Portal:Grande Porto

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Portal do PRT.png Grande Porto
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Porto - Pont de Lluís I.JPG

Este portal é dedicado ao Grande Porto, uma metrópole multimunicipal portuguesa, constituída em subregião própria (NUTS III), parte da Região Norte.

O Grande Porto ocupa uma área total de 1.024 km², tem 1.392.189 habitantes (INE, 2007) e é constituído por onze concelhos: Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Santo Tirso, Trofa, Valongo, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia. O Grande Porto não é inteiramente coincidente com a Área Metropolitana do Porto que é mais abrangente, incluindo também os municípios de Arouca, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Vale de Cambra e Trofa.

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Vila Nova de Gaia vista do cimo da Torre dos Clérigos
Vila Nova de Gaia é um município da sub-região do Grande Porto, localizado na margem sul da foz do rio Douro. Com 168,7 km² de área é o maior concelho do Grande Porto e está subdividido em 24 freguesias.

Formada originalmente a partir de duas povoações distintas, Gaia e Vila Nova, presentemente é o terceiro município mais populoso de Portugal, e o mais populoso na Região Norte, com 307 444 habitantes, dos quais 178 255 são residentes urbanos.

Gaia recebeu carta de foral do rei D. Afonso III em 1255, seguindo-se Vila Nova em 1288, por decreto de D. Dinis. Em 1383, no entanto, ambas foram integradas no julgado do Porto, perdendo a sua autonomia. Reconhecida sobretudo pela pujança agrícola, teve um papel fundamental no desenvolvimento comercial do Vinho do Porto. Aqui se fixaram a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro e os armazéns das diversas companhias exportadoras.

No século XIX, esteve no centro de grandes conflitos armados, nomeadamente a Guerra Peninsular a as Guerras Liberais. Data deste segundo conflito o desenvolvimento e reputação de uma das imagens de marca da cidade, a fortificação da Serra do Pilar, durante o Cerco do Porto. No final do conflito, Gaia e Vila Nova foram agraciadas com autonomia administrativa, fundindo-se no actual concelho de Vila Nova de Gaia em 1834.

Embora autónoma, o fluxo de trânsito entre as duas margens do Douro continuou a aumentar. A partir deste momento a história de Vila Nova de Gaia confunde-se com a história das suas pontes. A Ponte Pênsil (1843) foi a primeira ligação permanente. Em 1877 inaugurou-se a primeira travessia ferroviária para a margem norte com a Ponte D. Maria Pia. Seguiu-se a construção da Ponte Luís I, terminada em 1886, e a Ponte da Arrábida, 77 anos mais tarde, projecto do engenheiro Edgar Cardoso, que seria responsável igualmente pela Ponte de São João, em 1991. Mais uma vez, o forte crescimento populacional forçou o aumento das ligações entre as duas margens. A Ponte do Freixo (1995) e a Ponte do Infante (2003) são as mais recentes travessias a unirem Vila Nova de Gaia ao Porto.

 ver·editar Citações
Afinal, o Porto, para verdadeiramente honrar o nome que tem, é, primeiro que tudo, este largo regaço aberto para o rio, mas que só do rio se vê, ou então, por estreitas bocas fechadas por muretes, pode o viajante debruçar-se para o ar livre e ter a ilusão de que todo o Porto é a Ribeira.
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Passos Manuel
Passos Manuel (Guifões, 5 de Janeiro de 1801Santarém, 16 de Janeiro de 1862), de seu verdadeiro nome Manuel da Silva Passos, foi advogado, parlamentar brilhante, ministro em vários ministérios e um dos vultos mais proeminentes das primeiras décadas do liberalismo em Portugal.

Depois de frequentarem os estudos menores no Porto, Manuel e o seu irmão José da Silva Passos matricularam-se em 1817 nas Faculdades de Cânones e de Leis da Universidade de Coimbra. Aí, Manuel da Silva Passos revelou-se um estudante brilhante, passando a receber um prémio pecuniário de 40 mil réis anuais, envolvendo-se profundamente na vida académica, então particularmente intensa dada a instabilidade política e social que Portugal atravessava.

Na verdade, o fermento deixado pela Revolução Francesa e pela Guerra Peninsular, a que se associava inquietação causada pela continuada ausência da Corte, que entretanto se fixara no Rio de Janeiro, tinham causado o aparecimento de grandes tensões na sociedade portuguesa. Reflexo dessa realidade, a Universidade de Coimbra era um viveiro de ideais revolucionários e de novas tendências de organização social e política, ambiente a que os irmãos Passos não foram imunes.

Assim que ocorreu a Revolução de 1820, Manuel Passos, e José Passos, seu companheiro inseparável, aderiram entusiasticamente aos seus objectivos, revelando-se ardentes liberais.

 ver·editar Sabia que...

