Rio de Moinhos (Penafiel)

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 Portugal Rio de Moinhos  
—  Freguesia  —
Brasão de armas de Rio de Moinhos
Brasão de armas
Rio de Moinhos está localizado em: Portugal Continental
Rio de Moinhos
Localização de Rio de Moinhos em Portugal
Coordenadas 40° 55' N 8° 16' O
País  Portugal
Concelho PNF.png Penafiel
Administração
 - Tipo Junta de freguesia
 - Presidente Henrique Manuel Azevedo Martins (CDS-PP.PPD/PSD)
Área
 - Total 7,56 km²
População (2011)
 - Total 2 886
    • Densidade 381,7 hab./km²
Gentílico: riodemoinhense
Código postal 4575 Entre os rios
Orago São Martinho de Tours
Sítio http://www.riodemoinhos.freguesias.pt

Rio de Moinhos é uma freguesia portuguesa do concelho de Penafiel, com 7,56 km² de área e 2 886 habitantes (2011). A sua densidade populacional é 381,7 hab./km². Situado na margem direita do Rio Tâmega, a uns dois mil metros da confluência deste com o rio Douro.

O cartão de visita de Rio de Moinhos é por excelência o Centro Histórico - Largo do Carvalhal - pela beleza e centralidade, que deslumbra os visitantes e orgulha os riodemoinhenses.

Bandeira de Rio de Moinhos

Rio de Moinhos é constituído por 44 “lugares”: Agrela, Avessadas, Barco do Souto, Cans, Cavadas, Codes, Conca, Corcumelos, Covelas, Cruz, Devesinhas, Eira, Estremadouro, Figueiredo, Forno de Baixo, Forno de Cima, Grade, Jugueiros, Juncosa, Lamelas, Loureda, Novelhos, Oleiros, Outeiro, Paço, Penedo da Pena, Pousadouro, Quebrada, Quintã, Quintela, Rande, Redondo, Regadas, Ribeira, Ribeira de Além, Ribeirinha, Ribeiro, Senhor dos Remédios, Sobreira, Souto, Torre, Vale de Nogueira, Vales, Vista Alegre.

Em termos agrícolas, a freguesia produz um pouco de tudo mas quase sempre para consumo próprio dos produtores. Exceptuando a vinha e algumas searas de milho, toda a terra é minifundiária.

O desenvolvimento das indústrias graníticas, seguido da industria da construção civil, o surgimento das confecções, a actividade comercial com algum relevo, o surgimento de prestadores de serviços qualificados graças ao elevado número de habilitados com cursos Técnicos e Cursos Universitários, e as divisas enviadas pelos emigrantes luxemburgueses, suíços e de outros em países do centro de Europa, possibilitaram a Rio de Moinhos passar de uma aldeia pobre uma vila cheia de vida e como a 5ª freguesia mais populosa do concelho de Penafiel.

Como a freguesia possui mais de 40 lugares, por uma questão de simplicidade convenciona-se dividir a freguesia em 4 "zonas": são elas Codes, Vista Alegre, Carvalhal e Agrela. São estas quatro (4) zonas que rivalizam saudavelmente entre si durante as organizações das festas, tornando-as famosas pela sua espectacularidade, principalmente a festa anual em honra do Senhor dos Remédios, Corso carnavalesco e outros eventos culturais.

Demografia[editar | editar código-fonte]

População da freguesia de Rio de Moinhos [1]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 141 1 238 1 297 1 349 1 400 1 361 1 486 1 889 1 833 1 978 2 434 2 548 2 719 2 977 2 886
Distribuição da População por Grupos Etários
Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos
2001 682 487 1 472 336 22,9% 16,4% 49,4% 11,3%
2011 508 436 1 576 366 17,6% 15,1% 54,6% 12,7%

Média do País no censo de 2001: 0/14 Anos-16,0%; 15/24 Anos-14,3%; 25/64 Anos-53,4%; 65 e mais Anos-16,4%

Média do País no censo de 2011: 0/14 Anos-14,9%; 15/24 Anos-10,9%; 25/64 Anos-55,2%; 65 e mais Anos-19,0%

História[editar | editar código-fonte]

