Palácio dos Carrancas

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Palácio dos Carrancas
Tipo palácio, patrimônio cultural, museu de arte
Geografia
Coordenadas 41° 8' 51.85" N 8° 37' 17.56" O
Localidade Miragaia
Localização Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória
País Portugal

O Palácio dos Carrancas localiza-se na freguesia de Miragaia, na cidade e Distrito do Porto, em Portugal. Atualmente alberga o Museu Nacional de Soares dos Reis.

História[editar | editar código-fonte]

O Palácio dos Carrancas tem uma história complexa tanto no que respeita à edificação como aos seus proprietários. Foi mandado construir a partir de 1795 para alojar a residência e a fábrica da familia Morais e Castro. Os irmãos Morais e Castro eram então proprietários da Fábrica Tirados de Ouro e Prata na Rua das Carrancas, que lhes garantiu grande prosperidade. A um dos irmãos, Manuel Mendes de Morais e Castro, foi outorgado pela Raínha D. Maria II a 10 de Maio de 1836 o titulo de primeiro Barão de Nevogilde. O nome de Palácio dos Carrancas, pelo qual o palácio ainda hoje é conhecido, foi popularmente atribuído em referência ao carácter pouco simpático do seu proprietário.

A construção daquela que se tornou a mais importante residência da cidade decorreu durante o período urbanistico coordenado por Francisco de Almada e Mendonça. O projecto é, tradicionalmente, atribuído a Joaquim da Costa Lima Sampaio, que também participou em obras como a Feitoria Inglesa e o Hospital de Santo António, da autoria do arquitecto inglês John Carr, fazendo parte de um conjunto de obras fundamentais do movimento neoclássico que teve lugar no Porto. De acordo com as descrições da época, os espaços interiores foram tratados com elegância a imponência tal como a que se observa na fachada principal. As paredes dos salões estavam recobertas de majestosas alegorias e paisagens pintadas al fresco por pintores italianos.

Em 1861 o palácio foi adquirido por Pedro V de Portugal para servir de residência real e alojar os soberanos quando em visita ao norte do país. Durante esse periodo foi conhecido como Palácio Real da Torre da Marca. Embora necessitado de obras de reparação e melhoramentos, o edifício não sofreu alterações significativas, excetuando a extinção das instalações da fábrica.

Tanto como residência da familia Morais e Castro como da família real, o palacio foi o lugar escolhido para alojar (nem sempre com o consentimento dos seus proprietários) importantes figuras de historia de Portugal e Europeia. Foi a residência oficial do General Soult, em 1809, durante as Invasões Francesas. Após a fuga das tropas de Napoleão, o Duque de Wellington, estabeleceu ali o seu quartel-general e residência. Mais tarde alojaram-se ali muitas outras personalidades do exercito libertador tais como o General Beresford e o Principe Gulherme de Nassau. Durante o Cerco do Porto serviu também de quartel general ao rei de Portugal, D. Pedro IV, que, temendo que a artilharia miguelista pudesse entrar na cidade, ali se instalou quatro meses. Com distinta extensão nas suas visitas, o palacio acolheu o Rei D.Luis I e a Raínha D. Maria Pia, o Rei D.Carlos e a Raínha D. Amélia, bem como o Rei D. Manuel II. Excetuando as visitas soberanas, o palácio encontrava-se praticamente sem utilização. Esta situação agravou-se com a Implantação da Repúlica Portuguesa a 5 de Outubro de 1910 e o consequente exilio real.

Manuel II de Portugal, no seu testamento datado de 1915, e conhecido após a sua morte em 1932 determinou a entrega do palácio à Santa Casa da Misericórdia, para que nele se instalasse um hospital. O Estado adquiriu o palácio à Misericórdia para sede do Museu Nacional de Soares dos Reis, que foi inaugurado em 1942.

A partir de 1992 o palácio sofreu uma profunda remodelação e expansão, com projeto de autoria do arquiteto Fernando Távora, concluída em 2001.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Museu Nacional de Soares dos Reis

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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