Arouca

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Arouca
Brasão de Arouca Bandeira de Arouca
Brasão Bandeira
Arouca July 2014-2a.jpg
Centro da Vila de Arouca
Localização de Arouca
Gentílico Arouquense
Área 329,11 km2
População 22 359 hab. (2011)
Densidade populacional 67,94 hab./km2
N.º de freguesias 16
Presidente da
Câmara Municipal
Artur Neves (PS)
Mandato 2013-2017
Fundação do município
(ou foral)
1513 (503 anos)
Região (NUTS II) Norte (PT11)
Sub-região (NUTS III) Área Metropolitana do Porto (PT11A)
Distrito Aveiro
Antiga província Douro Litoral
Orago Santa Mafalda
Feriado municipal 2 de Maio (Rainha Santa Mafalda)
Código postal 4540-
Sítio oficial www.cm-arouca.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Arouca é um concelho da Área Metropolitana do Porto[1] e da Região Norte[2] de Portugal. Está integrado no extremo nordeste do distrito de Aveiro. O município, com 329,11 km² de área territorial[3] e com 22 359 habitantes (2011)[4] [5] , está subdividido em 16 freguesias[6] e a sua sede, com cerca de 5 200 habitantes, é a vila de Arouca[7] , que se situa na União das Freguesias de Arouca e Burgo, no vale do rio Arda, na Bacia Hidrográfica do Rio Douro, na Área Metropolitana do Porto[8] , na Região Norte. O concelho de Arouca pertenceu à província do Douro Litoral e possui a identidade endógena dos municípios do distrito do Porto (território estrutural do Douro Litoral[9] ), pertencendo também, de modo identitário, em termos autóctones, desde a formação da nacionalidade de Portugal, ao Entre Douro e Minho, enquadrado na Região Norte.

População[editar | editar código-fonte]

Número de habitantes [10]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
15 128 15 624 16 109 16 957 18 317 20 453 21 433 23 059 26 427 26 378 23 840 23 896 23 894 24 227 22 359

(Número de habitantes que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

Número de habitantes por Grupo Etário [11]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
0-14 Anos 6 014 6 579 7 250 7 085 7 986 9 063 9 451 8 190 7 398 5 685 4 391 3 463
15-24 Anos 2 974 3 064 3 719 3 696 4 022 4 394 4 178 3 515 4 341 4 381 4 024 2 713
25-64 Anos 6 592 7 220 7 935 8 170 9 056 10 624 10 351 9 450 9 185 10 275 11 897 12 159
= ou > 65 Anos 1 118 1 114 1 306 1 464 1 568 2 017 2 398 2 545 2 972 3 553 3 915 4 024
> Id. desconh 2 17 18 28 42

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população presente no concelho à data em que eles se realizaram Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Arouca.

O concelho de Arouca está dividido em 16 freguesias:

Identidade Estrutural Autóctone de Arouca:[editar | editar código-fonte]

Douro Litoral (Área Metropolitana do Porto em cor mais escura)

Apesar de estar integrado no distrito de Aveiro (na parte do seu extremo nordeste que faz fronteira com o distrito do Porto), a identidade estrutural autóctone do concelho de Arouca (em termos físicos, orográficos, geológicos, naturais, étnicos, arquitectónicos, gastronómicos[12] [13] [14] [15] e linguísticos) possui a identidade autóctone dos municípios do distrito do Porto (território estrutural do Douro Litoral[16] ). O município situa-se na bacia hidrográfica do rio Douro, para onde se direcciona o rio Arda a partir do vale de Arouca, que desagua no rio Douro[17] , bem como o rio Paiva, onde estão localizados os Passadiços do Paiva[18] , que percorre uma parte da zona nordeste do concelho de Arouca e desagua no rio Douro, e também o rio Inha, que, percorrendo a zona ocidental do concelho de Arouca, desagua no rio Douro, na freguesia de Lomba (Gondomar)[19] , e ainda o rio Sardoura, que nasce na fronteira norte da freguesia de Santa Eulália (Arouca), desaguando também no rio Douro[20] . O espaço urbano de referência dos arouquenses (capital da sua grande área metropolitana, do Douro Litoral, do Entre Douro e Minho e da região Norte (Portugal)) sempre foi a cidade do Porto, que dista, por estrada, cerca de 55 km da vila de Arouca e cerca de 35 km das fronteiras oeste e noroeste do concelho de Arouca e para onde sempre existiram transportes públicos diários a partir da vila de Arouca[21] .

A cidade do Porto, capital da Área Metropolitana do Porto e da Região do Norte, onde se localiza a foz do rio Douro, sempre foi o espaço urbano principal de referência dos arouquenses

O contacto dos arouquenses com Aveiro (que tem uma identidade muito diferente da de Arouca e que fica a uma distância considerável da vila de Arouca, a cerca de 74 km por estrada, a sudoeste, num percurso muito sinuoso e de acessos indirectos) sempre foi escasso, fugaz e, quando existe, costuma ser meramente burocrático. Os arouquenses nunca manifestaram nem manifestam qualquer sentimento de pertença ou de afinidade em relação à cidade de Aveiro, que é uma cidade da Região Centro, do Baixo Vouga, da Região de Aveiro, da Beira Litoral e da Beira e que tem elementos identitários muito distintos dos do concelho de Arouca, que é um concelho da região Norte (Portugal), da Área Metropolitana do Porto, do Douro Litoral e do Entre Douro e Minho, cuja capital é o Porto. O único elemento comum entre Aveiro e Arouca é apenas o facto de fazerem parte, em termos burocráticos, do mesmo distrito, sem qualquer tipo de coesão identitária e afinidade entre si, visto que todas as outras divisões territoriais onde o concelho de Arouca pertence (a sua NUT II, a sua NUT III, a sua área metropolitana e as suas antigas províncias, que são o Douro Litoral e o Entre Douro e Minho) são protagonizadas pelo Porto e pela Região Norte, tendo, como capital, o Porto, onde a identidade endógena do concelho de Arouca se insere. Trata-se, portanto, de um único elemento comum meramente burocrático (entre Aveiro e Arouca), numa altura em que os governos civis foram abolidos e em que a lei 75/2013 de 12 de Setembro, dando continuidade à reorganização administrativa e à restruturação de competências na organização do território, relega os distritos para um plano secundário, com o consequente protagonismo administrativo das Áreas Metropolitanas ou das Comunidades Intermunicipais.[22] Muito tempo antes de ser integrado no distrito de Aveiro, no ano de 1835, o concelho de Arouca já pertencia, de modo identitário, em termos autóctones, desde a formação da nacionalidade de Portugal, durante cerca de sete séculos, ao Entre Douro e Minho, enquadrado na Região Norte.