Rio de Moinhos é habitado desde tempos remotos, como atesta o castro junto ao Senhor dos Remédios e que data do Neolítico. A freguesia foi ocupada pelos Romanos, que não muito longe daqui nas actuais Termas de São Vicente, edificaram também eles uma estância termal de que ainda hoje existem vestígios. No século V vieram Suevos e Visigodos e no século VIII dá-se a invasão muçulmana. Desta última invasão subsistem ainda inúmeras lendas de moiras encantadas, como a da moira do Penedo da Pena (lugar da freguesia onde existe um enorme penedo, que segundo a lenda escondia debaixo de si uma bela moira encantada). Com a Reconquista, Rio de Moinhos torna-se parte do território da Anégia, que compreendia o vale do Sousa e algumas terras circundantes. Formam-se as primeiras igrejas e capelas que ainda hoje resistem ao tempo, como nas freguesias vizinhas de Boelhe e Cabeça Santa. Em Alpendurada, na margem esquerda do Tâmega nasce um mosteiro beneditino, assim como em Cete e Paço de Sousa. Estes, a par com o mosteiro de Arouca, tornam-se pioneiros no estabelecimento humano na Anégia. Recebem terras dos reis de Leão, que desbravam e tornam cultiváveis. Fazem-no com a ajuda dos camponeses que aqui se fixam. Para além do cultivo da terra, os mosteiros também aproveitam as riquezas que o rio Tâmega proporciona, como por exemplo a lampreia. É por esta altura que também são construídos os primeiros moinhos de água na freguesia, quer no rio Tâmega quer no ribeiro que passa pela freguesia, o Ribeiro de Perosinho ( Ribeira das Lajes). A importância dos moinhos era tão grande aqui que no século X já existia a referência a São Martinho de Molinos para indicar um lugar que se pensa tratar do actual lugar do Ribeiro ou Figueiredo.

Pelos registos Paroquiais de 1758,  existiam em Rio de Moinhos 262 fogos e 930 habitantes (sendo 709 pessoas maiores e 221 pessoas menores), 15 lugares (aldeias) e Cinquenta e Seis (56) moinhos. Tinha como principal actividade económica a agricultura sobretudo Azeite. In. Arquivo Municipal de Penafiel.

Criação da Paróquia: A Paróquia de Rio de Moinhos foi criada em 1097 com o nome de São Martinho de Molinos. Como se verifica, é anterior à nacionalidade. A Paróquia tem 921 anos de existência.

À medida que as terras se vão tornando férteis surgem as primeiras quintas. Quintas como a de Juncosa, Covelas, Figueira têm origens medievais. De resto a freguesia sempre viveu em função dessas quintas. Talvez isso explique o facto de apenas no século XVIII ter sido construída a sua Igreja Matriz (Verifica-se que a Igreja Matriz foi construída em três fases, sendo a primeira o Edifício Principal e mais tarde e em datas diferentes o edifico da actual Sacristia e apoio à igreja e à comunidade, e um espaço onde funcionou até 2015 a Capela Mortuária. Essas datas estão gravadas nas Vergas "cimeiras" das portas). Até à construção da Igreja Matriz as pessoas iam à missa nas capelas que existiam nas quintas, pelo que só muito mais tarde houve a necessidade de criar uma igreja paroquial.

Nos finais do século XIX, início do século XX, nasceu a capela do Senhor dos Remédios, situada no alto com o mesmo nome. Esta de resto passou a ser a imagem mais famosa da freguesia, devido quer à beleza do local, quer à paisagem magnífica que se tem do Miradouro circundante. Desde o Marão, Montemuro e todas as serranias circundantes ao Douro são visíveis da sua janela. A procissão de velas em honra ao Senhor dos Remédios, que ocorre todos os anos no 2º Sábado de Julho, é visível a dezenas de quilómetros de distância.

Foi também no início do século XX, finais do XIX, que se desenvolveu a maior indústria de Rio de Moinhos: a exploração do granito. Existente em grande quantidade um pouco por todo o concelho de Penafiel, em especial no monte da Soalheira na freguesia vizinha de Perozelo, o granito foi sempre usado como matéria-prima pelas populações locais. Talvez devido ao fomento da construção civil um pouco por todo o Portugal, a exploração do granito tornou-se numa indústria que aos poucos foi absorvendo toda a mão-de-obra existente em Rio de Moinhos. O pedreiro tornou-se, depois dos moinhos do tempo da Reconquista, no novo símbolo da freguesia.

Já faz parte da história da Vila de Rio de Moinhos a realização de duas (2) feiras mensais, aos dia 4 e 16 de cada mês, que é alterado quando este dia recai no dia de Domingo ou feriado móvel.

Evolução Demográfica de Rio de Moinhos: Em 1758 existiam 930 habitantes (registos paroquiais); Em 1930 existiam 1486 habitantes. Em 2011 (Censos) foram registados 2886 habitantes. O maior número de habitantes foi registado em 2001 (2977 habitantes). Em 81 anos do século XX inicio do XXI (1930-2011) quase duplicou o número de habitantes. Enquanto que em 172 anos (1758-1930), cresceu apenas 556 habitantes, passando de 930 para 1486 habitantes.