Francesinha (Porto).jpg

  • ...a francesinha (imagem) foi inventada em 1953 por Daniel Silva, empregado da Regaleira?
  • ...diariamente 115 mil residentes dos concelhos vizinhos (principalmente de Vila Nova de Gaia, Gondomar e Matosinhos) deslocam-se à cidade do Porto para trabalharem?
  • ...três mil portuenses morreram no desastre da Ponte das Barcas, em 1809?
  • ...a Inquisição funcionou no Porto apenas durante dois anos e só realizou um auto-de-fé? Devido ao seu velho e consistente passado judaico e devido a essa herança estrutural 'marrana' do Porto, inconsciente mas pressentida e intuitiva, fez também da Igreja Católica do Porto uma voz de liberdade no tempo da ditadura corporativa de António de Oliveira Salazar (D. António Ferreira Gomes, na altura coadjuvado por D. Domingos de Pinho Brandão, teve de partir para o exílio), ditadura que foi gerada e suportada a partir de Lisboa, tal como a Inquisição. O território cripto-judaico/marrano/cristão-novo é o território do Norte de Portugal e da Galiza. Essa voz singular de liberdade económica e religiosa, ao longo dos séculos, é um indicador forte da idiossincrasia social do Porto, a cidade que mais se aproxima do temperamento da poupança e do trabalho da Cultura Judaica e do Judaísmo, e que a torna "a cidade mais europeia" de Portugal, de cidadãos burgueses, onde pode melhor se pode verificar o velho adágio centro-europeu de sabor protestante, que recupera o espírito de 'nação' judaico, que gerou o livre jogo do capitalismo e da economia de mercado: "Stadtluft macht frei" ("O ar da cidade liberta").
  • ...a partir de 1964 o Vinho do Porto foi autorizado a viajar por estrada do Alto Douro até às caves localizadas em Vila Nova de Gaia?
  • ...há 187 dias de nevoeiro por ano no Porto?
  • ...o Parque Paleozóico de Valongo mantém os registos fossilizados de organismos primitivos, como as trilobites, os graptólitos e os braquiópodes, que viveram há mais de 500 milhões de anos, quando a região se encontrava submersa por mares pouco profundos?
  • ...que a cidade do Porto, na actualidade, tem a maior sinagoga da Península Ibérica, a Sinagoga Kadoorie Mekor Haim, fundada pelo capitão Artur Carlos de Barros Basto, tio-bisavô da actriz Daniela Ruah?
  • ...que os estudos científicos mais recentes demonstram, cada vez mais, que as mais antigas e consistentes raízes judaicas dos portugueses, milenares, anteriores à nacionalidade, encontram-se na região do Entre-Douro-e-Minho, protagonizada pelo Porto, território actual do Grande Porto e da Grande Área Metropolitana do Porto, nas famílias brasonadas e senhoriais, famílias troncais dos morgadios, proprietárias de terra foreira, facto comprovado pelo tipo de sobrenomes familiares, sendo quase todos decalques e aglomerados de partículas fonéticas, morfológicas e sintácticas do hebraico antigo e do hebraico, sendo esta a região portuguesa que tem, muito de longe, a idiossincrasia social que mais se aproxima da Cultura Judaica e do Judaísmo, que é uma cultura autóctone? Que muitas das antigas sinagogas deram origem às congregações, irmandades e Igrejas da Misericórdia, no Noroeste Peninsular, igrejas cripto-judaicas, apesar de algumas sinagogas terem mantido, durante muito tempo, a sua identidade religiosa ortodoxa intacta, em Matosinhos, Barcelos ou Viana do Castelo, ligadas a essas famílias senhoriais?
  • ...que, no espaço urbano da cidade do Porto, existiram pelo menos quatro judiarias (com sinagoga) estruturadas, antes da conversão forçada por ordem de D. Manuel I? A primeira conhecida ficava no Bairro da Sé, na actual Rua de Santana, que, na época, se chamava Rua das Aldas (também tinha sido chamada de Rua da Sinagoga), que, no tempo de D. Afonso V, iria até à Rua Chã, antiga Rua Chã das Eiras. A segunda, localizava-se no Postigo dos Banhos, na zona da Praça do Infante, do Largo de S. Domingos, da Rua de Belmonte e da então Rua da Munhata, que, por vezes, também aparece grafada Minhota, actual Rua do Comércio do Porto. Em termos temporais, os judeus do Porto estiveram nesta judiaria durante 6 anos, de 1380 a 1386, ano em que D. João I solicitou à Câmara do Porto que instalasse os judeus dentro dos muros da cidade. A terceira, a sinagoga de Monchique, existiu no bairro de Monchique, em Miragaia, fundada pelo rabino Don Yahuda Ibn Maner. Em 1386, quando o espaço da antiga judiaria de Monchique já se tornara escasso para conter todos os judeus da cidade, D. João I mandou a Câmara do Porto assinalar um lugar apartado, dentro dos muros da cidade, para construir uma nova judiaria. Foi escolhido o sítio do Olival: a Judiaria Nova do Olival, que é quarta. Em 1492, quando da expulsão dos judeus de Castela, o rei português negociou com o rabino Isaac Aboab, "gaon" de Castela, o estabelecimento de 30 famílias judaicas, na judiaria do Olival. O rabino Aboab tinha aí a sua sinagoga, situada no topo das escadas, que se chamavam então "Escadinhas da Esnoga" (designação de sinagoga em português e espanhol arcaicos, bem como em ladino). Recentemente, foi encontrada uma "arca sagrada" (onde se guardam os rolos da Torá), por detrás de uma parede dupla de uma casa na Rua de S. Miguel, 9, no Porto.
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