Mapa da área do Douro Litoral.

Foi o espaço urbano do Porto e o território do Grande Porto que sempre funcionaram (e funcionam, actualmente, com muito mais intensidade) como o espaço urbano e o território principais de referência para os arouquenses (são locais nucleares da sua mobilidade socioeconómica em instituições públicas e em instituições privadas e onde os arouquenses adquirem e sempre adquiriram a cultura erudita e o saber académico e para onde também, frequentemente, se deslocam a consultas médicas mais especializadas que não existem em Arouca) sendo bastante frequente muitos arouquenses e seus descendentes residirem no espaço urbano do Porto ou no território do Grande Porto durante os dias da semana (onde trabalham ou estudam e onde têm um domicílio) e passarem o fim-de-semana em Arouca no seu domícilio natal ou num domicílio secundário, vivendo entre Arouca e o Porto ou entre Arouca e o Grande Porto. A freguesia de São Miguel do Mato (Arouca) faz fronteira com Gondomar, município do Grande Porto, e as outras duas freguesias do denominado «Fundo do Concelho», para além de São Miguel do Mato (Arouca), que são Escariz (Arouca) e Fermedo, têm uma forte influência de alguns concelhos industriais do Grande Porto e de alguns concelhos industriais limítrofes do Grande Porto, como São João da Madeira, Santa Maria da Feira, Espinho (Portugal) e Vila Nova de Gaia. A tendência de mobilidade socioeconómica dos arouquenses sempre foi em direcção ao litoral, direcção oeste e noroeste (a parte oeste do concelho de Arouca, freguesia de Escariz (Arouca), dista, em linha recta, cerca de 20 km do Oceano Atlântico), sobretudo para o espaço urbano do Porto e arredores (a fronteira de São Miguel do Mato (Arouca) com Gondomar, município do Grande Porto, donde se avista o rio Douro, dista, em linha recta, cerca de 20 km da cidade do Porto), tendo havido sempre movimentos pendulares diários para os concelhos mais industrializados e urbanizados, localizados a oeste e a noroeste[23] , como Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis[24] , São João da Madeira, Espinho (Portugal), Vila Nova de Gaia, Porto, Matosinhos e Maia, facto que, na contemporaneidade, se tornou ainda muito mais intenso e regular[25] .

Vista sobre os Passadiços do rio Paiva, afluente do rio Douro: o território de Arouca localiza-se na Bacia Hidrográfica do Rio Douro

O município de Arouca é limitado a noroeste por Gondomar (município do Grande Porto) e por Santa Maria da Feira, a sudoeste por Oliveira de Azeméis e a sul por Vale de Cambra, a norte pelos municípios de Castelo de Paiva e Cinfães, a leste por Castro Daire, a leste e a sul por São Pedro do Sul. O contacto dos arouquenses com os concelhos do interior, situados a leste e a sul, também sempre foi muito escasso. O território do município de Arouca insere-se, integralmente, na região Norte (Portugal) e não num hipotético e fantasioso Centro-Norte. O território de Arouca não possui qualquer elemento ou característica relevantes da região Centro de Portugal. Mesmo as freguesias de transição, situadas a sul e a leste, as freguesias de Cabreiros e Albergaria da Serra e as freguesias de Covelo de Paivó e Janarde, situadas numa zona montanhosa e muito pouco populosas, muito pouco desenvolvidas e bastante periféricas em relação às freguesias centrais que constituem o núcleo identitário do concelho de Arouca (e esse núcleo identitário do concelho de Arouca é constituído pelas freguesias de Arouca e Burgo, Moldes, Santa Eulália, Urrô, Várzea, Rossas, Tropeço, Chave (Arouca) e Mansores) , são ainda subsidiárias da identidade da região Norte (Portugal).

Assim, a identidade estrutural autóctone do município de Arouca, concelho da região Norte (Portugal), insere-se na Bacia Hidrográfica do rio Douro, Douro Litoral, possuindo a identidade endógena dos concelhos do distrito do Porto (território estrutural do Douro Litoral), enquadrando-se também no território identitário mais vasto do Entre Douro e Minho. A cidade e o território de referência dos arouquenses sempre foram a cidade do Porto e o Grande Porto, onde moram milhares de arouquenses e seus descendentes na contemporaneidade, por sempre ter sido o espaço natural da sua tendência de mobilidade socioeconómica e com o qual têm uma afinidade e empatia espontâneas[26] (a recente A32 (autoestrada)[27] , Concessão Douro Litoral, com ligação à Variante à EN326[28] , é o primeiro passo para se efectivar, em termos de acessos rodoviários modernos, essa antiga e forte ligação umbilical dos arouquenses à cidade do Porto, capital da sua área metropolitana), de tal modo que os arouquenses vêem o Porto e o Grande Porto como o prolongamento do território do município de Arouca e vice-versa, por serem locais, unidos, que fazem parte da sua vida quotidiana bem como da de seus descendentes, num espaço coeso e identitário que é habitado e vivido de modo contínuo.

