Ánxel Casal

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Ánxel Casal
Nascimento Ánxel Casal Gosenxe
17 de dezembro de 1895
Betanzos, Galiza
Morte 19 de agosto de 1935 (39 anos)
Teo, Galiza
Nacionalidade Flag of Spain.svg Espanha
Cônjuge María Miramontes
Ocupação Editor, Político

Ánxel Casal Gosenxe (Betanzos, 17 de dezembro de 1895Teo, 19 de agosto de 1936) foi um editor e político espanhol.

Trajetória[editar | editar código-fonte]

Em 1909, ele emigrou para Buenos Aires. Durante dois anos, se dedicou a vários negócios. Voltou para A Corunha e encontrou trabalho no consulado da França. Devido à incerteza econômica, ele emigrou novamente, desta vez para Bordéus, mas retornou alguns meses depois. Entre 1914 e 1917, prestou o serviço militar, do qual tinha boas lembranças. Ele se juntou à Irmandade de Fala da Corunha, colaborou no Conservatório de Arte Galega e foi o promotor e primeiro professor da Escola do ensino galego (galeguista e laica) das Irmandades, a primeira em língua galega.

Em 1920 casou-se com María Miramontes e, para sobreviver, abriram uma loja de tecidos. Em novembro de 1924, em colaboração com Leandro Carré Alvarellos, fundou o Editorial Lar[1]. A partir dessa iniciativa, foi possível fundar o Editorial Nós, em 1927. Desse editorial sairam importantes publicações, como A Nosa Terra e a Revista Nós. Em 1930, fundou o jornal republicano El Momento que, devido à falta de apoio, teve uma duração de 14 números e leva o editorial Nós a beira da falência.

Entrega às Cortes do Estatuto de Autonomia da Galiza de 1936. Comitê Central da Autonomia da Galiza. Presidente Ánxel Casal Gosenge, Prefeito de Santiago de Compostela.

Em agosto de 1931, tenta remontar a empresa, mudando-se a Santiago de Compostela. Sua atividade de livreiro e impressor é essencial para explicar o desenvolvimento do galego entre os jovens compostelanos. Com seu trabalho de impressão para os sindicatos e a esquerda republicana, ele ganhou o respeito de diversos grupos que, em 1935, fariam parte da Frente Popular. Lá, ele continuou a imprimir e colaborar em várias iniciativas republicanas, galegas e sindicalistas. Ele foi editor e impressor das revistas de vanguarda Claridad (1934) e Ser (1935).

Militante do Partido Galeguista desde a sua criação, e pertencente à Maçonaria, foi o prefeito de Santiago, eleito por maioria entre os membros da Comissão gestora, de fevereiro de 1936 até 9 de julho, a partir do qual todos os conselheiros da Galiza se demitiriam de seus cargos. Vice-presidente do governo da província da Corunha e do Comitê Executivo do Estatuto de Autonomia, desenvolveu uma atividade frenética para obter sua aprovação. Como prefeito, ele também promoveu a iniciativa de Álvaro de las Casas para formar a Associação dos Escritores da Galiza. Em 16 de julho, entregou nas Cortes o texto estatutário, aprovado em 28 de junho.

Após o golpe de estado[editar | editar código-fonte]

Quando conhece os novos golpistas, voltou a Compostela para tentar evitar o golpe. Reincorporado no dia 19, assume a Prefeitura, tentando organizar a resistência. Após o triunfo da revolta militar de 18 de julho, ele escapou para a paróquia de Vilantime em Arzúa. Foi preso no dia 4 de agosto, e assassinado no dia 19 de agosto[2]. Seu corpo foi encontrado ao lado de José Areosa Devesa em uma vala na estrada de Cacheiras, em Teo, marcada hoje com um pequeno monumento.

Reconhecimento Póstumo[editar | editar código-fonte]

Ánxel Casal está presente no romance de Manuel Rivas "O lapis do carpinteiro", como personagem secundário, sendo um dos prisioneiros de uma prisão compostelana. Além disso, foi proposto no ano de 2006 como candidato ao Dia das Letras Galegas, coincidindo com o Ano da Memoria Histórica, apesar da escolha ter recaído em Manuel Lugrís Freire.

Em março de 2008, a Biblioteca Pública de Santiago de Compostela foi batizada em sua homenagem[3].

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Placa no edificio da rúa Real da Coruña no que se fundou a Editorial Nós. 
Biblioteca pública Ánxel Casal en Santiago de Compostela. 
Tumba de Ánxel Casal no cemiterio de Santo Amaro da Coruña.[4] 
Retrato feito por Camilo Díaz Baliño cando estiveron no cárcere de Santiago. 

Referências

  1. «Ánxel Casal Gosende». www.galegos.info , artigo no site Galegos. Consultado em 4 de julho de 2013.
  2. «Ficha». vitimas.nomesevoces.net  no proxecto Nomes e Voces.
  3. «Portal da Biblioteca Pública de Santiago Ánxel Casal». rbgalicia.xunta.es 
  4. O cemiterio de Santo Amaro. Memoria de dous séculos. [S.l.]: Concello da Coruña, Fundación Emalcsa. 2012. ISBN 978-84-616-1077-8 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • "Casal Gosenxe, Ánxel". Diccionario enciclopédico galego universal 13. La Voz de Galicia. 2003-2004. p. 122-123. ISBN 84-7680-429-6.
  • "Casal Gosenxe, Ánxel". Dicionario biográfico de Galicia 1. Ir Indo Edicións. 2010-2011. p. 199.
  • "Casal Gosenxe, Ánxel". Diciopedia do século 21 1. Do Cumio, Galaxia e do Castro. 2006. p. 450.
  • "Casal Gosenxe, Ánxel". Enciclopedia Galega Universal. Ir Indo. 1999-2002. ISBN 84-7680-288-9.
  • "Casal Gosenxe, Ánxel". Gran Enciclopedia Galega Silverio Cañada (DVD). El Progreso. 2005. ISBN 84-87804-88-8.
  • Carballo, R. (1975) [1963]. "Casal Gosenje, Ángel". Historia da Literatura Galega Contemporánea. Galaxia. pp. 571, 621, 635. ISBN 84-7154-227-7.
  • Gómez, A.; Queixas, M. (2001). Historia xeral da literatura galega. A Nosa Terra. pp. 208, 237. ISBN 84-95350-79-3.
  • Mato, Alfonso (coord.) (2007). Ánxel Casal, un editor para un país Consello da Cultura Galega. ISBN 978-84-96530-47-8.

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

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