Casa da Música

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Vista panorâmica do exterior
Vista interior do auditório
Casa da Música, na noite da inauguração
Casa da Música (interior)

Casa da Música é a principal sala de concertos localizada na Avenida da Boavista, no Porto, em Portugal.

Foi projetada pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, como parte do evento Porto Capital Europeia da Cultura em 2001 (Porto 2001), no entanto, a construção só ficou concluída em 2005, transformando-se imediatamente num ícone da cidade.

Embora o concerto do dia de abertura ocorresse no dia 14 com os Clã e Lou Reed o espaço só foi inaugurado no dia 15 de abril de 2005, pelo presidente da República Jorge Sampaio. O primeiro-ministro, políticos e a sociedade do Porto estiveram presentes para o concerto, dado pela Orquestra Nacional do Porto.

Construção[editar | editar código-fonte]

A Casa da Música foi construída junto da Praça de Mouzinho de Albuquerque. O lugar onde foi construído o atual edifício, era antes usado para recolha e reparação de carros eléctricos que circulavam pela cidade do Porto.

O custo inicial previsto para a construção, excluindo o valor dos terrenos, era de 33 milhões de euros, acabando por custar 111,2 milhões de euros e ficando concluída quatro anos depois do prazo inicial previsto.[1]

Em julho de 1999, quando arrancaram os trabalhos preparatórios, o objetivo oficial ainda era o de que a Casa da Música abrisse as portas em dezembro de 2001, a tempo de coincidir com o final da Capital Europeia da Cultura. Acabou por ser inaugurada em abril de 2005, mas os trabalhos só foram totalmente encerrados em maio do ano seguinte.

A construção do edifício trouxe novos desafios à engenharia, de maneira a conseguir a forma geométrica ímpar que o edifício tem. Os trabalhos de engenharia estiveram a cargo das empresas Ove Arup em Londres em conjunto com Afassociados, no Porto.

Reacção critica[editar | editar código-fonte]

A arquitectura do edifício foi aclamada internacionalmente.[2] Nicolai Ouroussoff, crítico de arquitectura do New York Times, classificou-o como “o projeto mais atraente que o arquitecto Rem Koolhaas já alguma vez construiu” e como “um edifício cujo ardor intelectual está combinado com a sua beleza sensual”. Compara-o também “ao exuberante projecto” do Museu Guggenheim Bilbao do arquitecto Frank Gehry em Bilbao, Espanha. “Olhando apenas o aspecto original do edifício, verifica-se que esta é uma das mais importantes salas de espectáculos construída nos últimos 100 anos”, comparando-o à sala de espectáculos Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles e ao auditório da "Berlim Philharmonic".[3]

Funcionalidade do edifício[editar | editar código-fonte]

A Casa da Música possui dois auditórios principais, embora outras áreas do edifício possam ser adaptadas para concertos ou espectáculos (oficinas, actividades educacionais, etc.).

  • O auditório grande tem uma capacidade inicial de 1 238 lugares, mas pode variar de acordo com a ocasião.
  • O auditório pequeno é flexível, não sendo publicitado um número fixo de lugares, embora possa ser definida uma média de 300 lugares sentados e 650 lugares de pé, dependendo do tamanho e da localização do palco, da disposição das cadeiras, da presença e do tamanho do equipamento de som e de gravação, etc..
  • No topo do edifício, existe um terceiro espaço para espectáculos, projetado para 250 lugares.
  • Restaurante Casa da Música - No Restaurante pode apreciar uma cozinha com assinatura de autor, inspirada no mundo, confeccionada com ingredientes de qualidade e a preços convidativos.

Antes ou depois de um concerto, ao almoço ou jantar, o Restaurante tem para si uma variedade de propostas que passam pelo menu do dia (ao almoço a partir de € 12,00 e ao jantar a partir de € 19,50), menu à la carte ou menu jantar+concerto, onde a contemporaneidade e o requinte acompanham as muitas propostas musicais da Casa da Música. Com uma capacidade máxima de 220 pessoas sentadas ou 400 em pé, a flexibilidade e singularidade do Restaurante Casa da Música permitem a realização de eventos corporativos ou particulares, para grandes ou pequenos grupos. O chef Artur Gomes, inovando na sua cozinha de autor, apresenta um conjunto de menus que permite uma grande variedade de escolhas e preços.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Custo da Casa da Música derrapou 78,2 milhões». Diário de Notícias (Portugal). 5 de dezembro de 2008. 
  2. Ver: Christian Gänshirt: Casa da Música, Porto, Portugal. Rem Koolhaas/OMA, Rotterdam, in: L’Architecture d’Aujourd’hui No. 361, Nov./Déc. 2005, pp. 38-47
  3. Nicolai Ouroussoff, "A Vision of a Mobile Society Rolls Off the Assembly Line", New York Times, 25-12-2005

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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