Elementos Identitários do Concelho de Arouca:[editar | editar código-fonte]

Doçaria de Arouca[editar | editar código-fonte]

A doçaria de Arouca é uma doçaria requintada e ancestral[29] . Confeccionada, inicialmente, pelas freiras do Mosteiro de Arouca, a sua continuidade foi preservada, por transmissão familiar, até ao presente, utilizando os métodos ancestrais e o cariz de fórmulas primitivas. Entre os ingredientes que são utilizados no seu fabrico, encontram-se, estruturalmente, os ovos, o açúcar e as amêndoas. São exemplos da doçaria conventual de Arouca, as castanhas doces, as roscas de amêndoa, as barrigas de freira, o manjar de língua, o pão de S. Bernardo, as morcelas e os charutos de amêndoa.[30]

Fatias de Pão-de-ló de Arouca húmido

O Pão de ló de Arouca (húmido em fatias e seco em bola), as cavacas e os melindres, embora não tenham origem conventual, também são doces de referência em Arouca. O Pão de ló de Arouca é confeccionado desde o ano de 1840. O Pão de ló de Arouca húmido distingue-se, facilmente, dos outros pães de ló, por ser comercializado em fatias, embaladas individualmente, envolvidas numa calda quente de açúcar.[31] Da doçaria mais recente, são de referir as 'trilobites', as 'pedras parideiras'[32] e as broas de abóbora e de castanha de Souto Redondo (freguesia de Urrô)[33] .

Carne Arouquesa - Raça Bovina Arouquesa[editar | editar código-fonte]

Arouca também é conhecida por ser um concelho onde se confeccionam pratos de grande qualidade de Carne Arouquesa[34] [35] [36] , da raça bovina arouquesa, nomeadamente a vitela assada no forno, os famosos bifes de Alvarenga[37] , a posta arouquesa, os medalhões e a espetada de vitela arouquesa, o costelão de arouquês, a vitela arouquesa na púcara e as costeletas de vitela arouquesa grelhada[38] , sendo um dos elementos principais da gastronomia tradicional de Arouca[39] , cuja identidade (a nível dos pratos principais de carne e de peixe, das sopas, das entradas, dos vinhos e das aguardentes, dos queijos e dos enchidos, bem como das sobremesas) se insere na identidade gastronómica do território identitário do Entre Douro e Minho[40] . O sucesso da Carne Arouquesa (que é muito apreciada e que mobiliza, de modo permanente, a visita gastronómica[41] de muitos forasteiros ao concelho de Arouca[42] ) deve-se, para além da qualidade das receitas (que são muito simples e frugais), sobretudo à própria qualidade da textura orgânica desta raça autóctone de bovinos muita antiga, que se alimentam à base de produtos naturais. Arouca possui uma confraria gastronómica da Raça Arouquesa [43] , que promove a carne desta raça autóctone de bovinos, e foi projectada a Quinta-Museu da raça bovina arouquesa, na Quinta da Picota, na freguesia de Alvarenga, destinada a promover essa espécie bovina autóctone, bem como a gastronomia a ela associada[44] .

Cabrito da Gralheira - Raça Caprina Serrana[editar | editar código-fonte]

O Cabrito da Gralheira assado no forno, da raça caprina Serrana, raça autóctone, também é uma das especialidades gastronómicas de Arouca muito apreciadas, pela peculiaridade do seu sabor e suculência. Os cabritos alimentam-se à base de urze, carquejas, giestas e tojo, em regime de pastoreio extensivo. Os animais são abatidos até completarem um ano de idade, apresentando uma carne de cor rosada, firme e rígida, com gordura amarelada, textura untuosa, que, depois de cozinhada, se torna muito tenra. As zonas de montanha das freguesias de Alvarenga, de Moldes, de Cabreiros e Albergaria da Serra e de Covelo de Paivó e Janarde fazem parte do território de Indicação Geográfica Protegida relativo ao Cabrito da Gralheira[45] .

Vinho Verde[editar | editar código-fonte]

Quase a totalidade do território do concelho de Arouca pertence à Região Demarcada do Vinho Verde[46] , denominação de origem controlada cuja demarcação remonta a 1908[47] . O Vinho Verde é o segundo vinho português mais exportado, depois do vinho do Porto. A originalidade do Vinho Verde é o resultado das características do solo, do clima e das peculiaridades das castas autóctones da região e dos próprios modos de cultivo da vinha. Destes factores, resulta um vinho acídulo e adstringente, altamente compatível com os produtos gastronómicos locais, diferente dos restantes vinhos do mundo, tendo uma forte concentração de ácido málico, o que lhe acentua uma agradável frescura. Com pouco teor alcoólico, o Vinho Verde sempre acompanhou e acompanha os pratos principais da gastronomia arouquense[48] : desde os vários pratos tradicionais de Carne Arouquesa e de Cabrito da Gralheira aos vários pratos de caça, de bacalhau, de polvo ou de peixes de rio [49] .

Passadiços do Paiva[editar | editar código-fonte]

Os Passadiços do Paiva serpenteiam pela encosta íngreme do rio Paiva

Os Passadiços do Paiva, inaugurados em 20 de junho de 2015, tornaram-se um importante elemento identitário de Arouca. Nos primeiros 2 meses e meio, receberam mais de 200 mil pessoas[50] . Trata-se de um passadiço de madeira com cerca de 8,7 quilómetros, estando prevista a construção de mais 12 quilómetros[51] , localizado na Freguesia de Canelas e Espiunca, construído ao longo da margem esquerda do rio Paiva, na Bacia Hidrográfica do rio Douro, entre a ponte de Espiunca e a praia fluvial do Areinho, abarcando, assim, a área conhecida como a Garganta do Paiva, sendo um dos elementos do Arouca Geopark. O percurso faz-se sob uma estrutura em madeira de pinho tratado, ancorada em ferro no maciço rochoso[52] , sendo necessário, para o percorrer, alguns cuidados regulamentares e medidas de segurança[53] . O passadiço também integra troços em degraus e algumas parcelas em terra firme. Ao longo do percurso, encontram-se painéis explicativos e informativos quanto a referências naturais como a cascata da Aguieira e os rápidos mais fortes do rio, como o chamado 'Rápido Grande', de 100 metros de extensão em corrente acelerada, e o 'Rápido das Marmitas', de 50 metros. Tendo candidatado os Passadiços do Paiva, o Município de Arouca venceu o prémio «Município do Ano 2016», na categoria «Área Metropolitana do Porto, na terceira edição dos prémios «Município do Ano», que são uma organização da UM-Cidades (Universidade do Minho), que pretende premiar boas práticas, a partir de projetos com impactos significativos no território, na economia e na sociedade, e que promovam o crescimento, a inclusão e a sustentabilidade[54] .

