Victory Through Air Power

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Victory Through Air Power
A Vitória pela Força Aérea[1] (BRA)
 Estados Unidos
1943 •  cor •  65 min 
Direção Perce Pearce
Sequências animadas:
James Algar
Clyde Geronimi
Jack Kinney
Produção Walt Disney
Roteiro Direção da história:
Perce Pearce
Adaptação da história:

T. Hee
Erdman Penner
William Cottrell
James Brodero
George Stallings
Jose Rodriguez

Baseado em Victory Through Air Power, de Maj. Alexander P. Seversky
Elenco Alexander de Seversky
Gênero live-action e animação
Música Edward H. Plumb
Paul J. Smith
Oliver Wallace
Cinematografia Ray Rennahan
Edição Jack Dennis
Companhia(s) produtora(s) Walt Disney Productions
Distribuição United Artists
Idioma inglês

Victory Through Air Power é um filme que mistura live-action e animação, baseado no livro Victory Through Air Power de Alexander P. de Seversky, de 1942, que pediu para o governo americano mais recursos na aviação para a guerra. Edward H. Plumb, Paul J. Smith e Oliver Wallace foram nomeados ao Oscar de melhor trilha sonora original. [2]

Produção[editar | editar código-fonte]

Walt Disney leu o livro de Seversky, e sentiu que sua mensagem era tão importante que ele, pessoalmente, financiou a produção de Vitória pela Força Aérea. O filme foi criado principalmente para expressar as teorias de Seversky para o governo e público. Richard Schickel, crítico de cinema, disse que a Disney "realizou o filme com pressa, dado a necessidade de lança-lo logo, deixando de lado suas ressalvas com a técnica limitada de animação." Não foi até 1945, que a Disney foi capaz de pagar seu déficit pelo filme de 1,2 milhões de dólares.

Recepção[editar | editar código-fonte]

Em 11 de julho de 1943, o New York Times dedicou meia página para Victory Through Air Power, através de imagens das cenas do filme com legendas. Este foi possivelmente a primeira vez que tal uso de descrição visual tinha sido colocada a serviço de um argumento político: "Uma coisa é ouvir alguém dizer que é contra os bombardeiros modernos, ou "aviões de combate", neste caso, cheios de armamento ... lutadores monolugares vão acha-lo inútil, pois suas armas não são manobráveis, elas são fixas e só podem disparar para a frente. Outra coisa é ter esta acompanhada de animações vívidas de soldados com suásticas, disputando a posição e sendo derrubados por com animadas explosões de fogo a partir de um bombardeiro cuja armas são sempre em posição de tiro."

Schickel cita o crítico de cinema James Agee na esperança de que:

"Seversky e Walt Disney sabem o que estão falando, porque eu suspeito que uma enorme quantidade de pessoas que vêem Victory Through Air Power vão pensar que eles sabem ... Eu tinha a sensação de que eu estava sendo bombardeado com altas pressões, não empolgantes, e estou desconcertado com a facilidade com que essa auto-confiança, sobre assuntos de tal importância, pode ressoar em todo o país, sem questionamento."

Impacto[editar | editar código-fonte]

Em 8 de dezembro de 1941, os estúdios Disney foram essencialmente convertido em uma máquina de propaganda para o governo dos Estados Unidos. Enquanto a maioria dos filmes da Segunda Guerra Mundial foram criados para fins de treinamento, filmes como A Vitória Pela Força Aérea foram criados para chamar a atenção do governo e para construir a moral pública, entre os Estados Unidos e seus aliados. Entre os notáveis que depois de verem o filme da Disney, apoiam a teoria de Seversky é Winston Churchill e Franklin D. Roosevelt. [3] [4]

O estúdio da Disney enviou uma cópia para eles quando estes estiveram participando da Conferência em Quebec. De acordo com Leonard Maltin, "que mudou a maneira de Roosevelt de pensar, ele concordou que Seversky estava certo." Maltin também acrescenta que "foi só depois de Roosevelt viu Victory Through Air Power' que o nosso país assumiu o compromisso de longo de bombardeio ao longo alcance." [4] Roosevelt reconheceu que o filme era uma forma eficaz de ensinar e a Disney poderia ajudar Washington a fornecer informação de alta qualidade. O povo americano estavam se tornando unido e Disney foi capaz de informá-los sobre a situação, sem apresentar de maneira caótica a guerra, como desenhos animados costumam fazer. A animação era popular entre os soldados e foi mais querida que outros filmes documentários na época. [5]

O filme teve um papel significativo para a Disney Corporation, pois foi o verdadeiro começo de filmes educativos. Os filmes educativos seria, e ainda são, continuamente produzido e utilizado por militares, escolas, e trabalhadores. [3] A empresa aprendeu a comunicar eficazmente as suas ideias e produzir eficientemente os filmes, enquanto apresentava os personagens da Disney para milhões de pessoas em todo o mundo. Durante todo o resto da guerra, os personagens da Disney efetivamente atuou como embaixadores pelo mundo. Além de A Vitoria pela Força Aérea, a Disney produziu Donald Gets Drafted, Education for Death, Der Fuehrer's Face e vários filmes de treinamento para os militares, reutilizando a animação de Vitória pela Força Aéra em alguns deles. [6]

Uma cena mostrou uma bomba de foguete ficcional destruindo uma caneta-submarino alemã fortificada. De acordo com a anedota, isto inspirou os britânicos desenvolverem uma bomba de foguete real para atacar alvos que foram fortemente protegidos com concreto. Devido a sua origem, a arma ficou conhecido como o da Bomba Disney, teve uso limitado antes do fim da guerra.[7] Em retrospecto, as propostas de algumas propostas de Seversky eram ridicularizadas como impraticável, como operar um longa campanha de bombardeio aéreo em Aleutians, uma série de ilhas no oeste do Alasca, que é uma área remota com um clima que faz as condições de vôos perigosas. [8]

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Referências

  1. A Vitória pela Força Aérea no CinePlayers (Brasil)
  2. «Victory Through Air Power». Toonopedia. Consultado em 12 de Dezembro de 2014 
  3. a b «Disney goes to war» (em inglês). Sky Lighters 
  4. a b Gooch, John, ed. Airpower: Theory and Practice (Strategic Studies Series). London: Frank Cass and Co. Ltd., 1995. ISBN 978-0-7146-4657-2.
  5. Combs, James. Film Propaganda and American Politics: Analysis and Filmography. New York: Garland Publishing, 1994. ISBN 0-8153-1322-5.
  6. "Walt Disney Goes to War". Life magazine, August 1942, pp. 61–69.
  7. Spillman, Pat. 92nd Bomb Group (H): Fame's Favored Few. New York: Turner Publishing Company, 1997. ISBN 978-1-56311-241-6.
  8. Tillman, Barrett. Whirlwind: The Air War Against Japan 1942-1945. New York: Simon & Schuster, 2010. ISBN 978-1-4165-8440-7.
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