Brasão de Armas de Rio de Moinhos: Escudo de azul, pala ondeada de prata, entre duas rodas de moinho de ouro, realçadas de negro; brocante em chefe, pico (martelo) de prata, encabado de negro e posto em faixa. Coroa mural de quatro torres de prata. Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: “ RIO DE MOINHOS - PENAFIEL ”.

A letra do Hino de Rio de Moinhos é da autoria da Maria Josefina Merino, a música e harmonização foi criadada pelo Moisés Araújo e Manuel João Moura, tendo sido elaborado um arranjo instrumental para Banda Filarmónica, por Adão Augusto Monteiro.

Hino:

Terra de muita labuta,

que amamos e queremos,

é como mãe carinhosa,

a quem nunca nós esquecemos.

Moinhos do nosso rio,

só na memória perduram,

os do Ribeiro porém

a tradição asseguram.

Refrão:

Rio de Moinhos, terra linda,

seu encanto não tem rival.

Tem no alto a capelinha,

p’ra nos proteger do mal.

Ao fundo corre tão garboso,

o Tâmega tão sedutor,

sereno e misterioso,

consciente do seu valor

É também berço da pedra,

riqueza com muita dor,

que engrandece Portugal,

esta nossa terra de labor.

Percorremos mundo inteiro,

à procura de bem estar,

mas logo que ele aparece,

nossa ambição é voltar.

Refrão

Rio de Moinhos nos últimos anos[editar | editar código-fonte]

RDM (1).jpg

A Vila de Rio de Moinhos conheceu nos anos 60 a sangria das emigrações, em direcção à França, Alemanha mas principalmente ao Luxemburgo, onde ainda hoje existe uma forte comunidade riodemoinhense. A guerra do Ultramar não ceifou nenhuma vida de Rio de Moinhos, coisa que a população atribui à intervenção divina de São Martinho. Desde essa altura que é costume os rapazes (agora também com a colaboração das raparigas) em idade de tropa (20 anos) organizarem eles próprios a festa do santo padroeiro.

O surgimento da barragem do Tâmega, já nos anos 80, possibilitou à freguesia crescer em direcção ao Rio Tâmega, usando uma estrada nova construída para acesso à barragem. Em detrimento a freguesia perdeu algumas quintas que ficaram irremediavelmente submersas nas águas. A subida a vila a 20 de Junho de 1991 premiou o crescimento de Rio de Moinhos.

O desenvolvimento das indústrias graníticas, a industria da construção civil, o surgimento de confecções, a actividade comercial com algum relevo, o surgimento de prestadores de serviços qualificados graças ao elevado número de habilitados com cursos Técnicos e Cursos Universitários; e as divisas enviadas pelos emigrantes luxemburgueses, suíços e outros em países do centro de Europa, possibilitaram a Rio de Moinhos passar de uma aldeia pobre e esquecida a uma vila cheia de vida e como a 5ª freguesia mais populosa do concelho de Penafiel. No entanto e ainda na sequência deste posicionamento populacional referido, é importante referir que com a reorganização administrativa e seguindo as tendências demográficas atuais Rio de Moinhos deverá perder esta posição para freguesias com crescimento demográfico positivo. Foi já ultrapassada pela freguesia de Guilhufe e Urrô, Termas de S. Vicente e mantendo a tendência atual será também por Lagares e Figueira. Nenhuma das anteriores possuí, no entanto, estatuto de Vila. Não obstante Rio de Moinhos mantém-se como lugar de referência nesta zona do concelho.

A Escola Básica de Rio de Moinhos integra a escola de ensino Básico e ensino pré-primário, bem dimensionado e de excelente localização - Bem no centro da freguesia - que promove a plena integração dos alunos no ensino, aprendizagem e inserção sócio-cultural. Apraz informar ainda, que a Junta de Freguesia (JF) da Vila de Rio de Moinhos, tem proporcionado serviços de bem-estar, conforto e mobilidade aos alunos, em que para além de refeições e apoio social; também disponibiliza, enquanto possível, transporte para os alunos que se inscrevam, através de um autocarro e mini-bus. Todos estes serviço contribuem para as melhores realizações dos adultos, pais e outros encarregados de educação, dando-lhes tempo e segurança, para as suas ocupações profissionais ou outras, contribuindo para melhor qualidade de vida do riodemoinhenses. No ano de 2017 sofreu uma profunda remodelação, onde se salienta a substituição do telhado (fibrocimento), revestimento das paredes em capoto, substituição de toda a caixilharia para vidro duplo, criação de um novo parque infantil, cobertura entre a entrada e o edifício, embelezamento e ajardinamento das áreas exteriores, pintura e renovação das paredes interiores e criação de um novo recinto desportivo para a prática de várias modalidades.