Rio Urtigosa[editar | editar código-fonte]

Exemplar de uma truta fário, espécie existente em abundância no rio Urtigosa, sendo um dos elementos da gastronomia de Arouca

O rio Urtigosa[55] também é um elemento identitário muito relevante do território de Arouca. Trata-se de um curso de água que nasce na Serra da Freita, na freguesia de Urrô, no concelho de Arouca. Atravessa uma grande parte da freguesia de Rossas[56] , onde desagua no Rio Arda (Portugal). É um rio regulamentado e fiscalizado[57] , abundante em truta fário. É o melhor exemplo da preservação dos rios em Arouca. Ordenamento, regulamentação, acções de limpeza regulares, sensibilização, acções de repovoamento com trutas fário, monitorização da qualidade da água e das espécies, fiscalização, sendo o único rio de Portugal onde existe um Polícia Florestal Auxiliar. O período de pesca, no rio Urtigosa, distende-se de 1 de Março a 31 de Maio, e ocorre durante as quartas-feiras e os sábados[58] . Para além do rio Urtigosa, em Arouca, são de realçar o rio Paivó e o rio de Frades, que são os rios trutícolas de águas mais puras e cristalinas de Arouca, com uma paisagem envolvente monumental, sobretudo à medida que se caminha para a nascente. A truta fário faz parte de vários pratos tradicionais da gastronomia arouquense[59] [60] .

Danças e Corais Tradicionais[editar | editar código-fonte]

Capela do Senhor da Pedra, nas imediações do Porto: as danças tradicionais de Arouca (Douro Litoral), como 'O Senhor da Pedra', revelam a forte ligação (muito antiga e enraízada) que os arouquenses sempre mantiveram com o litoral e com o Porto: ligação sócio-económica que, na contemporaneidade, se tornou ainda muito mais intensa e regular.

Danças: Arouca viveu, durante séculos, em certo isolamento, ainda que entrecortado por contactos frequentes com o povo duriense e do litoral, geralmente por altura das grandes festas e romarias de então, como à Capela do Senhor da Pedra, nas imediações do Porto. Devido a esse certo isolamento e ao facto de Arouca não se ter industrializado de modo célere, as danças tradicionais mantiveram-se intactas até a um passado recente, cuja identidade se insere na região do Douro Litoral, que se confinam a dois períodos de actividade coreográfica, o de tensão e o de distensão, reguladas por um ou mais cantadores, com um timbre de voz forte e telúrica[61] , integrados no suporte rítmico (podendo cantar ao desafio), como a Cana Verde, o Senhor da Pedra, o Verdegar/Verdegalo, a Rabela, a Tirana ou a Rusga, que são danças comuns a toda a região do Douro Litoral[62] . Os instrumentos musicais, utilizados nas danças tradicionais de Arouca, são a harmónica (harmónio), a viola, o cavaquinho, o bombo e o ferrinho. A harmónica (harmónio) (que é o aerofone originário das danças tradicionais de Arouca[63] ) costuma ser substituída, frequentemente, pela concertina. A antiga província do Douro Litoral tem, como capital, a cidade do Porto. As danças do Douro Litoral são muito animadas[64] , não tanto como as do Minho, mas muito mais alegres do que as das Beiras ou as de Trás-os-Montes, possuindo uma configuração coreográfica muito elaborada e muito bela[65] .

Corais polifónicos: Os corais polifónicos de Arouca não são fáceis de descrever : têm uma solenidade que ultrapassa qualquer singeleza lírica[66] . São corais femininos autóctones, cantados a duas vozes (canto escontriado) ou a três vozes (a possibilidade dum coral a três vozes paralelas ou sobrepostas)[67] , milenares, endógenos, que não derivam dos cânticos da Igreja ou do convento de Arouca, como defende o etnógrafo arouquense Albano Ferreira, aludindo ao trabalho de recolha do etno-musicólogo Virgílio Pereira[68] , que afirmou: "O cancioneiro de Arouca é o mais rico e significativo do país. Vocês, arouquenses, não sabeis a riqueza folclórica que tendes nos cantos populares da vossa gente rural, espécies raras dos velhos «fabordões» e «gymeis». «Arouca é um centro difusor, como verifiquei por Resende e Cinfães, dessas vossas maravilhosas espécies musicais"[69] . Arouca dispõe dum acervo musical particularmente rico e significativo, como resulta dessa apreciação de Virgílio Pereira, que o compilou no livro «Cancioneiro de Arouca», editado pela Junta de Província do Douro Litoral e que a Associação de Defesa do Património Arouquense reeditou[70] . As 531 espécies musicais, ali coligidas, são só, já pelo número, particularmente significativas.

O grupo etnográfico arouquense que melhor preserva e promove as suas danças e corais tradicionais (grupo com origem na fundação da Feira das Colheitas e que foi configurado pelo trabalho de recolha e de direcção do etnógrafo arouquense Albano Ferreira, do etno-musicólogo Virgílio Pereira e do dirigente Fernando Miranda[71] ) é o Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses[72] , que enverga o traje de festa das casas familiares de lavradores e de proprietários das zonas agrícolas de vale e de meia-encosta do território de Arouca, típicas da identidade autóctone da região do Douro Litoral.

