Abragão

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Portugal Portugal Abragão 
  Freguesia  
Abragão está localizado em: Portugal Continental
Abragão
Localização de Abragão em Portugal
Coordenadas 41° 09' 29" N 8° 13' 49" O
País Portugal Portugal
Concelho PNF.png Penafiel
Administração
 - Tipo Junta de freguesia
 - Presidente José Manuel Ferreira de Sousa (PPD/PSD.CDS-PP)
Área
 - Total 8,87 km²
População (2011)
 - Total 2 341
    • Densidade 263,9 hab./km²
Código postal 4560 ABRAGÃO-PENAFIEL
Orago S. Pedro
Sítio http://www.abragao.pt

Abragão, também grafada Abregão,[1] é uma freguesia portuguesa do concelho de Penafiel, com 1,87 km² de área e 2 341 habitantes (2011). A sua densidade populacional é 263,9 hab./km². Foi elevada a vila em 12 de Julho de 2001.

Na economia de Abragão assumem particular relevo a extracção e transformação de granitos e a agricultura, sendo a primeira a mais importante da vila.

Em Abragão celebra-se a Festa da Nossa Senhora da Saúde (Abragão), todos os anos, no primeiro fim de semana de Setembro. Celebra-se também todos os anos, no dia 1 de Julho a Festa de S. Pedro de Abragão. Antes disso, existe um evento chamado Maio Àbrir, no último fim de semana de Maio, ou nos 2 últimos, que já contou com a presença de grandes nomes da comédia nacional como Fernando Rocha e Quim Roscas e Zeca Estacionâncio.

População[editar | editar código-fonte]

População da freguesia de Abragão [2]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 080 1 247 1 296 1 382 1 433 1 376 1 562 1 692 2 051 2 207 2 156 2 489 2 547 2 527 2 341
Distribuição da População por Grupos Etários
Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos
2001 546 483 1 227 271 21,6% 19,1% 48,6% 10,7%
2011 477 298 1 235 331 20,4% 12,7% 52,8% 14,1%

Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4%

Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0%

História da Igreja Matriz[editar | editar código-fonte]

Apesar de bastante transformada pelas obras seiscentistas e setecentistas, a igreja paroquial de Abragão é um monumento importante para a caracterização do Românico do Douro Litoral "do segundo quartel do século XIII", e para as relações estilísticas entre as muitas construções vizinhas das bacias dos rios Sousa e Tâmega. As suas origens são, todavia, anteriores, recuando à primeira metade do século XII (1145), data em que se menciona já a igreja.

Os elementos mais antigos que hoje se conservam são do século XIII, época em que o primitivo templo foi objecto de grandes obras. Por volta de 1200, e por patrocínio de D. Mafalda, filha de D. Sancho I, ter-se-á reformado integralmente o edifício, campanha que se prolongou até, pelo menos, os meados da centúria.

É precisamente desse meio de século que data a capela-mor, compartimento de planta rectangular organizado em dois tramos, cuja marcação exterior é feita por contrafortes de escadaria que lembram os mais antigos utilizados em São Pedro de Rates, sintoma de um possível ressurgimento de formas originais numa altura de clara decadência do estilo românico. Executada com aparelho de grande qualidade e de gigantescas proporções, a capela é totalmente rodeada, a meia altura, por um friso de "aspecto cordiforme invertido (…) em enrolamento contínuo", "em tudo semelhante ao de Paço de Sousa", e é limitada superiormente por uma cachorrada de modilhões de perfil quadrangular e lisos, à excepção de um que apresenta uma muito desgastada figuração humana.

Interiormente, os dois tramos da capela-mor são cobertos por abóbada de berço quebrado que descarrega, ao centro, sobre colunas parcialmente embebidas. O arco triunfal é já levemente apontado e a decoração concentra-se nos seus capitéis, sendo o do lado Norte composto por quatro aves afrontadas de pescoços entrelaçados, e o do lado Sul por dois bustos humanos que parecem suportar o peso da estrutura do templo, estes últimos muito próximo plasticamente a um capitel do portal Sul da igreja de Santiago de Antas, em Famalicão. Sobre o arco triunfal, abre-se uma pequena rosácea, cujo preenchimento é feito por uma gelosia pétrea em forma de estrela de cinco pontas.

Em 1668, "por padecer ruína", a igreja foi parcialmente reconstruída, substituindo-se a nave românica pela actual. O promotor destas obras foi o abade D. Ambrósio Vaz Goliaz, que se fez sepultar no interior da igreja, junto à fachada principal, em túmulo de granito com jacente, sobrepujado por ampla legenda epigráfica, comemorativa da reforma. O projecto seiscentista dotou o templo de uma nave relativamente ampla, com entrada lateral e capela baptismal quadrangular, ambas a Norte. Grandes janelões rectangulares, abertos nos alçados lateral e principal, iluminam o interior, onde se destacam o coro-alto, de varandim de ferro, e o púlpito, adossado à fachada lateral Sul.

Datam do século XVIII as principais obras de talha dourada do interior, em particular o retábulo-mor, joanino, de estrutura tripartida delimitada por colunas pseudo-salomónicas. Em 1820, construiu-se a torre sineira, de secção quadrangular, que se adossa ao lado Sul da fachada principal e cujo figurino repete o modelo de torre sineira barroca.

Passando ao lado dos grandes restauros medievalizantes dos meados do século XX, a igreja de São Pedro de Abragão conserva os principais elementos da sua história, em particular as marcas das duas épocas distintas que a compõem. No interior do Douro Litoral, e já inserida em núcleos de povoamento mais tardios, a sua capela-mor é bem um testemunho das vias estilísticas decadentes do Românico, mas também das muitas reminiscências que este estilo deixou pela arquitectura religiosa nortenha do século XIII.

Património[editar | editar código-fonte]

Referências


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