Thin White Duke
The Thin White Duke ("Duque Magro e Branco", em português) foi a grande última persona musical de David Bowie, associada principalmente ao seu álbum Station to Station, de 1976, e o nome desta personagem é referido na faixa com o mesmo título do álbum. À primeira vista, o "Duke" parecia mais "normal" do que as anteriores encarnações de Bowie, pois usava um vestuário estilizado de cabaret, mas as quantidades massivas de cocaína que a estrela de rock consumia durante aquele período tornaram a sua personalidade, ou pelo menos a personalidade que ele exibiu durante entrevistas, mais perturbante do que alguma vez havia sido. Nesta altura disse que vivia de "malaguetas, cocaína e leite"1 .
Impecavelmente vestido com uma camisa branca, calças pretas e colete, o "Duke" era um homem vazio que cantava canções de amor com uma intensidade desesperada, enquanto nada sentia, "gelo mascarado de fogo".2 A personagem tem sido descrita como "um aristocrata demente"3 , "um zombie amoral" 4 e "um super-homem ariano sem emoção".5 Para o próprio Bowie, o "Duke" era "de facto uma personagem desagradável"6 , e mais tarde, "um ogre, para mim".7
Como o seu vício tinha corroído a sua saúde física e mental, Bowie decidiu mudar-se de Los Angeles para Paris e, depois, para Berlim Ocidental, onde começou a gravar a inovadora Trilogia de Berlim (Low, Heroes e Lodger), com Brian Eno.
Esta personagem inspirou grandemente David Sylvian na criação do seu estilo nos tempos de Japan.
Referências [editar]
- ↑ "David Buckley (1999). Strange Fascination - David Bowie: The Definitive Story: pp.258-275"
- ↑ a b Carr & Murray (1981): pp. 78–80.
- ↑ a b Carr & Murray (1981): pp. 78–80.
- ↑ Buckley (2000): p. 258.
- ↑ Pegg (2004): pp. 297–300.
- ↑ Wilcken (2005): p. 24.
- ↑ Timothy White (February 1978) - Article in Crawdaddy: Turn and face the strange