Feira das Colheitas[editar | editar código-fonte]

A Feira das Colheitas é o evento com maior impacto no concelho de Arouca e é uma montra anual da identidade arouquense, tendo começado, no ano de 1944, por ser uma festa e feira agrícola dos lavradores do concelho de Arouca, com uma série de concursos agrícolas, fundada, organizada e fomentada pelo gerente do Grémio da Lavoura de Arouca[73] e, num período posterior, organizada a partir da Cooperativa Agrícola de Arouca, algumas vezes associada às festas do concelho, com o apoio da Câmara Municipal de Arouca, mas, gradualmente, tornou-se as festas oficiais do município de Arouca, um elemento identitário muito relevante do concelho de Arouca, organizado com a colaboração da Cooperativa Agrícola de Arouca e de várias instituições, associações e entidades locais, durante vários dias, no fim do mês de Setembro, com concertos musicais, danças tradicionais, vários tipos de concursos (dos quais se destacam o Concurso Nacional de raça bovina arouquesa, o Concurso «O Vinho Verde de Arouca» e o Concurso «A Melhor Broa Caseira»), vários tipos de exposições e sessões de fogo de artifício, numa altura em que o comércio local é, fortemente, incrementado e promovido, bem como a gastronomia arouquense, da qual se destacam a carne de raça bovina arouquesa[74] e a doçaria de Arouca[75] . No seu género, a Feira das Colheitas foi a primeira que surgiu no país, anterior à Feira do Ribatejo, hoje Feira Nacional da Agricultura, cujo aparecimento se verificou em 1953, ou seja, nove anos mais tarde[76] . Trata-se, na contemporaneidade, do evento socioeconómico mais importante e com maior impacto identitário no concelho de Arouca[77] .

Alguns Locais de Interesse[editar | editar código-fonte]

  • Mosteiro de Arouca
  • Frecha da Mizarela
  • Miradouro do Monte da Senhora da Mó, que se localiza a 711 metros de altitude, a cerca de 8 km do centro da vila de Arouca, por estrada. Do cume do monte da Senhora da Mó, onde existe uma pequena capela, rodeada de um parque, obtém-se uma das melhores vistas panorâmicas sobre todo o vale do rio Arda e sobre a vila de Arouca[78] .
  • Miradouro do Pico da Gralheira, Radar Meteorológico da Região do Norte[79] , a 1100 metros de altitude, na Serra da Freita
  • Os 41 geossítios do Geoparque Arouca, que se destacam pelo seu valor científico, didáctico e turístico[80] .

Geoparque Arouca[editar | editar código-fonte]

O Geopark Arouca, que corresponde à área administrativa do Concelho de Arouca, é reconhecido pelo excepcional Património Geológico de relevância internacional, com particular destaque para as pedras parideiras da Castanheira, as Trilobites Gigantes de Canelas e os Icnofósseis do Vale do Paiva. O fenômeno das pedras parideiras que ocorre em Arouca é tido como único no mundo. O valioso e singular Património Geológico inventariado, cobrindo um total de 41 geossítios, constitui a base do projecto Geopark Arouca, aliados a uma estratégia de desenvolvimento territorial que assegurará a sua protecção, dinamização e uso. Em simultâneo e em complementariedade, associam-se outros importantes valores de natureza arqueológica, ecologista, histórica, desportiva e ainda a promoção das danças e dos corais tradicionais, do artesanato e da gastronomia da região, tendo em vista a atracção de um turismo de elevada qualidade. Em Abril de 2009, o Geopark Arouca foi reconhecido pelas Redes Europeia e Global de Geoparks, sob os auspícios da UNESCO. A entidade responsável pela gestão do Geopark Arouca é a AGA - Associação Geopark Arouca.

Espécies Autóctones[editar | editar código-fonte]

Os vales e as zonas de serra do concelho de Arouca têm diversas espécies autóctones (de matriz mediterrânica), domésticas e selvagens. As espécies domésticas são o podengo português médio (cão coelheiro / coelheiro / cão de caça aos coelhos, também comumente conhecido pela expressão 'cão de caça')[81] , utilizado na caça aos coelhos e como cão de guarda nas antigas casas dos lavradores e proprietários rurais; o perdigueiro português (também comumente conhecido pela expressão 'cão de caça às perdizes')[82] , cuja raça foi apurada, precisamente, nalgumas das casas de Arouca; o gato europeu comum, muito presente, nos grupos domésticos, como animal de estimação[83] ; a raça bovina arouquesa[84] , que fornece a deliciosa carne arouquesa : animais de pequeno porte, uma raça bovina endógena/autóctone, que não é proveniente de uma fusão de outras raças bovinas, com uma identidade bem definida, de corpulência mediana, esqueleto regular e musculado e com pelagem castanha clara; a raça suína bísara [85] ; quatro raças autóctones de galinhas (a amarela[86] , a branca[87] ; a pedrês portuguesa[88] e a preta lusitânica[89] ) e a raça de caprinos «Serrana» [90] .

Nos terrenos de monte, a partir do início da estação de Outono, os cogumelos comestíveis da espécie 'Macrolepiota procera, Scop. ex. Fr, Sing' são abundantes no concelho de Arouca.

No território de Arouca, existem várias raças autóctones de maçãs, pêras, pêssegos, cerejas, ameixas, abrunhos[91] , melão e meloas casca de carvalho[92] e as variedades autóctones de castanha. São de referir também as castas autóctones de Vinho Verde.[93] Uma das espécies autóctones selvagens mais importantes é a truta fário, existente em abundância, sobretudo, no rio Urtigosa. As espécies piscícolas abundantes, nos rios de Arouca, são, para além da truta fário (Salmo trutta fario), a enguia (Anguilla anguilla), o escalo (Leuciscus leuciscus), o bordalo (Tropidophoxinellus alburnoides) e a boga (Chondrostoma polylesis). No rio Paiva, também se podem encontrar o barbo (Barbus barbus) e a carpa (Ciprinus carpio). Junto às margens dos rios, regista-se a ocorrência de muitos mamíferos, répteis e aves.

