Vila dos Quintili

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Ruinas da Villa dos Quintili.
A Vénus de Braschi, da Villa dos Quintilii (Gliptoteca de Munique).

A Villa dos Quintili (em italiano: Villa dei Quintili) é uma antiga vila romana junto ao quinto marco ao longo da Via Ápia fora das fornteiras tradicionais de Roma,[1] Itália. Foi construída pelos irmãos Sextus Quintilius Maximus e Sextus Quintilius Condianus (consules em 151 d.C.)durante o século II.[2]

Quando foram descobertas, e dada a sua extensão, foi designada por Roma Vecchia ("Roma Velha") pelos habitantes locais, pois ocupava uma grande área e parecia ter sido mais do que uma pequena cidade.[3] O centro da vila foi construído no tempo de Adriano e incluía umas extensas termas alimentadas pelo seu próprio aqueduto e, menos usual, um hipódromo, datado do século IV quando a vila pertencia ao Império: o imperador Cómodo cobiçou a vila de tal forma que mandou executar os seus proprietários em 182 e confiscou-a para si próprio.

Em 1776, Gavin Hamilton, pintor e coleccionador de antiguidades romanas, efectuou escavações em certos locais da Villa dos Quintilii, ainda designada por "Roma Vecchia", e as esculturas que ele descobriu revelaram a natureza imperial do local.[4] Ali, Hamilton encontrou cinco esculturas em mármore, incluindo "Um Adónis a dormir",[5] que vendeu a Charles Townley e que foi para p Museu Britânico, e "Uma Bacante com um tigre", incluída numa lista como tendo sido vendida a Charles Francis Greville.[6] O maior relevo em mármore de Esculápio encontrada no local foi entregue por Hamilton ao Conde de Shelburne, mais tarde Marquês de Lansdowne, na Lansdowne House, Londres.[7] A "Braschi Venus" foi adquirida pelo sobrinho do Papa Pio VI, Luigi Braschi Onesti.

Actualmente (2011), o local da vila tem um museu[8] com esculturas e outros artefactos em mármore. O ninfeu, a parede do tepidário e os banhos podem também ser visitados.

Vista da vila por Luigi Rossini, Viaggio pittoresco da Roma a Napoli, 1839

Referências

  1. A vila fica no Parco Regionale dell'Appia Antica.
  2. Monografia de A. Ricci, Le villa dei Quintilii (Rome 1998).
  3. Robert Piperno, "Villa dos Quintilii"; Touring Club Italiano, Roma e dintorni 1965:401. Os guias de Charlotte Eaton informaram-na que estes eram "os restos de uma pequena cidade romana, cujo nome era desconhecido" embora ela tivesse conhecimento de que "não tinham sido descobertos ruínas de templos ou teatros". (Eaton, Rome in the Nineteenth Century,vol. II London, 1820, pp 211ff.).
  4. Citação de Cornelius Vermeule em Graeco-Roman Statues: Purpose and Setting - II: Literary and Archaeological Evidence for the Display and Grouping of Graeco-Roman Sculpture, Burlington Magazine 110 Nº 788 (Novembro 1968:607-613) p. 612.
  5. "Endymion a dormir no Monte Latmos, de acordo com Vermeule.
  6. O "Adónis" e a "Bacante" aparecem numa lista de "Mármores antigos decobertos pelo Sr. Gavin Hamilton em várias Ruínas perto de Roma desde 1769", anexada a um volume de transcrições da correspondência, publicado por G. J. Hamilton e A. H. Smith, "Gavin Hamilton's Letters to Charles Townley" The Journal of Hellenic Studies 21 (1901:306-321); a "Bacante" de Townley no the Museu Britânico é "apenas uma mulher vestida, com uns cachos de uvas na mão esquerda e uma pantera por baixo dos membros inferiores", de acordo com Vermeule; foi designada por "Libera" e "descoberta pelo Sr. Gavin Hamilton, em Roma Vecchia", in Charles Knight, Guide cards to the antiquities in the British Museum 1840.
  7. Vermeule 1968:612, citando A.H. Smith, no Journal of Hellenic Studies 21' (1901:316). Smith identificou o local como a Domus Quintiliana em The Lansdowne Marbles 1889. (Vermeule, ibid., nota 14).
  8. Organizado por Paola Brandizzi Vittucci, La collezione archeologica nel Casale di Roma Vecchia (Rome) 1982.