Planetário do Porto - Centro Ciência Viva

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Planetário do Porto/CAUP: fachada.
Planetário do Porto: interior da cúpula com o antigo projetor.
Planetário do Porto: pormenor do projetor Zeiss Spacemaster RFP DP3 que foi usado até 2014.

O Planetário do Porto - Centro Ciência Viva localiza-se na cidade, concelho e distrito do Porto, em Portugal. Implantado no Pólo III da Universidade do Porto, é um planetário integrante da rede de centros Ciência Viva.[1]

Desde 3 de junho de 2015 tem um sistema de projeção digital fulldome, apresentam-se num autêntico cinema imersivo.

História[editar | editar código-fonte]

Inicialmente propriedade da Fundação para a Ciência e Desenvolvimento,[2] entidade cujos sócios fundadores eram a Câmara Municipal do Porto e a Universidade do Porto, o edifício do Planetário do Porto[3] foi projectado pelo arquiteto José Manuel Soares, tendo aberto ao público em novembro de 1998.

Em Outubro de 2012, a Assembleia Municipal do Porto aprovou a extinção da Fundação para a Ciência e Desenvolvimento.[4] O processo de extinção, liderado por uma comissão liquidatária, ficou concluido no final de 2013, altura em que o Planetário passou para a ser propriedade da Universidade do Porto.[5]

A gestão está a cargo da associação Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP).[6]

No dia 1 de Julho de 2014 o planetário encerrou para obras.[7] O objectivo foi a substituição do sistema clássico de projecção optomecânica, por um moderno sistema digital, que tornou o Planetário do Porto - Centro Ciência Viva no maior planetário digital em funcionamento em Portugal.

Desde que abriu ao público, em Novembro de 1998, o Planetário do Porto tinha como peça central o projector optomecânico Zeiss Spacemaster RFP DP3, que projetava cerca de seis mil estrelas, de ambos os hemisférios da Terra.

A primeira melhoria recaiu nas condições das salas, nomeadamente no sistema de ar condicionado. De seguida, a cúpula interior também foi remodelada para poder albergar o novo sistema digital e depois é que o planetário passou a digital.

O planetário reabriu em 3 de junho de 2015, com o sistema de vídeo imersivo e software de simulação do Universo Sky Explorer v3, fornecido pela empresa RSA Cosmos. Em conjunto com uma nova cúpula de projeção, construída pela empresa Astrotec, os visitantes são agora transportados para dentro da ação, numa experiência imersiva única.

O planetário tem como missão atrair a população para a ciência, tendo também intervenção a nível cultural. Neste espaço, além das sessões de planetário, realizam-se também cursos de formação, palestras, observações astronómicas e conferências.

Características[editar | editar código-fonte]

As suas instalações contam com uma sala de projeção com uma cúpula de 12,5 m de diâmetro e tem capacidade para 94 visitantes, mais 2 espaços reservados para cadeiras de rodas.

O projetor principal entre 1998 e 2014 era da marca Zeiss, modelo Spacemaster RFP DP3, que projetava cerca de seis mil estrelas, de ambos os hemisférios da Terra.

Em 2015, reabriu com um novo sistema de projeção digital fulldome, que associado ao software de simulação do Universo Sky Explorer V4, permite não só ver o céu, como viajar pelo Sistema Solar e pelo resto da galáxia, até às galáxias mais distantes conhecidas. O sistema tem ainda a capacidade de simular locais e eventos específicos, como mostrar a sonda Curiosity na superfície de Marte, ou orbitar um buraco negro. Permite também projetar conteúdos Fulldome, como sessões imersivas temáticas.

Atualmente tem disponíveis as sessões[8]:

- Vida, uma História Cósmica

- O Espantoso Telescópio

- O Vítor à Descoberta do Sistema Solar (Sessão infantil)

Além das sessões, as escolas têm ainda à disposição as oficinas pedagógicas[9]:

- Conhecer a Terra, a Lua e o Sol (para 1º ciclo)

- À Descoberta do Sistema Solar (a partir do 3º ano)

- Ótica: A nossa janela para o Universo (a partir do 8º ano)

- Distância às Estrelas (a partir do 8º ano)

- Impressão Digital dos Astros (para o secundário)

Tem também um auditório com capacidade para 60 lugares, uma astroteca, um "foyer" que funciona como espaço para a realização de eventos e uma cafetaria.

Referências

  1. «Centros Ciência Viva». Rede Nacional de Centros Ciência Viva 
  2. «Planetário do Porto (FCD)». Página da Fundação Ciência e Desenvolvimento (FCD). Consultado em 7 de fevereiro de 2010. 
  3. «Planetário do Porto (UPorto)». Planetário do Porto (UPorto) 
  4. «Extinção de fundação pode obrigar Teatro do Campo Alegre a encerrar». Público online (2012-10-03) 
  5. «Património de Fundação Ciência e Desenvolvimento dividido pela Câmara do Porto e Universidade». Expresso online (2012-12-13) 
  6. «Planetário do Porto (CAUP)». Página do CAUP dedicada ao Planetário do Porto 
  7. «Planetário do Porto fecha a 1 de Julho» 
  8. «Planetário do Porto». planetario.up.pt. Consultado em 24 de novembro de 2015. 
  9. «Planetário do Porto». planetario.up.pt. Consultado em 24 de novembro de 2015. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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