Desportos radicais[editar | editar código-fonte]

Em Arouca, encontram-se condições únicas para a prática de desportos radicais, sendo mesmo o território mais privilegiado para o fazer na Área Metropolitana do Porto, como BTT, Canoagem, Canyoning, Hidrospeed, Montanhismo / Escalada ou Rafting.

Futebol Clube de Arouca[editar | editar código-fonte]

O Futebol Clube de Arouca é um clube português, fundado a 25 de Dezembro de 1951, por Fernando Pinto Calçada, localizado na vila de Arouca. O seu estádio é o Estádio Municipal de Arouca, que se encontra situado no vale do rio Arda, na vila de Arouca, junto à zona desportiva. A história do Futebol Clube de Arouca está muito ligada ao Futebol Clube do Porto, tendo sido a filial nº 40 do Futebol Clube do Porto, o que é também um reflexo e um indicador da forte ligação sócio-económica, que sempre existiu, dos arouquenses com o espaço urbano do Porto. Em Arouca, nasceu um dos presidentes do Futebol Clube do Porto: o banqueiro Afonso Pinto de Magalhães, fundador e presidente da Sonae, que foi Presidente Honorário do Futebol Clube de Arouca. O primeiro estádio de futebol do Futebol Clube de Arouca, localizado no lugar das Costeiras, entre Arouca e Moldes, utilizado, actualmente, pelas camadas mais jovens do Futebol Clube de Arouca, tem o nome de 'Campo Afonso Pinto de Magalhães', pelo facto de Afonso Pinto de Magalhães ter comprado o terreno e ter contribuído para a construção do campo de futebol, na altura em que era presidente do Futebol Clube do Porto, tendo sido inaugurado, em 1971, com um jogo disputado entre o Futebol Clube de Arouca e o Futebol Clube do Porto. O mesmo aconteceu no ano de 2006, na inauguração do novo estádio do Futebol Clube de Arouca, com um jogo disputado entre o Futebol Clube de Arouca e o Futebol Clube do Porto. Em Arouca, também nasceram o médico estomatologista e professor universitário Dr. Fernando Peres, que foi médico do Futebol Clube do Porto nos anos 60 e 70 do século XX, e o ortopedista e professor universitário Dr. José Carlos Noronha, que é colaborador do Futebol Clube do Porto.

Jorge Gabriel foi treinador adjunto e treinador principal do Futebol Clube de Arouca. Entre 2010 e 2011, o treinador foi Henrique Nunes. Em Setembro 2011, a direcção do Futebol Clube de Arouca contratou Vítor Manuel Oliveira, que, a 12 de Maio de 2013, confirmou a subida à Primeira Liga, contratando Pedro Emanuel para a época de 2013/2014, tendo continuado, como treinador, até ao fim da época de 2014/2015, garantindo a manutenção do clube na Primeira Liga. Em Maio de 2015, com a cessação de funções de Pedro Emanuel[94] , o Arouca contrata Lito Vidigal para a época de 2015/2016[95] , tendo o professor Neca como braço direito [96] . A 23 de Agosto de 2015, o FC Arouca liderou, pela primeira vez, a Primeira Liga, após ter vencido o bicampeão Benfica por 1-0. A 7 de Maio de 2016, orientado por Lito Vidigal, garantiu, pela primeira vez, num facto inédito da história deste clube de futebol nortenho, da Área Metropolitana do Porto e da Região do Norte, sediado na Vila de Arouca, no vale do rio Arda, o acesso à Liga Europa da UEFA, a uma jornada de terminar a Liga portuguesa[97] .

Algumas Instituições Arouquenses de Relevância[98] [editar | editar código-fonte]

  • Cooperativa Agrícola de Arouca[99] [100] [101]
  • Associação Empresarial de Arouca[102]
  • ADRIMAG[103]
  • Santa Casa da Misericórdia de Arouca[104]
  • Bombeiros Voluntários de Arouca[105]
  • Real Irmandade Rainha Santa Mafalda[106] [107]
  • Associação de Defesa da Cultura Arouquense[108]
  • Conjunto Etnográfico de Moldes[109]
  • Banda Musical de Figueiredo
  • Banda Musical de Arouca[110]
  • Agrupamento de Escolas de Arouca[111]
  • Orfeão de Arouca[112]
  • Associação Florestal de Entre Douro e Vouga[113]
  • Unidade de Gestão Florestal da Área Metropolitana do Porto[114]

Imprensa Arouquense[editar | editar código-fonte]

  • Jornal «Discurso Direto»(Semanário)[115]
  • Jornal «Roda-Viva»(Mensário)[116]
  • Jornal «Diário de Arouca»(on-line)[117]

Eventos Importantes[editar | editar código-fonte]

  • Feira das Colheitas – Festas Oficiais do Município de Arouca - vila de Arouca (na última semana de Setembro)
  • Festival Internacional de Folclore[118] - organizado pelo Conjunto Etnográfico de Moldes - vila de Arouca (em Agosto)
  • Arouca Film Festival[119] - organizado pelo Cine Clube de Arouca
  • Festival da Castanha[120] - organizado pela Câmara Municipal de Arouca (em fins de Outubro)
  • Festa da Rainha Santa Mafalda – Feriado Municipal - vila de Arouca (no dia 2 de Maio)

Museus e Centros Interpretativos[editar | editar código-fonte]

Museu Municipal de Arouca

Museu de Arte Sacra de Arouca

Casa das Pedras Parideiras – Centro de Interpretação

Centro de Interpretação Geológica de Canelas[121]

Património[editar | editar código-fonte]

Acessibilidades[122] ao Concelho de Arouca e à Vila de Arouca:[editar | editar código-fonte]

A forma mais rápida, directa e eficaz de acesso ao concelho de Arouca e à Vila de Arouca é realizada, por automóvel, a partir do espaço urbano do Porto[123] e do território da Área Metropolitana do Porto, para onde também existem autocarros diários[124] [125] [126] :

Área Metropolitana do Porto

Localização da
Área Metropolitana do Porto

Pela A32 (autoestrada), a partir do Porto / Vila Nova de Gaia (Via de Cintura Interna):

E, mais a sul, pela A32 (autoestrada), encontra-se a saída mais próxima do concelho de Arouca em Romariz / Milheirós de Poiares, onde se entra na EN327, que, passando por Cesar (Portugal) e Fajões, se percorre até Mansores, entrando na EN326, que se percorre até fim do primeiro troço da variante à EN326 situado no lugar de Cela, na fronteira de Tropeço com Rossas (Arouca), continuando até à vila de Arouca, União das Freguesias de Arouca e Burgo, vale do rio Arda, nesse troço da variante já construído.