ADRM- Associação para o Desenvolvimento de Rio de Moinhos, IPSS, para apoio diurno aos idosos da freguesia, quer nas instalações da ADRM (Centro de Dia e ATL), quer em apoio domiciliário (SAD). Foi uma aposta ganha e presta um serviço relevante à sociedade riodemoinhense. Está lançada uma iniciativa para a Construção de um Lar para idosos, nas proximidades do actual edifício da ADRM. Possui, ainda, uma Creche, situada nas proximidades do Centro de dia (ADRM), onde acolhe crianças com todo o profissionalismo e afeto, para que os pais possam labutar no dia-a-dia.

Religião[editar | editar código-fonte]

Como a maior parte das freguesias do norte de Portugal, também em Rio de Moinhos se confunde a paróquia com a própria freguesia. Aqui a religião católica assume uma predominância absoluta sobre qualquer outro credo. O Pároco, tal como o Presidente da Junta de Freguesia, é uma referência da vila.

Construção da Igreja Matriz de Rio de Moinhos: Foi construída no século XVIII (Verifica-se que a Igreja Matriz foi construída em três fases, sendo a primeira o Edifício Principal e mais tarde e em datas diferentes o edifico da actual Sacristia e apoio à igreja e à comunidade, e um espaço onde funcionou até 2015 a Capela Mortuária. Essas datas estão gravadas nos ombrais das portas). Até à construção da Igreja Matriz as pessoas iam à missa nas capelas que existiam nas Quintas, pelo que só muito mais tarde houve a necessidade de criar uma igreja paroquial.

Pertencente à diocese do Porto, a paróquia de Rio de Moinhos tem como Orago maior São Martinho de Tours. É ao Santo Padroeiro da vila que está dedicada a Igreja Matriz. Em sua honra, durante o segundo fim de semana de Setembro é organizada uma festa que tem o seu ponto mais alto ao Domingo, com a realização de uma majestosa procissão que percorre vários lugares da freguesia.

Criação da Paróquia: A Paróquia de Rio de Moinhos foi criada em 1097 com o nome de São Martinho de Rio de Molinos. Como se verifica é anterior à nacionalidade. A Paróquia tem 921 anos de existência.

São Martinho permanece como Orago maior da paróquia já desde os tempos da Reconquista. Pelo menos a referência a "São Martinho de Rio Molinos" como um lugar da Anégia, já vem referido em textos do século XI. Como se viu na secção de História, a maior devoção ao santo padroeiro apareceu durante a guerra do Ultramar. Nessa altura tornou-se costume os rapazes em idade de tropa organizarem a festa de São Martinho. A fé dos riodemoinhenses atribui ao seu padroeiro o facto de nenhum filho da terra ter caído em África, em ação de guerra.

São Sebastião também é um dos Oragos da freguesia. A sua imagem é presença assídua nas procissões e a festa em honra de São Martinho também se estende a este santo. No entanto os riodemoinhenses sempre dispensaram mais atenções a São Martinho, pelo que São Sebastião permanece um pouco ausente do pensamento da terra.

Sem dúvida que dos Oragos Menores, o Senhor dos Remédios é o que desperta mais atenções e afectos às gentes da terra. Não há família de Rio de Moinhos que em qualquer momento da sua vida não tenha pedido a sua intervenção para acudir a algum mal. Ao Senhor dos Remédios é atribuído um sem-número de milagres e ajudas, o que explica que a sua festa seja das mais concorridas das redondezas. Celebrado ao segundo fim de semana de Julho, o Senhor dos Remédios tem no Sábado à noite o seu momento mais alto, com a procissão das velas. A procissão, que desce desde o alto do Senhor dos Remédios até ao Carvalhal, é visível a dezenas de quilómetros de distância. Nela participam gentes de todas as freguesias vizinhas que vêm agradecer e pagar as suas promessas ao Senhor. No Domingo de tarde realiza-se nova procissão, esta já não tão grande e espectacular como a anterior, mas igualmente bela. Tem anos em que é realizada sob um sol impiedoso de Verão, mas nem assim a fé de quem acredita no Senhor dos Remédios treme.

