Castelo de Curutelo

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Castelo de Curutelo
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Construção ()
Estilo
Conservação
Homologação
(IGESPAR)
IIP
(DL 129 de 29 de setembro de 1977)
Aberto ao público

O Castelo de Curutêlo, também referido como Castelo de Corutelo e Paço de Curutêlo, localiza-se na freguesia de Freixo, concelho de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, em Portugal.

Paço de feição acastelada implantado em área rural, ergue-se a meia encosta do monte de São Cristóvão dos Milagres ou do Curutelo, sobranceiro a um pequeno vale, sendo envolvido por árvores.

História[editar | editar código-fonte]

As informações acerca da primitiva ocupação deste sítio são escassas: de acordo com um documento datado de 1395, Nuno Viegas e sua mulher, D. Inês Dias do Rego, instituíram vínculo nas suas Quintas de Coucieiro e Curutelo, a favor do filho Álvaro Viegas. Este documento, entretanto, não faz qualquer menção a uma torre. O morgadio foi confirmado por D.João I de Portugal em Dezembro do mesmo ano.

Posteriormente, em 1532, o 5º Morgado de Coucieiro, ao ver-se a contas com a Justiça, vendeu a quinta ao duque D. Jaime; este, tornando-se senhor e possuidor da casa, torre, castelo e quinta do Curutêlo, tudo emprazou ao fidalgo João Rodrigues de Lago, filho de Ruy Gomes de Abreu, em paga dos serviços prestados sobretudo na jornada e conquista de Azamor, permanecendo a quinta na posse dos seus descendentes no decurso dos séculos seguintes.

Em 1867 após o casamento de D. Maria do Lago Felgueiras Gayo com o Dr. Rodrigo Augusto Cerqueira Veloso, advogado em Barcelos, conhecido bibliófilo e natural de Ponte da Barca, procederam-se a obras de modernização da torre, rasgando-se portas e janelas. Não deixando descendência, D. Maria Felgueiras Gayo, antes de falecer, nomeou o prazo em seu marido, o que conduziu a pleito nos tribunais, por fim julgado a favor do Dr. Rodrigo Veloso.

No século XX, em 1902, o capitalista de Esposende e antigo negociante no Brasil, Valentim Ribeiro da Fonseca, adquiriu a Quinta para o seu filho, Valentim Ribeiro da Fonseca Júnior, como forma de investimento pela herança deixada por sua avó materna, permanecendo a propriedade desde então na família Cerquinho Ribeiro da Fonseca.

Valentim Ribeiro teve o conhecimento da venda do Castelo de Curutêlo quando se encontrava no Café Nicola, ao Chiado, em Lisboa. Soube que o Dr. Rodrigo Cerqueira Veloso andava por Esposende e logo tratou de arranjar quem o apresentasse. Após duras negociações, celebrou-se a 13 de janeiro de 1903 a escritura de compra e venda. A compra deste imóvel por Valentim Ribeiro, como procurador de seu filho, teve duas intenções: primeiramente, recuperar o capital da herança que tinha sido investido em debêntures da companhia de navegação Lloyd Brasileiro, que tinha ido à falência, e em segundo lugar, adquirir um imóvel que não ausentasse o filho de Portugal, tornando o Castelo de Curutêlo e Quinta, na sua residência de família, para si e para sua descendência.

O conjunto encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto nº 129/77, publicado em 29 de Setembro de 1977.

Características[editar | editar código-fonte]

Paço de planta rectangular, composta, de um pavimento, e integrando ao centro uma torre quadrada, mais elevada. Volumes escalonados, com coberturas de telha a quatro águas. Os alçados são coroados por merlões piramidais. Frontespício com porta de verga recta e janela de guilhotina, nos corpos laterais, e janela larga de jambas decoradas e encimada por uma outra mais estreita, na torre, ao nível do 1º piso. Regularmente dispõem-se gárgulas circulares. Fachadas laterais rasgadas por três janelas e a posterior por duas enquadrando porta simples; na torre uma janela.

É cercado por alta muralha, coberta de hera com portão de acesso de verga recta junto à estrada. Encostada ao muro que cerca o solar, mas num plano mais baixo, ergue-se capela rectangular parcialmente coberta de hera e dedicada a Santo Amaro. Frontispício, rasgado por porta simples de verga recta, ladeada por duas frestas e encimada por janela; termina em empena truncada por pequena sineira. No interior, coro-alto e retábulo de talha.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ARAÚJO, Laurinda Fernandes de Carvalho. Monografia de S. Julião do Freixo e Estudo Sucinto de Anais (St.ª Marinha de). Braga: 1981.
  • AZEVEDO, Carlos de. Solares Portugueses. Lisboa: 1969.
  • FONSECA, João Paulo Ribeiro da, Valentim Ribeiro da Fonseca. Nas ondas da vida. Biografia, Ed. do autor, Esposende, 2005.
  • GUERRA, Luís de Figueiredo. Torres Solarengas do Alto Minho. Separata de O Instituto, v. 72, nº 4, Coimbra, 1925.
  • SILVA, António Lambert Pereira da. Nobres Casas de Portugal (v. 2). Porto: s.d..

Crisóstomo, Emídio. "Fronteiras do Poder - de Paçô a Freixo (S. Julião de)", Ed. de autor, Ponte de Lima 2013

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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