Ainda mais a sul, pela A32 (autoestrada), encontra-se a saída mais próxima do concelho de Arouca em Carregosa, onde se entra na Estrada EN 224-1, que se percorre até ao lugar de Chão de Ave, na Freguesia de Chave (Arouca), entrando na EN224, que se percorre até Rossas (Arouca), onde se entra no primeiro troço já construído da variante à EN326, continuando até à vila de Arouca, União das Freguesias de Arouca e Burgo.(cerca de 50 a 55 minutos de viagem, entre o Porto e a vila de Arouca)

Para quem se deslocar de avião, helicóptero, comboio ou barco, a forma mais rápida, directa e eficaz será a partir dos seguintes locais de destino de viagem da Área Metropolitana do Porto, seguindo, depois, pelo percurso da A32 (autoestrada) até Arouca:

Acessos ao concelho de Arouca - Área Metropolitana do Porto

Pela Estrada Nacional EN1 / IC 2, a partir do Porto / Vila Nova de Gaia:

Pela Estrada Nacional EN222, a partir do centro de Vila Nova de Gaia:

Pela A43 (autoestrada), a partir da zona oriental do Porto:

Pela EN108 (via Barragem de Crestuma-Lever), a partir da zona oriental do Porto:

Para quem se deslocar, de automóvel ou de autocarro, a partir do Centro e do Sul de Portugal, a forma mais rápida e eficaz é pela A1 (autoestrada):

Geminações[editar | editar código-fonte]

O concelho de Arouca é geminado com as seguintes cidades:[130]