Construção da Capela do Sr. dos Remédios: Nos finais do século XIX, as gentes de Rio de Moinhos iniciaram a construção de uma capela em honra do Senhor dos Remédios, no alto que tem o mesmo nome. A capela ficou pronta já no século XX e é um dos postais de visita da freguesia, além de natural miradouro.

Convém realçar que na Vila de Rio de Moinhos se realizam sete (7) festas religiosas ao longo do ano, existindo outras actividades também de carácter religioso de acordo com orientação dos responsáveis da Paróquia (Pároco, Confrarias e grupos de apoio), normalmente muito participadas pelos riodemoinhenses

Mas nem só da organização de festas vive a paróquia de Rio de Moinhos. A necessidade da terra ter um espaço de convívio, de apoio à expressão cultural, lazer e socialização levou o Pároco Belmiro Matos a construir o Centro Paroquial de Rio de Moinhos, envolvendo toda a comunidade paroquial riodemoinhense, que com dádivas e muita mão-de-obra graciosa, ergueram a obra de que todos se orgulham. Aqui é digno realçar-se que o voluntarismo e a audácia, a honra e destemor, conjugado com a dureza do músculo e a doçura do coração, fazem parte do património genético dos riodemoinhenses, povo que sempre se habituou a deitar mãos à obra, a tomar a iniciativa e não esperar que outros o façam - revelando audácia, determinação e inconformismo. É nesse centro (vulgo Salão), que hoje tem o nome do pároco que teve essa visão e brilhante espírito de iniciativa e o mandou construir, que boa parte da vida social e recreativa riodemoinhense gira. É lá que funciona o Coro da Igreja, Aulas de catequese, encontros paroquiais de vária ordem, o grupo de teatro, o Rancho folclórico e outras actividades levadas a efeito por muitos outros grupos culturais, possuindo um anfiteatro com capacidade para algumas centenas de pessoas, frequentemente utilizado para espectáculos e encontros religiosos e sócio-culturais de superior dimensão.

Aqui será legitimo parafrasear o poeta (F.P): O Homem sonha . . a obra nasce. De facto, sempre que os riodemoinhenses sonharam, as obras nasceram.

Vida Social e Cultural Riodemoinhense[editar | editar código-fonte]

Rio de Moinhos sempre se distinguiu das freguesias vizinhas por possuir uma vida social e cultural dinâmica. Conta ainda hoje com uma Banda de Música centenária, a Banda Musical e Cultural da Vila de Rio de Moinhos; tem um clube de futebol que vai dando alegrias à terra, uma associação cultural - Centro Cultural e Recreativo de Rio de Moinhos, nascido em 1978 - que preserva o folclore tradicional e organiza peças de teatro em que os actores são pessoas da Vila. Rio de Moinhos detém ainda um elevado número de Grupos e Colectividades, tal como os columbófilos, Os Bombos, conhecidos por "Amigos de Cima"; Cantarias; Rodribina (Música sacra), escolas de música e de dança. Junte-se a isto o jornal mensal "O Moinho" escrito pelos jovens da terra (Grupo de Jovens de Rio de Moinhos).

Lista de colectividades formais de Rio de Moinhos: Banda Musical e Cultural de Rio de Moinhos; Sport Club de Rio de Moinhos; Sociedade Columbófila de Rio de Moinhos; Clube de Caçadores de Rio de Moinhos; Associação para o Desenvolvimento de Rio de Moinhos; Rodribina - Grupo Coral de Rio de Moinhos; Grupo de Bombos "Os Amigos de Cima"; Centro Cultural e Recreativo de Rio de Moinhos - Rancho Folclórico; Revela Desafios - Futsal e Dança; Cantarias; Rio M - Associação Cultural. Para além destes, destacam-se vários grupos paroquiais pelo seu dinamismo, nomeadamente, o Grupo de Jovens, o “Amigos do Teatro” - Grupo de Teatro, Jornal “O Moinhos”, entre outros

Existem ainda alguns grupos menos formais (informais) mas também de grande significado cultural, e grupos que se formam ad-hoc, mormente para festas e diversificados eventos de carácter social, cultural e de solidariedade.

O Associativismo é uma marca dos riodemoinhenses, está-lhes na sua genética, está-lhes no sangue e tem o futuro garantido. É apreciável o elevado número de adolescentes e jovens que já se envolvem nas actividades Sócio-culturais e desportivas da comunidade riodemoinhense.

Disto é exemplo a antiga Escola Primária, bem no centro da freguesia, transformada em Sede da Banda Musical e Cultaral de Rio de Moinhos e simultaneamente escola de música.

