Thema da Longobardia

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Mapa da região por volta do ano 1000.

Longobardia (em grego: Λογγοβαρδία) é a denominação bizantina utilizada para descrever os territórios controlados pelos lombardos na península Itálica. Nos séculos IX e X, foi também o nome do thema (província civil-militar) mais conhecido como Thema Longobardo localizado no sudeste da península.

História[editar | editar código-fonte]

O termo foi tradicionalmente utilizado para as possessões lombardas, com o cronista Teófanes, o Confessor, fazendo a distinção entre a "Grande Longobardia" (em grego: Μεγάλη Λογγοβαρδία; em latim: Longobardia major), o Reino Lombardo no norte da Itália, e a "Lombardia Menor" (em latim: Longobardia minor), que abrangia o sudeste da Itália - os ducados lombardos de Espoleto, Salerno e Cápua -, as possessões bizantinas e as cidades-estado da região (Nápoles, Gaeta e Amalfi), que estavam sob a suserania bizantina[1] [2] .

No seu sentido mais estrito e técnico, o termo faz referência ao thema bizantino que abrangia a moderna região italiana da Apúlia e partes de Basilicata, com Bari como capital. Sua origem exata e sua evolução não ficam claras nas fontes. Sua fundação, talvez como uma divisão subordinada (turma) do Thema de Cefalênia data de por volta de 876, quando Bari foi recuperada pelos bizantinos, que utilizaram a cidade como base para re-estabelecer seu controle sobre a Itália meridional, que havia sido perdida nos séculos anteriores para os árabes e os lombardos[3] . No final do século IX, parece que o thema era administrado de forma conjunta com outros themata europeus do Império Bizantino[4] : em 891, o primeiro estratego de Longobardia, Simbático, era também governador dos themata Macedônio, Trácio e Cefalênio[5] . Um estratego exclusivo só aparece a partir de 911[4] . Em 938 e 956, o thema aparece também unido ao Thema Calabrês, embora a duração deste arranjo não seja conhecida. De qualquer forma, após circa 965, os dois themata foram permanentemente unidos no novo Catapanato da Itália, com sede em Bari[2] [4] .

Referências

  1. Kazhdan 1991, pp. 1249–1250.
  2. a b Pertusi 1952, p. 181
  3. Kazhdan 1991, pp. 256, 1250.
  4. a b c Kazhdan 1991, p. 1250.
  5. Pertusi 1952, p. 180

Bibliografia[editar | editar código-fonte]