Referências

  1. Arouca - Área Metropolitana do Porto - ANMP
  2. Região Norte de Portugal, onde a identidade autóctone e endógena do território do município de Arouca se insere
  3. Instituto Geográfico Português (2013). «Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013» (XLS-ZIP). Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013. Direção-Geral do Território. Consultado em 28/11/2013. 
  4. INE (2012). Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Norte (Lisboa: Instituto Nacional de Estatística). p. 118. ISBN 978-989-25-0186-4. ISSN 0872-6493. Consultado em 27/07/2013. 
  5. INE (2012). «Quadros de apuramento por freguesia» (XLSX-ZIP). Censos 2011 (resultados definitivos). Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_NORTE". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 27/07/2013. 
  6. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  7. Localização da Vila de Arouca - sede do concelho de Arouca
  8. Localização do território do município de Arouca no espaço da Área Metropolitana do Porto, onde a identidade autóctone e endógena de Arouca se enquadra
  9. O território do concelho de Arouca possui a identidade autóctone dos municípios do distrito do Porto (território estrutural do Douro Litoral)
  10. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  11. INE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros
  12. Gastronomia de Arouca no Porto
  13. Gastronomia de Arouca no Porto II
  14. Gastronomia de Arouca no Porto III
  15. Gastronomia de Arouca no Porto IV
  16. concelho de Arouca : município do Douro Litoral
  17. Rio Arda e Rio Paiva - rios metropolitanos da Área Metropolitana do Porto
  18. Passadiços do rio Paiva - Bacia Hidrográfica do rio Douro
  19. Rio Inha Rio Inha - AMPorto - Bacia Hidrográfica do rio Douro.
  20. Rio Sardoura - Bacia Hidrográfica do Douro
  21. Mobilidade na Área Metropolitana do Porto
  22. Depois da extinção, pelo Governo, dos Governos Civis em 2011, a lei 75/2013 de 12 de Setembro, dando continuidade à reorganização administrativa, relega os distritos para um plano secundário
  23. Movimentos pendulares diários dos habitantes de Arouca para os concelhos situados a oeste e noroeste
  24. Movimentos pendulares diários dos habitantes de Arouca para as áreas industrializadas dos Municípios de Santa Maria da Feira e de Oliveira de Azeméis
  25. O rural no contexto urbano metropolitano: um estudo de caso no concelho de Arouca - Cátia Lopes
  26. Cientistas de Arouca relatam a forte ligação dos arouquenses à cidade do Porto, a proximidade territorial de Arouca com o espaço urbano do Porto e a sua tendência de mobilidade para o litoral
  27. Autoestrada A32, que constitui a primeira etapa de acessos rodoviários modernos de Arouca à cidade do Porto e ao Grande Porto
  28. Ligação da Variante à EN326 à Autoestrada A32: ligação directa de Arouca à cidade do Porto
  29. 'Casa dos Doces' de Arouca
  30. Gastronomia Arouquense: Doçaria Arouquense
  31. Pão-de-ló de Arouca
  32. 'Pedras Parideiras' - Doce de Arouca
  33. Broas de abóbora de Souto Redondo - freguesia de Urrô
  34. Gastronomia Arouquense: Restauração
  35. Gastronomia Arouquense: Restauração II
  36. Gastronomia Arouquense: Restauração III
  37. 'A Raça Bovina Arouquesa' - UC
  38. Gastronomia Arouquense: Carne Arouquesa - ANCRA
  39. A Raça Arouquesa na Gastronomia de Arouca
  40. Gastronomia da Região de Entre Douro e Minho, onde a identidade da gastronomia arouquense se insere
  41. Gosto ímpar da vitela arouquesa
  42. A Carne Arouquesa mobiliza, de modo permanente, a visita gastronómica de muitos forasteiros ao concelho de Arouca, pela sua qualidade e excelência
  43. Confraria Gastronómica da Raça Arouquesa
  44. Projecto da Quinta-Museu da Raça Arouquesa - Quinta da Picota, na freguesia de Alvarenga
  45. Cabrito da Gralheira Cabrito da Gralheira.
  46. Vinho Verde de Arouca
  47. Região Demarcada do Vinho Verde
  48. Vinho Verde de Arouca: produto regional de crescente importância e valor económico para Arouca
  49. Vários Pratos da Gastronomia Tradicional de Arouca
  50. Passadiços do Paiva são um fenómeno e a vila de Arouca não voltou a ser a mesma
  51. Passadiços do Paiva, em Arouca, vão ter mais 12 km, um bar suspenso e dois museus
  52. Eles voaram sobre o Passadiço do Paiva
  53. Dez dicas para fazer os Passadiços do Paiva
  54. MUNICÍPIO DE AROUCA VENCE PRÉMIO «MUNICÍPIO DO ANO 2016», NA CATEGORIA «ÁREA METROPOLITANA DO PORTO» Desta
  55. Os Rios de Arouca - UrtiArda
  56. Rio Urtigosa: Rôssas - Arouca
  57. Rio Urtigosa é um rio regulamentado e fiscalizado: ICNF
  58. Período de Pesca no Rio Urtigosa: ICNF
  59. Truta Fário na Gastronomia Tradicional de Arouca I
  60. Truta Fário na Gastronomia Tradicional de Arouca II
  61. Timbre de voz forte e telúrica dos cantadores das Danças Tradicionais de Arouca
  62. Danças Tradicionais de Arouca - Douro Litoral (Porto)
  63. A harmónica (harmónio) - aerofone originário das danças tradicionais de Arouca (Douro Litoral)
  64. 'O Vira de Cruz' - Dança Tradicional de Arouca
  65. 'O Corre-Corre' - Dança Tradicional de Arouca
  66. Os Corais do Conjunto Etnográfico de Moldes - Arouca - Douro Litoral (Porto)
  67. 'Tirana' - Coral Tradicional de Arouca
  68. Virgílio Pereira, organizador do Cancioneiro de Arouca
  69. Onde Mora o Folclore?, por Albano Ferreira
  70. Cancioneiro de Arouca, reeditado pela Associação de Defesa do Património Arouquense
  71. 70 anos do Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses (Douro Litoral)
  72. História do Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses - Arouca - Douro Litoral (Porto)
  73. Fundação da Feira das Colheitas em 1944, a partir da gerência do Grémio da Lavoura de Arouca
  74. Feira das Colheitas: 'Raça Arouquesa - A Rainha da Carne!'
  75. Feira das Colheitas: 'Doçaria de Arouca'
  76. Feira das Colheitas, a identidade de um povo
  77. Feira das Colheitas: o maior certame festivo que mobiliza todo o concelho de Arouca
  78. Miradouro da Senhora da Mó - Arouca
  79. Radar Meteorológico da Região Norte - Arouca - AMPorto
  80. Os 41 geossítios do Geoparque Arouca
  81. Cão Coelheiro (Podengo Português Médio)
  82. Cão de Caça às Perdizes (Perdigueiro Português)
  83. Gato Europeu Comum
  84. Raça Bovina Arouquesa
  85. Raça Bísara de Suínos
  86. Raça de Galinhas 'Amarela'
  87. Raça de Galinhas 'Branca'
  88. Raça de Galinhas 'Pedrês Portuguesa'
  89. Raça de Galinhas 'Preta Lusitânica'
  90. A raça de caprinos 'Serrana'
  91. Variedades Autóctones Portuguesas
  92. Melão e meloas casca de carvalho
  93. Castas autóctones de Vinho Verde - Arouca
  94. Pedro Emanuel deixa o comando técnico
  95. Lito Vidigal sucede a Pedro Emanuel como treinador do Arouca
  96. Neca na equipa técnica de Lito Vidigal
  97. Festa rija em Arouca com apuramento para a Liga Europa
  98. Associações do Concelho de Arouca
  99. Cooperativa Agrícola de Arouca I
  100. Cooperativa Agrícola de Arouca II
  101. Cooperativa Agrícola de Arouca III
  102. Associação Empresarial de Arouca
  103. ADRIMAG
  104. Santa Casa da Misericórdia de Arouca
  105. Bombeiros Voluntários de Arouca
  106. Real Irmandade Rainha Santa Mafalda I
  107. Real Irmandade Rainha Santa Mafalda II
  108. Associação de Defesa da Cultura Arouquense
  109. Conjunto Etnográfico de Moldes
  110. Banda Musical de Arouca
  111. Agrupamento de Escolas de Arouca
  112. Orfeão de Arouca
  113. Associação Florestal de Entre Douro e Vouga
  114. Unidade de Gestão Florestal da Área Metropolitana do Porto
  115. Jornal «Discurso Direto»(Semanário)
  116. Jornal «Roda-Viva»(Mensário)
  117. Jornal «Diário de Arouca»(on-line)
  118. Festival Internacional de Folclore, organizado pelo Conjunto Etnográfico de Moldes
  119. Arouca Film Festival, organizado pelo Cine Clube de Arouca
  120. Festival da Castanha, organizado pela Câmara Municipal de Arouca
  121. Museus e Centros Interpretativos do concelho de Arouca - AMPorto
  122. Acessibilidades ao Concelho de Arouca e à Vila de Arouca
  123. "Andante" vai servir de Arouca a Vila do Conde
  124. Autocarros Porto-Arouca / Arouca-Porto - Transdev
  125. Autocarros Porto-Arouca / Arouca-Porto - Auto Viação Feirense
  126. Central de Camionagem de Arouca
  127. Marina do Freixo - rio Douro - Porto
  128. Marina 'Douro-Marina' - foz do rio Douro - Vila Nova de Gaia
  129. Marina 'Porto Atlântico' - Oceano Atlântico - Matosinhos
  130. Geminação de Arouca com a cidade de Santos - Brasil
  131. Geminação de Arouca com a cidade de Poligny - França

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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