O empreendedorismo, capacidade criativa e iniciativa, de envolvência e vanguardismo, a par do espírito de solidariedade frequentemente expressado na ajuda ao próximo, fazem dos riodemoinhenses um povo de referência, uma comunidade inigualável, gente superior.

CARNAVAL riodemoinhense - Com inicio no ano 2000, o Carnaval riodemoinhense, por regra realiza o seu desfile (Corso) no dia de Carnaval, salvo pontuais excepções por razões climatéricas. A tarefa cabe às quatro zonas da freguesia, em que cada zona desfila com o seu tema. É já um evento imperdível e atrai muitos visitantes de muitas freguesias vizinhas, do Concelho de Penafiel, e de concelhos vizinhos. O sucesso deve-se à criatividade, ao voluntarismo, inovação, generosidade das pessoas, que custeiam as despesas organizam e ensaiam as suas danças e músicas para o Corso Carnavalesco. São artistas da terra, naturalmente amadores, mas graças ao esforço e dedicação conseguem desfilar com obras artísticas perfeitas, tal é o empenho.

Em 2006 organizou um evento que já vai para a 10ª edição: o encontro nacional de Rio de Moinhos, que junta todos os anos os habitantes dos vários Rio de Moinhos do país (Penafiel, Abrantes, Aljustrel, Arcos de Valdevez, Borba e Sátão). Devido ao facto deste evento juntar pessoas dos mais variados pontos do país, tornou-se num importante encontro das várias culturas regionais portuguesas.

A vida sócio-Cultural riodemoinhense está muito acima da média nacional. A Vila de Rio de Moinhos proporciona uma vida envolvente, por ser uma terra e um povo naturalmente acolhedora/afetuosa, integradora e entranhante.

Ninguém fica indiferente ao módus de viver, do sentir da sua terra, do orgulho de pertença, do apego genuíno e inabalável, ao pulsar e do ser do povo riodemoinhense. Como dizem muitos visitantes: Os riodemoinhenses são gente superior.

. . . .e Toda esta vivência dá a Rio de Moinhos um Estatuto Cultural acima da média nacional.

Desporto.[editar | editar código-fonte]

Em Rio de Moinhos o desporto é praticado já há muitos anos na forma de futebol. Também aqui a freguesia se destacou das outras do concelho de Penafiel. Chegou a ter duas equipas de futebol e uma delas atingiu a 3ª Divisão Nacional.

Emblema do SC Rio de Moinhos

Tudo começou nos finais dos anos 50, quando os jogos de amadores entre equipas das freguesias vizinhas levavam a população em peso ao campo da bola, nos Domingos à tarde. Por essa altura surgiu um clube de futebol com o nome da terra, que se limitava a disputar os campeonatos de amadores do distrito do Porto. Mais tarde, já nos anos 60, o clube teve como presidente o Sr. José Alves. A situação do clube não era famosa e José Alves deitou-lhe a mão, desenvolveu-o para tornar-se num dos clubes mais fortes da região. Nascia assim o clube de futebol "José Alves", cujo campo de futebol era já na freguesia de Cabeça Santa, mas continuava a ser o clube dos Riomoinheses. Este clube de futebol cresceu muito à sombra do seu presidente, um dos maiores industriais do granito. A acusação de que José Alves se apossara do clube transformando-o em sua propriedade e retirando-o aos Riomoinheses, levou a que várias pessoas da terra fundassem em 1974 o Sport Clube Rio de Moinhos. A freguesia teve assim durante alguns anos 2 clubes a competir. Apesar do fervor desportivo do novo clube, o antigo "José Alves" esteve sempre acima e já nos finais dos anos 70 quase subiu à 2ª Divisão nacional.

Estádio da Bela Vista

Nessa altura, vários factores obrigaram José Alves a extinguir o clube a que deu o nome. Desde a situação precária das suas empresas, passando pelo falhanço desportivo de não subir de divisão, acabando na parte negativa da freguesia ter 2 clubes de futebol, o que criava rivalidades que ultrapassavam por vezes a barreira do desporto e desaguavam em cenas de violência. No início dos anos 80 José Alves extinguiu o futebol sénior do seu clube e alguns anos depois foi a vez do próprio clube encerrar as portas de vez. Quanto ao SCRM, continuou no activo mas sem atingir as performances do "José Alves", limitando-se a jogar nos vários escalões distritais do Porto. Actualmente o SCRM está na Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto. O Atual complexo desportivo do SCRM, Estádio da Bela Vista, possui piso em relva sintética, proporcionando mais conforto aos praticantes de futebol dos vários escalões.

