime. Segundo testemunho do próprio Chapman, estava lendo o "Apanhador no Campo de Centeios", minutos antes de tentar o suicídio e da obra teria tirado inspiração para matar John. Outro fato curioso é que o atirador que tentou matar Ronald Reagan em 30 de abril de 1981, afirmou a mesma coisa, ou seja, que teria tirado do livro a inspiração para matar o presidente Reagan, não obstante, o assassino de Rebecca Schaeffer, Roberto John Bardo, carregava consigo o livro quando a matou. No filme "Teoria da Conspiração ", Mel Gibson faz o papel de um motorista de táxi psicótico, que acha que todos estão contra ele, ele possui uma compulsão, comprar diariamente um mesmo livro, "o Apanhador no Campo de Centeio", em sua casa existem milhares de exemplares dessa obra.
  • A banda punk-rock californiana Green Day gravou em 1992, no seu segundo álbum intitulado Kerplunk! a música Who Wrote Holden Caulfield?, baseada no livro. O vocalista, guitarrista e compositor Billie Joe Armstrong compôs a letra baseada no livro pois para ele, Holden Caulfield, o personagem principal, era como ele, um cara rebelde, largado e "invisível". Billie teve que ler esse livro durante o colegial, mas acabou não lendo. Tempos depois, ele resolveu ler e acabou tornando um dos seus livros favoritos.
  • O desenho South Park teve o episódio "A Historia de Scrootie Sodomita" baseado na obra.
  • O CD Chinese Democracy (2008) do Guns N' Roses possui uma faixa entitulada "Catcher In The Rye".

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]