Rio de Moinhos, possui também um Pavilhão (Sentir Penafiel) para diversificadas actividades desportivas e culturais. Trata-se um Pavilhão Municipal de gestão integrada, servindo a comunidade concelhia. A disponibilidade de utilização, deste Pavilhão, é um factor de estimulo para os riodemoinhenses de todas as faixas etárias, amantes da saudável prática desportiva e actividades culturais.

Património[editar | editar código-fonte]

Rio de Moinhos possui várias quintas antigas, e casas de renome, como a Casa das Mouras; mas todas elas são particulares e não se encontram abertas ao público. Estão abertos ao público os seguintes monumentos:

Capela do Senhor dos Remédios
  • Capela do Senhor dos Remédios
  • Miradouro da Capela do Senhor dos Remédios
  • Igreja Matriz de Rio de Moinhos
  • Santuário de Nossa Senhora, no Largo Coração de Maria, na bifurcação da Avenida do Tâmega com a Avenida de Agrela,
  • Monumento - Memorial - às datas Históricas de Portugal - Largo do Carvalhal.
  • Largo do Carvalhal Centro Histórico - Cartão de visita da Vila, por excelência, que deslumbra os visitantes e orgulha os riodemoinhenses. É perceptível que muito da vida dos habitantes da Vila de Rio de Moinhos passa pelo Largo do Carvalhal.
  • Parque de Novelhos, onde ainda se podem encontrar os moinhos antigos da vila
  • Parque do Ribeiro, dos dois lados da Presa (Represa) da Ribeira das Lajes, no lugar do Ribeiro. Áreas de lazer e Parque de Merendas.
  • Barragem do Tâmega. Existe a Barragem no Rio Tâmega, na cavidade entre Rio de Moinhos - Penafiel, e Alpendurada e Matos - Marco de Canaveses, que proporciona algumas actividades desportivas e de lazer, para além da beleza do espelho de água.
  • Fabrico de Pão-de-Ló e Cavacas, como doces regionais.
  • Património Imaterial: Pode-se aqui inserir a Banda Musical e Cultural de Rio de Moinhos, centenária, e o grupo Coral Rodribina.
  • Gentilico - riodemoinhenses ou riomoinhenses.

Curiosidades de Rio de Moinhos[editar | editar código-fonte]

Como quase todas as localidades antigas do Norte de Portugal, Rio de Moinhos também guarda lendas e contos que a população foi mitificando ao longo dos tempos como a já falada lenda da Moura Encantada que, escondida num penedo, gemia cada vez que os homens batiam na pedra: assim nasceu o Penedo da Pena, que dá nome a um dos lugares da freguesia.

Famosa também é a lenda do Barão das Lages, senhor da quinta de Juncosa, que nos anos da Reconquista resolveu prender a sua mulher ao cavalo e a arrastou pela quinta até morrer. Diz-se que fez isso por ciúmes, pois suspeitava que a mulher o tivesse traído quando ele andava pelo sul a lutar contra os Infiéis. Reza a lenda que o fantasma do barão e da sua mulher ainda circulam pela quinta…

Outras histórias, de mulheres que lavavam a roupa de noite nos ribeiros, de animais que de noite andavam à solta pela freguesia, de um padre falecido que aparecia em cuecas, entre outros mitos igualmente fantásticos, remontam a uma época em que de noite não havia iluminação eléctrica e tudo parecia assustador. Mas dão óptimos contos para os avós contarem aos netos nas noites frias junto às lareiras.

Largo do Carvalhal Igualmente famoso em Rio de Moinhos é o Largo do Carvalhal, o local mais central da Vila. Apesar do nome que ainda subsiste, infelizmente do antigo carvalhal apenas resta uma carvalha plantada há poucos anos. Esta carvalha foi plantada no local onde uma outra, esta sim muito antiga, estava situada antes de ter sido fulminada por um raio, numa noite de trovoada. Os antigos ainda hoje recordam a "velha carvalha" como símbolo da terra.

O Cemitério da Vila de Rio de Moinhos. É um espaço emblemático da Vila, de quase glorificação dos ente-queridos, em que a superior beleza não deixa ninguém indiferente. É inquestionavelmente um espaço de culto, é o local onde estão reunidos os riodemoinhenses inesquecíveis, as memórias gloriosas - Como versa Camões n´ Os Lusíadas, Canto I, 2ª. Estrofe: " E Aqueles, que por obras valerosas; se vão da lei da morte libertando". Os riodemoinhenses ali reunidos (sepultados) que jamais serão esquecidos, não morrerão na memória deste povo. Visitar o Cemitério de Rio de Moinhos, como local de introspecção e espiritualidade, é já um ato social e simultaneamente de reconhecimento, gratidão e sempre inspirador.

A generosidade e reconhecimento do povo riodemoinhense vai muito para além desta vida. Sendo o cemitério um bom exemplo desta afirmação, tal é o carinho como é tratado, mesmo que se diga existir algum luxo. Mas é uma atitude livre, desprendida e no respeito pelos mais nobres códigos de honra.

De igual modo se expõe o requinte do Adro da Igreja Paroquial e o Adro da Capela dos Senhor dos Remédios, cujas obras foram feitas pela mão-de-obra graciosa de voluntários e por dávidas dos paroquianos (riodemoinhenses). Aqui.. . também foram à luta, sonharam e a obras nasceram.

Existência de dois (2) Relógios electrónicos. Na Paróquia da Vila de Rio de Moinhos existem dois relógios electrónicos que difundem o som da música que antecede as badaladas do número de horas, e das próprias horas através de aparelhagem sonora: O mais antigo na Capela do Sr. dos Remédios, lá bem no alto, outro mais recente na Igreja Matriz, no centro da Vila. Parece um pouquinho exagerado ou manifestação de vaidade mas que enobrece os riodemoinhenses, que com carinho e grandeza de carácter custearam esses investimentos de cariz cultural e, por vezes, lúdico, associado à religiosidade que firmemente partilham.

"Fama" também foi atestada ao "FAMOSO TRIBUNAL". Explicando. No centro da Vila, ao lado da carvalha, existem bancos de jardim e um sobre-muro que serve de assento, por cima de um fontanário - também conhecido por cima do tanque (antes da reconversão do Largo, há muitas dezenas de anos, existiu de facto ali um tanque e fontanário). Nesse muro e bancos de jardim ali ao dispor juntam-se, por regra, anciãos - homens com muita idade. Como passatempo, estes Anciãos dedicam-se a murmurar, ao jeito de censura das pessoas que passavam nas imediações, sobretudo das mulheres e raparigas: Olha aquela a fumar, ui que falta de pano na saia da gaja; eh pá, aquela já guia (referindo-se às condutoras); olha vai tomar o pequeno almoço no café, xiça, e assim sucessivamente. A identificação é tal, que basta dizer, a pessoa x ou y está no tribunal, que já se sabia que era naquele sitio.

Também famoso, mas já em desuso, era a subtração de vasos de jardim e muitos outros utensílios feitas pelos rapazes em vários pontos da freguesia e que eram depositados nos coretos, no centro da Vila, nas noites de São João e de São Pedro. Foi tradição que durou dezenas de anos e atingia sobretudo as raparigas, dando gozo aos rapazes ver depois as raparigas carregar os objectos de volta para casa.

A Vila de Rio de Moinhos também é conhecida pela terra das festas. Muitos fregueses de freguesias vizinhas assim o dizem, tal como muitos visitantes de fim de semana ao afirmar que é difícil ir um fim-de-semana a Rio de Moinhos em que não haja festa. Ora, por vezes, não são festas no sentido geral de arraial , ou de carácter religioso; mas as múltiplas actividades culturais, desde feirinhas com fins de solidariedade, para custear actividades culturais; encontros culturais da mais diversificada natureza, teatro, danças e cantares, e representações de várias ordem e multifacetados.

Convém vincar, que em Rio de Moinhos se realizam sete (7) festas religiosas ao longo do ano, existindo outras actividades também de carácter religioso de acordo com orientação dos responsáveis da Paróquia, normalmente muito participadas pelos riodemoinhenses.

Existem outras histórias curiosas: umas dizíveis outras indizíveis, que estão em análise critica, veracidade das fontes e testes, podendo ser publicadas em breve.

Os Lhotras = trolhas da construção civil e o seu calão.

O nome errado atribuído á Barragem do Tâmega, como sendo Torrão, uma vez que esta freguesia nada tem a ver com a barragem.

A Luta pela edificação da escola Básica+2+3, que provocou graves distúrbios junto da Câmara de Penafiel, obrigando à intervenção da GNR. Finais dos anos 90. Acabou por ser construída numa freguesia vizinha, apesar do maior número de alunos ser de Rio de Moinhos.

Por exemplo, os ladrões de Lampreias, pela calada de noite sugando o esforço dos pescadores legítimos; águas de tornas do aproveitamento das represas da ribeira das Lajes; O Braga, cidadão com comportamentos nómadas, que de tempos a tempos passava por Rio de Moinhos, por altura das sementeiras, ou das colheitas ( Nunca se soube o nome dele, ou que seria Manel); a transformação pós-25 de de Abril. . . .

Referências

  1. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes

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